quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Excelentes Conselhos da "Revista Moto Extreme"

Amigos leitores, queridos alunos,
Vejam que conselhos interessantes que a Revista Moto Extreme fala em seu artigo no dia 25 de novembro de 2009. Conselhos para motociclistas e motoristas.


Para os motociclistas:

1 – Habilite-se e faça cursos: Apesar de não ser suficiente, a habilitação exigida pelas autoridades ajuda os iniciantes a se acostumarem com a motocicleta. É importante também participar de cursos de pilotagem defensiva oferecidos por concessionárias e associações.
2 – Use equipamento de segurança: O capacete é essencial, mas não suficiente. Use luvas, roupas e calçados apropriados. Sandálias “Havaianas” não são calçados apropriados.
3 – Pilote sóbrio: Nunca beba ou use outras drogas quando for pilotar. Segundo a pesquisa da NHTSA, do total de mortos em acidentes, 78% apresentavam um alto nível de álcool no sangue.
4 – Pilote de acordo com seus limites: Não pilote mais rápido ou por muito mais tempo que suas habilidades permitem.
5 – Esteja sempre aprendendo: Procure fazer os cursos de pilotagem oferecidos pelas concessionárias, montadoras e associações para se manter atualizado. Lembre-se: nunca se sabe tudo sobre segurança.

Para os motoristas de carros e outros veículos:
1 – Fique atento às motocicletas: Muitas vezes as motocicletas são difíceis de serem vistas. Preste atenção aos espelhos para ver o que está a sua volta.
2 – Não se distraia: Desligue o telefone celular para dirigir, deixe de lado seu lanche, seu animal de estimação e seu MP3 player quando for dirigir. A maioria dos acidentes envolvendo motos e carros é causada por falta de atenção.
3 – Dê espaço para as motocicletas: Não “cole” na motocicleta a sua frente e nem a “esprema” nas faixas. Motos são mais ágeis e mudam de direção com mais facilidade, além de pararem mais rapidamente.
4 – Use as setas: Sinalize suas intenções. Isso também é uma exigência que está na lei.
5 – Mantenha seu lixo no carro: Não arremesse objetos, como bitucas de cigarro, papéis, entre outras coisas pela janela. No caso de caminhões e caminhonetes, transporte a carga apropriadamente para evitar que algo caia nas ruas e estradas e transforme-se em um obstáculo perigoso.

Parabéns pela pesquisa e pelo excelente artigo do pessoal da Revista Moto Extreme!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Homenagem aos Meus Corajosos, Pacientes e Queridos Alunos

Minha homenagem a todos meus alunos, amigos, parceiros, empresas patrocinadoras, pela troca de experiências para atingirmos a segurança necessária na pilotagem defensiva e segura.
De certo, faltam muitas fotos de meus queridos alunos. Por isso, peço desculpas. Porém, sei que todos que participaram dos cursos, palestras e treinamentos específicos sabem que os honro muito, pois a paciência, dedicação e coragem de vocês estarão em minha mente e coração.
Este Blog dedico a todos vocês: leitores, blogueiros, alunos dos Cursos de Pilotagem Defensiva de Motos, alunos do C.F.C de Renovação e Primeira Habilitação e cursos profissionalizantes na área de Direção Defensiva. Em especial a Geórgia Tereza Zuliani, pois sou muito "burrinho" para criar um Blog. Graças ao incentivo dela, este Blog foi criado. E graças aos interesses de todos vocês, este Blog se mantém. Que Deus continue abençoando a todos, assim como abençoou todos os nossos cursos e palestras.



























segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O Que Significa, Pra Você, Empatia no Trânsito?


Amigos, alunos e leitores queridos: o que significa EMPATIA? E como podemos usá-la no trânsito ou mesmo em nossa vida cotidiana?

Vejam o seguinte: EMPATIA não é a mesma coisa de SIMPATIA, do qual significa ter afeição, gostar de alguém sem ter conhecimento desse alguém, sem preconceitos.

Também, não é a mesma coisa de ANTIPATIA, do qual significa não ter afeição, não gostar de alguém, sem mesmo conhecer este alguém, com preconceitos. Também, não é a mesma coisa de APATIA, do qual significa "não está nem aí" com o próximo. Não ter a qualidade, ou o hábito, de se preocupar com a pessoa. Não ter nenhum tipo de sentimento com alguém que convivemos. Lembrem-se: nosso convívio está em qualquer lugar, no trabalho, no lar, na escola e até mesmo no trânsito. Só que é no trânsito que colocamos o maior número de tipos de sentimentos. É no trânsito que sentimos SIMPATIA, ANTIPATIA, APATIA e EMPATIA com maior expressão, com maior facilidade, com maior poder.

Então, e aí, já sentiu tudo isso que falei acima? Já sentiu, ou já expressou EMPATIA? Afinal, o que é, EMPATIA? Como podemos colocar em prática esta atitude para evitar acidentes?
Já teve vontade de xingar alguém no trânsito, porque este alguém "fechou" sua moto e você quase se acidenta com esta atitude do motorista?Tente se lembrar desta ocasião: este motorista usou o pisca? Se usou, porque você o xingou? Por que não o deixou entrar na sua frente? Pense no contrário: quantas vezes você usou o pisca para sinalizar que entrará para outra faixa na via, e outros não o deixaram fazer isso? Você xingou por causa disso? Talves tenha pensado o seguinte:"...caramba! estou sinalizando e ninguém me respeita!..." . Mas quantas vezes você respeitou a sinalização dos outros? Neste exemplo, podemos notar o significado de EMPATIA. Significa: colocar-se no lugar do outro e tentar sentir o que o outro sente.
O que eu quero dizer é que, infelizmente, como seres humanos imperfeitos, nós nos esquecemos que somos pedestres quando estamos dirigindo nosso carro ( isto é, enquanto motoristas, NÃO somos pedestres). Assim esquecemos que pedestres podem errar. EMPATIA é reconhecer que mesmo dirigindo nosso carro, continuamos sendo pedestres ( aqueles que atravessam fora da faixa, por entre os carros, ou seja, os "folgados").
Em relação ao exemplo acima, também nos esquecemos que, enquanto somos pilotos de motos, somos também motoristas de carro. Portanto, usar EMPATIA significa, neste caso, que cometeremos os mesmos erros, ou acertos, dos quais os motoristas cometem. Assim, tente sentir o que o outro pensa. Tente ver se você faria o mesmo se estivesse no lugar daquele motorista, ou daquele pedestre, ou daquele motociclista em sua via de trânsito.
Aqui, em meu local de trabalho, localizado em uma esquina movimentada, observo o seguinte: de cada dez ( 10 ) carros que entram nesta esquina, somente três (3) usam a sinalização do pisca. Imaginem como os quem vêm atrás destes motoristas se sentem com esta atitude egoísta. Pedestre?! Não conseguem saber, ao tentarem atravessar, se o carro vai entrar ou não!. Aí só escuto xingamento, palavrões etc.
Porém, o mais engraçado de tudo isso é: nesta mesma esquina de cada dez (10) motos que entram, uma (01) usa a sinalização. Lembrem-se. EMPATIA é se colocar no lugar do outro e sentir o que o outro sente. Esta mesma empatia pode muito bem evitar muitos acidentes.
Como poderemos treinar o uso desta atitude EMPÁTICA?
Observe cada atitude que os outros cometem no trânsito. Quantos erros? Quantos acertos? São atitudes SIMPÁTICAS? Se sim, seja empático e se coloque no lugar dele e o imite. São atitudes ANTIPÁTICAS? Se sim, seja empático e se coloque no lugar dele e tente sentir o porque ele está assim. São atitudes de APATIA? Se sim, seja empático e se coloque no lugar dele e tente não imitá-lo.
Antipatia, Simpatia, Apatia ou mesmo Empatia são reflexos das atitudes dos outros. Seja EMPÁTICO com você mesmo, pois só assim perceberá que você é o outro também.
Termino este post com a famosa "Regra Áurea": FAÇA COM OS OUTROS AQUILO QUE VOCÊ GOSTARIA QUE FIZESSE COM VOCÊ ou melhor dizendo: NÃO faça com os outros aquilo que você NÃO gostaria que fizesse com você ( Jesus Cristo)
Podem ter certeza, esta frase acima é exemplo de EMPATIA.

Um grande abraço a todos.











sexta-feira, 28 de agosto de 2009

IMPRESSÕES: Pilotei a Nova COMET 250 Naked






Queridos Amigos, Alunos e Apaixonados por Motos,

Pela primeira vez, em minha vida, depois de ter experimentado vários modelos e marcas de motocicletas, pilotando estas motos emprestadas pelos meus corajosos alunos, nos inúmeros cursos que fizemos juntos, fui convidado para ser "piloto de testes" por uma concessionária autorizada Kasinski.

COMET 250 Naked

Já conhecia esta moto deste seu lançamento no Brasil. Importada e nacionalizada pela Kasinski, sempre tive um certo preconceito da marca, pois em minha mente só vinha a existência das marcas japonesas ( Honda e Yamaha principalmente). Com o tempo, ví que a marca Sul-Coreana, Hyosung, é uma das marcas mais confiáveis vendidas na Europa. De fato, com as mudanças na estética e em seu sistema de alimentação ( injeção eletrônica), esta "peladinha" ficou show de pilotagem.

MUDANÇAS:
Possui um chassi de berço duplo (muito parecido, senão igual, da GS 500 da Suzuki). Em meu falho conhecimento, este tipo de chassi é muito bom para se obter uma excelente estabilidade direcional, ou seja, não se percebe muita oscilação em velocidades mais elevadas em linha reta.
Curvas? De fato, o piloto deve fazer um pouquinho de força no corpo para "empurrar" a moto para a inclinação necessária nas curvas de médias e altas volocidades, compensadas com seu pneu traseiro de 150 mm de perfil 70% e dianteiro de 110 mm também 70% de perfil. Alguns clientes calçam estas rodas de 17 polegadas com pneus de 180 mm traseiro e 120 mm dianteiro com perfis mais baixos. Mas a moto pesará mais, e será mais desconfortável na pilotagem. Já é uma moto com DNA esportivo, com suspensões mais "duras", porém seguras, com Up Side Down dianteiro e ajustes de tensão de mola na traseira. Mesmo assim, senti muita segurança em fazer curvas mais curtas. Muitos acham esta moto pesada demais. Mas vamos comparar algumas concorrentes, que também são excelentes motos:
CB 300 R: peso, 143 kg a seco contra 160 kg da Comet
A Comet possui dois cilindros em "V", com 4 vávulas em cada cilindro( oito válvulas no total ), chassi de berço duplo, pneu traseiro de 150 mm, contra um cilindro e 4 válvulas, chassi de berço semi duplo e pneu de 140 mm da bela CB 300 ( esta característica da CB a deixa excelente em curvas). Faça a comparação: quem pesa mais? Quantidades de válvulas, cilindros, chassi, largura de pneus etc, pesa mais sim ( por favor, não compare com motos acima de 30.000,00 reais, pois os materiais usados são mais "nobres" e caros). Mas ponha as mesmas configurações de ciclística na CB. Quanto vai seu peso? Mas, mesmo assim, veja as compensações abaixo da Comet:
Esta característica da Comet gera 32,1 cv, a 10.500 rpm ( dando uma velocidade final de 170 Km/h medida no velocímetro, e 165 km/h medida no GPS). Torque foi a maior mudança desta Naked, graças a injeção eletrônica: antes 2,16 kgf-m, dava uma impressão de fraqueza nas saídas e retomadas de volocidade. Agora foi para 2,31 kgf-m a 8.000 rpm. Parece uma pequena mudança, mas na prática mudou 100%. A força nas acelerações se percebe já bem no início das rotações do motor. Apaixonei por esta "magrelinha".
Aliás, traseirinha linda, heim!?. Linda como uma bela mulher. Agora mais empinada, mais curta ( embora o entre eixos permaneça igual ao da antiga, 1430 mm, a rabeta ficou mais curta, dando a impressão de ter entre eixos mais curto) e com uma iluminação muito mais eficiente, pois possui LEDs, com maior durabilidade e menor consumo de energia. A bateria ficou mais forte, aumentou para 12 amperes.
A moto que pilotei era zeradinha, ainda estava com motor "preso". Porém, mesmo assim, a "lenearidade" das acelerações, graças aos dois cilindros em "V" em conjunto com a injeção eletrônica, a deixou gostosa de pilotar, sem a necessidade de usar sempre a embreagem para retomadas de acelerações.
FreiosComo uma bela italiana, seus discos ( dianteiro simples, com grande diâmetro, e traseiro) são mordidos por cáliper de pistão duplo. Não conheci, a não ser as poderosas Cagivas, motos com freios traseiro com cáliper ( pinça) de pistão duplo. Embora não testei frenagens de modo mais agressivo, percebi que o conjunto cáliper, disco e suspensão invertida segurou a magrelinha com muito eficiência e segurança.
TENTAÇÕES
Amigos, quem quer "status", economia com potência, divertimento em estradas e pouca maneabilidade em situações urbanas, compre a Comet
Quem quer economia sem potência e ótima maneabilidade em situações urbanas e pouco divertimento em estradas compre a Fazer
Quem quer adrenalina em fugir de bandidos, economia com média potência, boa maneabilidade em situações urbanas e divertimento em estradas, compre a CB 300 R
Muito bem, foi muito legal esta experiência. Só tenho a agradecer ao gestor da COMMOTO Kasinski, concessionária autorizada de São Bernardo do Campo, sr. André Júnior( andre@commoto.com.br ) , em conjunto de sua equipe gerente sr. Hermínio e seu mecânico chefe sr. Luiz Carlos.

Um grande abraços a todos.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Equipamentos de Segurança: Você os Usa?

Queridos amigos, alunos e leitores,

Em tempos de frio é comum usarmos jaquetas, luvas, botas calças grossas e outros tipos de roupagens que nos protegem do frio.

Mas, o motociclista só deve se proteger do frio ou também se proteger no frio?
O que quero dizer que todos nós, apaixonados por motos, também devemos ser apaixonados pela segurança.

A roupagem do motociclista deve ser, em primeiro lugar, para se proteger no frio, no calor... Ou seja, deve ser usados como equipamentos de segurança. Devem, portanto, ser usados até mesmo em clima quente, em nosso verão equatorial, onde a temperatura ambiente chega até mesmo aos 35 graus na sombra. Leia a reportagem abaixo:

"Nos últimos dez anos, o número de mortes aumentou 1.000%. Em 14 estados, óbitos de motociclistas superaram os de pedestres.
Do G1, com informações do Jornal Hoje.

Os acidentes de moto no país somaram dez mil mortos, mais de 500 mil feridos e um gasto de R$ 8 bilhões no ano passado, de acordo com o Instituto Brasileiro de Segurança no Trânsito. Nos últimos dez anos, o número de mortes aumentou 1.000%. A cada minuto, uma pessoa morre ou fica ferida por causa de acidentes com motocicletas. (Veja o site do Jornal Hoje )

Muitas das vítimas não usam equipamentos de segurança e nem fazem idéia dos estragos que um acidente pode causar. Quando um motociclista cai de sua moto, o asfalto vira uma lixa no atrito com a pele. E quanto maior for a velocidade da moto, pior para o condutor. O professor de física Beraldo Neto faz o cálculo: se o piloto estiver a 60 km/h ele poderá deslizar entre 20 e 30 metros na queda, dependendo do tipo e das condições da pista. Cair de moto a 36 km/h equivale a uma queda de segundo andar de um prédio. Se o motociclista estiver a 72 km/h e cair, será o mesmo que ele despencar do sexto andar. Já para os pilotos de corrida, que podem se acidentar a 140 km/h, a queda é igual à altura de um prédio de 26 andares. "

Algum tempo atrás, vi um motociclista acidentado, onde o mesmo não conseguia se lenvantar do asfalto, pois estava com a perna machucada e com muitas dores. Ele "fritou" no asfalto quente. Estava somente com uma camiseta básica, da qual se rasgou no atrito do chão.

Eu sei que usar jaquetas em clima quente é muito desconfortável. E sei também que usar equipamentos de segurança NÃO AFASTA O PERIGO DE SE ACIDENTAR, mas PROTEGE ou AMENIZA os efeitos, ou os traumas, de uma possível queda. ( veja os depoimentos comentados no Post " O Amaral Levou Um Tombo").

Em 1995, estava pilotando uma GSX 1100 R e caí na Marginal Pinheiros por pura imprudência de minha parte ( esta história contarei no próximo post ). Eu estava com uma jaqueta de frio, couro de antílope, da qual se rasgou inteira. Estava com calça Jeans que também virou saco de pano. Fiquei semi-nu na marginal, só de cuecas aparecendo meus culhões para a rapaziada toda tirar sarro de mim. Este tipo de roupa me protegeu, embora minha bunda tenha uma marca de queimadura de asfalto quente até hoje. Este machucado me doeu mais quando eu tive que ficar de "quatro" para que o médico fizesse os curativos. Como eu estava sem luvas, tentei segurar a queda com minhas mãos. Amigo! fiquei sem as digitais. Ai como doeu!

Aprendi na marra.

Leia esta outra reportagem abaixo:

'Sobreviventes' agradecem a proteção do capacete
Equipamento salvou a vida de motociclistas em acidentes e assaltos. Caso de Felipe Massa reforça a importância da proteção para a cabeça.
Aluízio Freire e Marcelo Mora Do G1, no Rio e em São Paulo

O comerciante José Santana Ferreira de Souza foi salvo pelo capacete
A boa recuperação do piloto brasileiro Felipe Massa após o acidente sofrido durante os treinos para o Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1 destacou a importância do capacete para absorção de impactos. O equipamento de segurança já representou a diferença entre a vida e a morte de muitos motociclistas que passaram por sustos no trânsito ou com os casos de violência nas grandes cidades.

É o caso do comerciante José Santana Ferreira de Souza, de 30 anos. Há pouco mais de um mês ele pensou, por alguns segundos, que não conseguiria escapar de um acidente de moto. Ele estava atravessando a Ponte Rio-Niterói quando tocou seu celular. Reduziu a velocidade da moto, que naquele momento era de 80 quilômetros por hora, e jogou para o acostamento, para atender a ligação. No entanto, ao reduzir a marcha, uma outra moto bateu em sua traseira.


Bati com a cabeça na pilastra e, por pouco, não caí de uma altura de quase 100 metros. O que me salvou mesmo foi o capacete"
“Senti meu corpo ser jogado para o alto. Bati com a cabeça na pilastra e, por pouco, não caí de uma altura de quase 100 metros. Fiquei alguns segundos pendurado, até que o outro motoqueiro me puxou. Mas, o que me salvou mesmo foi o capacete”, reconhece. José ainda socorreu em sua garupa o outro motoqueiro, que quebrou a perna, levando-o para o Hospital Universitário Antonio Pedro, em Niterói. “Naquele dia estava chovendo muito, a pista estava escorregadia. O motoqueiro veio cortando os carros e não conseguiu parar antes de me atingir. Acho que nasci de novo. Por isso, hoje não ando sem capacete. Sem ele, não temos proteção nenhuma”.

Capacete protegeu Elson Liper em acidente batendo no asfalto.
Apaixonado por velocidade e integrante de um grupo de motociclistas, o jornalista Elson Liper, 47 anos, autor do blog Moto News & Bípedes, com dicas de viagens e condições das estradas, lembra de um grave acidente que sobreviveu graças ao uso do capacete, em 2005, quando trabalhava como correspondente do jornal argentino Clarín, no Rio de janeiro. “Era 17 de fevereiro, dia do aniversário do meu filho. Peguei a moto e segui para casa, comemorar em família. Quando passava pela Rua Visconde de Santa Isabel, na Zona Norte, um sujeito de rua, que depois descobri ser um doente mental, jogou alguma coisa na minha direção que até hoje não sei o que era. Mas, o objeto passou na frente do meu rosto como um torpedo. Perdi o controle e voei longe. Bati pelo menos seis vezes com a cabeça no asfalto. O capacete foi minha salvação”, afirma.
Era um capacete importado, resistente, revestido de fibra e isopor. Minha cabeça estava protegida, graças a Deus"
Elson conta ainda que o capacete ficou deformado no alto, na parte que protege o crânio, nas laterais do rosto, e na parte do queixo. “Era um capacete importado, resistente, revestido de fibra e isopor. Minha cabeça estava protegida, graças a Deus”, agradece, apesar de ter fraturado a clavícula. Após sobreviver ao acidente, ele chegou a mandar uma carta ao fabricante do equipamento e ganhou um outro modelo de presente.

Muitas vezes o motociclista perde o controle porque algum objeto estranho vai de encontro aos seus olhos"
“É preciso usar toda a indumentária de proteção, como luvas, joelheiras e tornozeleiras para reduzir as lesões ortopédicas. O capacete, por sua vez, deve seguir as regras do Inmetro, e ter viseiras para proteger os olhos. Como no caso do piloto Felipe Massa, muitas vezes o motociclista perde o controle porque algum objeto estranho vai de encontro aos seus olhos. Se não tiver proteção, pode sofrer uma lesão no globo ocular”, alerta. Segundo o médico, dá para perceber um aumento de acidentes de motos. “A gente percebe isso na prática. De janeiro a maio, fizemos 553 atendimentos a vítimas de acidentes com motos. É um número absurdo. São quase quatro por dia”, destaca. Ele considera que esse aumento também se deve ao crescimento da atividade de motoboys e mototáxis, além do uso de motos de baixa cilindrada por menores que, na maioria dos casos, não utilizam os apetrechos de segurança. “Essas motos alcançam até 70 km/h. Quem cai a uma velocidade dessas também corre o risco de sofrer uma lesão grave”, afirma.

Uma pesquisa feita com a prefeitura de Mogi da Cruzes, SP, da qual tive o privilégio de participar, em uma das avenidas principais desta cidade, foi observado que 97% dos motociclistas usavam o capacete Muito bom!!! Mas somente 13% usavam este equipamento de forma correta. Muito mal!!!Usem este equipamento de forma que sua bochecha fique ligeiramente apertada. Escolha o capacete que a queixeira não fique encostando em seu queixo ou boca. Compre com viseira 'grossas' e resistentes. A fita jugular deve estar presa ao seu pescoço de forma que não fique muito apertada e nem "frouxa" o suficiente que saia pelo seu queixo.

Capacete aberto? Use-o se sua pilotagem não for agressiva e com poucos riscos. Os olhos devem estar protegidos.

Capacetes escamoteáveis. São práticos e confortáveis. Mas não caia de boca no chão, pois a queixeira pode se abrir com facilidade.

Meus amigos. O bom senso é melhor do que leis. A lei obrigada somente usar óculos de proteção e capacete. O bom senso nos faz refletir que não é somente capacete ou óculos que nos protegem na queda.

Tentem se adaptar a esta "moda" da proteção. Pois moto não só praticidade, economia e prazer. Mas é também "fashion".



Um grande abraço a todos
























domingo, 26 de julho de 2009

Pilotar Em Corredores: Diferença Entre Ultrapassagem E Pilotar Em Corredores








Amigos,alunos e leitores queridos:
Antes de mais nada, gostaria que todos "clicassem" nos posts dos comentários em baixo de cada artigo publicado. Estes comentários são verdadeiros cursos de pilotagem defensiva. Por isso quero agradecer muito a todos que participam com suas experiências e agradecer a solidariedade com suas palavras motivadoras em meu último post. MUITO OBRIGADO.

Bem, que diferença tem entre pilotar em corredores e fazer uma ultrapassagem? Quais são os riscos e cuidados que precisamos ter?
Mas, para focalizarmos muito bem esta situação perigosa e, ao mesmo tempo, necessária, até mesmo para nos proteger, tente imaginar-se que você está pilotando sua moto, em um trânsito lento e pesado, porém um trânsito fluindo, com os carros, ônibus e caminhóes, indo devagar, quase parando, e, de repente, o trânsito pára repentinamente! Agora, o que sobra para você seguir no trânsito? O tenebroso e perigoso "corredor virtual".
Vamos ver qual é o significado de algumas regras de trânsito, para entendermos melhor este assunto:
Primeira Regra: ultrapassagem somente pela esguerda
Segunda Regra: não ultrapassar os limites de velocidade
Terceira Regra: respeitar os limites das faixas de rodagem
Ai, meu Deus! É melhor esquecermos de todas estas regras. Afinal das contas: NINGUÉM, em sua maioria, OBEDECEM ESTAS REGRAS!!!!
Então, como se proteger, contra os acidentes, ultrapassando ou pilotando em corredores?
Assim, vamos entender somente três coisas, para nos defender do possível acidente:
1- Faixa de Rodagem: são aquelas que dividem uma pista de rodagem. Podem ser de uma a várias faixas.
2- Pista de Rodagem: são aquelas que levam de um ponto (local) a outro ponto ( outro local) de uma mesma cidade, ou de uma cidade a outra. Podem ser divididas com uma ou várias faixas de rodagem.
3- Corredores: são "faixas virtuais" das quais são inventadas, ou melhor, são formadas por veículos maiores do que as motos, quando estes veículos estão lado a lado, emparelhados e parados em uma faixa e em outra faixa. Prestem atenção que a partir de agora existe outro tipo de faixa: Aquelas separadas por carros e não por pintura no solo(sinalização horizontal, pintadas no asfalto).
Estas definições nos levam a visualizar quando estamos em corredores ou quando estamos ultrapassando.
Muitos acidentes, entre motos x carros e entre motos x motos, até mesmo entre carros x carros, são em ultrapassagens.
Vejam em seu dia a dia no trânsito: quantas motos ultrapassam os carros ( ou caminhões) na mesma faixa?
Quantos carros tentam ultrapassar, também, na mesma faixa quando "forçam" a ultrapassagem, encostando na traseira do outro a sua frente, tentando "passar por cima"?
E quantas vezes você, motociclista, não se sentiu acuado, quando um carro em sua mesma faixa de rodagem, tenta ultrapassá-lo? Ou mesmo quando outra moto tenta ultrapassá-lo no mesmo corredor!!!
De fato, não é somente motos que ultrapassam na mesma faixa ( ou próximo dos carros), mas principalmente carros o fazem , pois aproveitam que a moto é "pequena" e acham que podem ultrapassar com mais segurança.
Embora não há uma estatística oficial, a maioria dos acidentes são nestas "forçadas" de ultrapassagens, principalmente quando o carro ultrapassa, pois nós, os motociclistas, temos menos visão dos espelhos retrovisores ( ponto cego) do que nos carros. Espero que os motoristas saibam disso. E como a moto é versátil e ágil, estamos sempre nos movendo entre uma faixa e outra, ou mesmo dentro da mesma faixa. Desta forma, muitos motoristas não percebem esta agilidade e nos ultrapassam sem cuidado.

Então, como se caracteriza pilotar em corredores?

Lembrem-se: ultrapassagens se caracteriza em "sair" pela esguerda ou pela direita passando a frente de outros veículos em movimento. Ou, também, ser ultrapassado por outros veículos.
Esta atitude envolve precisão, destreza, habilidade e velocidade, pois estamos sempre em "ziguezague". E por estarmos "ziguezagueando", muitos pilotos freiam bruscamente por causa de uma "fechada" de outro veículo, por exemplo. E já sabemos: frear fazendo curvas, a probabilidade de cair é muito maior.
Corredores , assim, significa pilotar quando os veículos maiores estão parados, imóveis, lado a lado em uma faixa e em outra faixa de rodagem, sem a possibilidade de um veículo ultrapassar o outro, ou seja, sem a possibilidade de um carro, caminhão ou moto "sair" de uma faixa para a outra.
Sendo assim, a atitude do motociclista deve ser de um ótimo observador ( leia o artigo sobre previsão, neste mesmo Blog). Prestar muita atenção se em alguma faixa de rodagem, tanto a faixa a sua direita quanto a faixa a sua esguerda, abre um espaço entre os veículos, possibilitando a saída repentina de um carro ou outro tipo de veículo para se aproveitar daquele espaço, ou daquela faixa da qual está agora fluindo (Leia o artigo sobre a Atenção, neste mesmo Blog). Lembem-se, corredores virtuais são quando os veículos estão parados lado a lado. Se uma faixa de rodagem flui, agora já não se caracteriza corredor virtual, e sim se caracteriza ultrapassagem.
Um amado aluno um dia escreveu que: "...todo o motorista ( ou piloto ) defensivo deve sempre observar, e ter, uma área de fuga, uma saída de emergência, uma área de escape..."
Sim, ele está certo. Mas cuidado! A saída de emergência do motociclista é o espaço que sobra de uma faixa de rodagem. Mas esta mesma saída de emergência também é o espaço para outros veículos maiores ultrapassar.
Então, se nas ultrapassagens o piloto deve ter destreza e muita habilidade, muito mais ainda deve ter pilotando em corredores.
Por isso, vamos aconselhar o seguinte:
1- pilotar em corredores é perigoso, os riscos são grandes, pois os motoristas não estão preparados para o fator surpresa.
P.S. FATOR SURPRESA é quando o outro( o motorista) se surpreende com a sua presença repentina ao seu lado quando se pilota em corredores.
2- portanto, use sempre os faróis ( eu aconselho faróis altos, embora seja contra a lei) e lanternas acesas, para serem vistos.
3- buzina? só para alertar, e não para perturbar.
P.S. BUZINA não é freio. Buzinar não lhe dá o direito de imaginar que o motorista sairá da sua frente.
4- treine muito exercício de "slalow" ( ziguezague) em um curso confiável, e não nas ruas, para poder sair rápido de uma fechada.
5- pilote em uma velocidade compatível a sua frenagem, ou seja, conheça bem a sua moto na capacidade de frear e a distância de parada da moto, caso haja uma "fechada" de um outro veículo.
6- lembrem-se, entre nos corredores se realmente houver necessidade.
7 - se o trânsito está fluindo, pilote atrás dos carros a uma distância que consiga ver o outro veiculo a frente deste carro, seguindo a faixa dos pneus dos carros, ou seja, observe sempre uma área de escape. Esta área pode ser sim, os corredores virtuais.
8- muita atenção ao ser ultrapassado. Se está sendo forçada, saia da frente e deixe ser ultrapassado.
9-evite movimentar-se dentro dos limites da faixa de rodagem. Siga sempre, quando possível, na mesma linha reta.
10- faça curvas abertas, quando são abertas. Faça curvas fechadas quando são fechadas. Siga, portanto, a mesma "linha" da curva. Digo isso, pois a tendência de qualquer veículo é abrir nas curvas ( força centrífuga) ou mesmo fechar demais nestas curvas ( força centrípeda). Muitos motociclistas sofrem graves acidentes, quando estão ultrapassando em curvas no mesmo sentido dos carros
11- se optar em andar em corredores, pilote no corredor da esguerda, pois os motoristas estão um pouco mais preparados, ou acostumados, em ver vários motociclistas neste lado dos corredores.
12- cuidado com pedestre atravessando por entre os carros. A maioria não atravessa na faixa de pedestre, e quando atravessa não respeitam o semáforo.
13- a principal lição para o piloto defensivo é: TENHA PACIÊNCIA. esperar o momento certo para ultrapassar, ou pilotar em corredores, é a forma mais segura em conduzir seu veiculo.
É isso aí, queridos alunos e leitores. Moto é sinônimo de prazer. Para se ter prazer em algo que façamos precisamos gostar. Por isso trate sua moto como seu melhor amigo, como sua amada mulher. Ame sua moto como a "ti" mesmo.
Um grande abraço a todos

sábado, 30 de maio de 2009

O Amaral Levou Um Tombo

Queridos alunos e leitores apaixonados por motos,

Vocês já confiaram em uma pessoa a ponto de deixar suas vidas nas mãos da pessoa que confiam? Mesmo que nunca viram esta pessoa, mas sabem que podem confiar nela, pois já ouviram falar dos seus feitos e de sua fama? Por isso confiam!

Um exemplo dessa confiança é depositada a um motorista de ónibus. Nunca o vimos, mas confiamos em seu profissionalismo. Um motorista de táxi. Nunca o vimos, mas temos quase certeza que não haverá um acidente com ele quando estamos dentro de seu carro.

É, pois é. Eu levei o maior tombaço com uma GSX 750 F, do aluno que depositou fé em mim, deixando sua "magrelinha" em minhas mãos, em um curso individual/personalizado, há uma semana atrás. O mais grave disso tudo foi que a confiança dele em mim foi a tal ponto que este aluno estava em minha garupa quando fomos ao chão. Mais incrível ainda, que este aluno foi de uma humildade tão grande, que não reclamou, e continuou o curso comigo.

Joel Stucchi, este artigo é em sua homenagem, e também a todos que andaram em minha garupa nos cursos afora que ministrei.

Mas onde foi que errei?

Bem. No começo do curso sempre analiso alguns aspectos técnicos da moto. O primeiro aspecto é o conceito da moto, ou seja, se a moto é esportiva, naked, street, on-off road, etc. Qual é o objetivo dos projetistas da moto para o uso do piloto. O conceito da GSX-F ( Suzuki) projeta-se para uma característica sporturing. Esta característica nos faz lembrar das CBR XX, das GSX 1300 Hayabusa, das antigas e fabulosas CBR 1000 F e de muitas outras que nos remete ao conforto e ao mesmo tempo as emoções das esportivas, fazendo curvas no limite das pedaleiras e freando espetacularmente. Meu primeiro erro: NÃO considerar este conceito para a GSX-F. Ela é uma excluva moto sport-turing. Mais turing do que sport. Seu chassi denuncia isso.
O segundo aspecto técnico que observo, são os pneus. Precisamos considerar três coisinhas básicas nos pneus: 1- seu perfil se é reto ou abaloado. 2- sua largura em milímetros, com o detalhe das "bordas de ataque"e 3- seu composto de borracha ( mais difícil de analisar). Assim sendo, o meu segundo erro foi NÃO considerar estas três coisinhas básicas.

Antes de iniciar os treinos de curvas, eu deito a moto ( ela parada) até o limite de segurança de moto. Este limite de segurança verifica-se pela"borda de ataque" dos pneus, ou seja, até que ponto a moto pode inclinar nas curvas com segurança, sem considerar a influência do peso do piloto. Geralmente, esta inclinação chega até o limite físico ,ou seja, nas pedaleiras. Meu terceiro erro foi NÃO considerar o limite de segurança do pneu traseiro. Eu inclinei e não chegou as pedaleiras. O perfil do pneu da GSX-F é pouco abaloado. Sua largura, para uma 750 ( não para uma sporturing) é de apenas 150 mm. E seu composto de borracha, não sei dizer ao certo, porém, nos testes de frenagem ela escorregou ( saia de frente) a 40 km/h. Meu quarto erro foi NÃO considerar este "sinal" de "sair de frente" nas frenagens frontais.

É incrivel eu NÃO considerar tudo isso! É inacreditável eu acreditar somente em minha experiência. É ainda pior eu colocar em risco a integridade física e, porque não dizer, a vida de alguém que depositou toda a fé em mim. A do Joel.

Este tombo foi nos exercícios de curvas. Inclinei a moto até o limite físico da moto, encostando as pedaleiras no chão de tal forma que o asfalto ficou marcado pelo aço das pedaleiras. Ultrapassou o limite de segurança ,ou seja, as bordas de ataque do pneu. Acreditei no peso do garupa e do piloto. Mesmo com os corpos retos ( influência do peso) sobre a moto, e mesmo depois de várias voltas, sem escorregar, o pneu super aqueceu, não dobrou o suficiente para aumentar a aderência e, assim, splesh. Lá vai o Amaral e o Joel ao chão. Graças a Deus o Joel não sofreu machucados. Jaqueta e calça jeans salvou sua pele. Se não fossem os 'sliders' na carenagem da GSX-F, também a moto não sofreu muitos danos. Espelho, tampa do motor inferior alguns arranhões. Slider esguerdo torto e um susto de arrepiar.

A GSX-F é uma moto linda e feita para desfilar. Meu erro foi confundir que, só porque é uma 750, com designer esportivo ela pode deitar, correr, frear como se fosse uma autêntica esportiva.

Joel, por favor, aceite minhas desculpas. Não fui humilde em acreditar nos limites da máquina. Obrigado por sua confiança. Agradeço ainda mais por me ensinar a ser gentil, humilde e de ser um cavalheiro, pois, mesmo com esta "gafe" você continuou confiando em mim.

sábado, 16 de maio de 2009

Essência do Motociclista


Queridos alunos e leitores amantes do motociclismo.

Este artigo não nos fala sobre segurança. Não nos ensina a nos defender dos perigos do trânsito. Mas nos insentiva a nos apaixonar. Apaixonar-nos pela liberdade, pela auto estima. Não apaixonar-nos pelo egoísmo, mas respeitar o individualismo.

Não conheço o autor deste excelente artigo. Sei que o nome dele é Fernando Drummond.

Recebi este artigo por e-mail ( amaralmoto@ig.com.br ), postado pelo especialista em R1, Carlos Eduardo.

Leiam e reflitam:

"Estranho personagem, esse tal de motociclista...


Difícil crer que seja possível preferir o desconforto de uma motocicleta, onde se fica instavelmente instalado sobre um banquinho minúsculo, tendo que fazer peripécias para manter o equilíbrio e torcendo para que não haja areia na estrada. Como podem achar bom transportar o passageiro, dito garupa, sem nenhum conforto ou segurança, forçando o coitado a agarrar-se à pança do motociclista, sujeitando ambos a toda sorte de desconfortos, como chuva, ou mesmo aquela "ducha" de água suja jogada pelo carro que passa sobre a poça ao lado, ou de ficarem inalando aquele malcheiroso escapamento dos caminhões em uma avenida movimentada como a marginal Tietê, por exemplo, sem falar da necessidade de se utilizar capas, casacos e capacetes, mesmo naqueles dias de calor intenso. Isso tudo enquanto convivemos numa época em que os automóveis nos oferecem toda sorte de confortos e itens de segurança.
Ar-condicionado, que permite que você chegue ao trabalho sem estar fedendo e suado; "air bags", barras laterais, cintos de três pontos, etc., que conferem ao passageiro uma segurança mais do que necessária; som ambiente; possibilidade de conversar com os passageiros (OS passageiros...) sem ter que gritar e assim por diante.

Intrigante personagem, esse tal de motociclista.
Apesar de tudo o que disse acima, vejo sempre em seus rostos um estranho e particular sorriso, que não me lembro de haver esboçado quando em meu carro, mesmo gozando de todas as facilidades de que ele dispõe.
Passei, então, a prestar um pouco mais de atenção e percebi que, durante minhas viagens, motociclistas, independente de que máquinas possuíssem, cumprimentavam-se uns aos outros, apesar de aparentemente jamais terem se visto antes daquele fugaz momento, quando se cruzaram em uma dessas estradas da vida.

Esquisito...
Prestei mais atenção e descobri que eles frequentemente se uniam e reuniam, como se fossem amigos de longa data, daqueles que temos tão poucos e de quem gostamos tanto.
Senti a solidariedade que os une. Vi também que, por baixo de muitas daquelas roupas de couro pesadas, faixas na cabeça, luvas, botas, correntes e caveiras, havia pessoas de todos os tipos, incluindo médicos, juízes, advogados, militares, etc. que, naquele momento, em nada faziam lembrar os sisudos, formais e irrepreensíveis profissionais que eram no seu dia a dia. Descobri até alguns colegas, a quem jamais imaginei ver paramentados tão estranhamente.

Muito esquisito...
Ao conversar com alguns deles, ouvi dos indizíveis prazeres de se "ganhar a estrada" sobre duas rodas; sobre a sensação deliciosa de se fazer novos amigos por onde se passa; da alegria da redescoberta do prazer da aventura, independente da idade; e da possibilidade de se ser livre e alegre, rompendo barreiras que existem apenas e tão somente em nossas mentes tão acostumadas à mediocridade.
Vi, ouvi e meditei sobre o assunto. Mudei a minha vida...
Maravilhoso personagem, esse tal de motociclista.
Muitas motos eu tive, mas jamais fui um verdadeiro motociclista, erro que, em tempo, trato agora de desfazer.
Mais que uma nova moto, a moto dos meus sonhos.
Mais que apenas uma moto, o rompimento dos grilhões que a mim impunham o medo e o preconceito e que por tanto tempo me impediram de desfrutar de tantas aventuras e amizades.

Deus sabe o tempo que perdi e as experiências que deixei de vivenciar.
Se antes olhava-os com estranheza, mesmo sendo proprietário de uma moto (mas não um motociclista), vejo-os agora com profunda admiração e, quando não estou junto, com uma deliciosa pontinha de inveja.
O interessante, é que conheço pessoas que jamais possuíram moto, mas que estão em perfeita sintonia com o ideal motociclista.
Algumas chegam até mesmo a participar de encontros e listas de discussão, não que isto seja imprescindível ou importante. O que importa é a filosofia envolvida.
Hoje, minha esposa e eu, montados em nossos sonhos, planejamos, ainda timidamente, lances cada vez maiores, sempre dispostos a encontrar novos velhos amigos, que certamente nos acolherão de braços abertos.
Talvez, com um pouco de sorte, encontremos algum motorista que, em seu automóvel, note e ache estranho aquele personagem que, passando em uma motocicleta, com o vento no rosto, ainda que sob chuva ou frio, mostre-se alheio a tudo e feliz, exibindo um largo e incompreensível sorriso estampado no rosto.
Quem sabe ganharemos, então, mais um irmão motociclista para o nosso grupo.

Fernando Drummond"

domingo, 19 de abril de 2009

PODER, Velocidade e Motos







Queridos alunos, alunas e apoiadores leitores. Este é um post baseado em um acidente a pouco tempo em uma de nossas estradas no Brasil

Tentem adivinhar esta charada:
O que é, o que é: começa pela cabeça, depois avança para o coração e depois domina o corpo de tal forma que você perde o controle de si mesmo?
A resposta: P O D E R

No dicionário PODER se define assim: "...ter possibilidade de ... ou autorização para...Estar arriscado ou exposto a... Ter ocasião e oportunidade para..."

Nos cursos que participei sempre dizia aos meus alunos que não há lei e nem ninguém que possa nos impedir de fazer o que quisermos fazer, inclusive andar em excesso de velocidade, pois temos o livre arbítrio de escolher o que queremos. Porém, este tipo de PODER tem que ser seguido a assumir a responsabilidade dos atos escolhidos. Melhor ainda dizer: ter o PODER de escolher em usar o bom senso.
Acima eu citei a frase: excesso de velocidade o que é muito diferente de alta velocidade.

Por favor, se atentem aos diferentes tipos de velocidades para compreenderem melhor o que quero dizer:
1- velocidade máxima: é aquela que é determinada pela lei. No Brasil, a velocidade máxima permitida é de 120 Km/h

2- velocidade mínima: é aquela metade ( 50% ) da velocidade máxima do local. Ou seja, se no local é 120 km/h, 50% disso é de 60 km/h.

Isto significa que não é somente pilotar acima da lei que poderemos sofrer algum acidente. Mas pilotar abaixo da mínima também poderemos sofrer algum acidente.

Então, qual a velocidade que deveríamos escolher para pilotar? Qual é a velocidade que, com certeza, não possibilitaria a um acidente grave?
Resposta: é a velocidade que, quando você precisar parar a moto ela páre! é a velocidade que quando você precisar desviar do objeto de perigo ela desvia!

Assim, fiquem atentos ao 3o. tipo de velocidade, que não está na lei, mas é melhor do que a lei:
3- velocidade compatível: é aquela velocidade compatível aos riscos, aos perigos que uma via ( ruas, estradas etc) podem ter.

Quais os riscos de uma Via Ahanguera? Trânsito de caminhões, animais atravessando a via, crianças empinando pipas, policiais ajudando vítimas de acidentes, portanto distrações de outros motorista para ver tal acidente, portanto trânsito lento, portanto riscos de colisões traseiras, portanto riscos de desviarem para o acostamento, portanto riscos de atropelarem pessoas, o que é pior, matarem cidadões ajudando vidas.
O que é mais incrível, acidentes que poderiam ser evitados se não fosse a força que tem ou de se sentir o poder do PODER

Queridos, não sou falço em dizer-lhes que a velocidade é fascinante. Mas o bom piloto, não importa a máquina, a potência ou a cilindrada, é aquele que controla seu poder, seu livre arbítrio, e entender, em reconhecer e em respeitar os riscos que a velocidade pode trazer.

Por isso podemos distinguir a diferença entre excesso de velocidade e alta velocidade: nas estradas alemãs pilotar acima de 200 km/h é normal ( existem estradas para isso). O índice de acidentes lá é mínimo. Além do mais os cursos para se adquirir uma carteira de habilitação é extremamente difícil e competente. Isso é exemplo de alta velocidade. Alta velocidade agente vê, também, nas pistas de corridas. Onde os pilotos tem certeza que os riscos são mínimos.
Excesso de velocidade é igual ao excesso de confiança, igual ao excesso de PODER e falta de humildade de reconhecer que não conseguimos controlar nossas emoções em cima de uma moto. É mais difícil de controlar esse PODER sobre uma Super Esportiva, pois estas motos nos expõe a uma emoção quase incontrolável. São motos que nos dão segurança. A sensação de PODER é muito grande, ainda mais com roupas especiais, que aumenta esta sensação de segurança, e que sem dúvida, nos protegem ( protegem aos pilotos que as usam).

Desculpem pelo desabafo. Mas tenho certeza que poderemos evitar muitos acidentes se controlarmos nossas emoções, nosso PODER. As motos esportivas estão aí, com suas tecnologias avançadíssimas, com controles de tração, suspensões maravilhosas que dão inveja as "Ferraris" da vida, com embreagens deslizantes, pneus fantásticos, largos e cheios de aderência. Mas que não conseguiram evitar um trágico acidente. Pior do que perder 50, 60 ou 70 mil ou mais reais, foi perder um pai, um socorrista, um policial que cuida de nossa segurança. De perder uma vida.

www.rockriders.com.br

Reinaldo Lobo, obrigado por mais essa ajuda.




segunda-feira, 30 de março de 2009

Um Breve Relato Das Custons







Queridos alunos, alunas e amigos leitores.

Antes de mais nada, peço-lhes desculpas pela falta de consideração por, ainda, não ministrar os cursos práticos defensivos. Principalmente por aqueles que se inscrevem no curso Akira Motos e por aqueles indicados pelos alunos que já fizeram o curso. Estou com esperança que teremos, em breve, o apoio da Prefeitura de São Bernardo do Campo, SP, Brasil, em consentir um espaço seguro para todos os interessados.

Bem, Ronaldo Marques é um aluno que ainda não fez o curso defensivo prático. Porém, ele escreveu para meu e-mail ( aliás, fez a inscrição on line para o curso Akira de Pilotagem ) sobre dúvidas de pilotagem.

Aqui está o relato com suas dúvidas, e a resposta sobre isso. Esta é uma cópia dos dizeres meus e dele em meu e-mail. Acho que vale a pena ler, pois estamos falando de motos estilo Custons, onde pilotar estas magrelinhas é uma arte:
"...
Já dirijo motos à alguns anos ( Custom ) mas com muita insegurança ainda por isso gostaria de poder participar de um curso profissional para avaliar e melhorar as técnicas de pilotagem segura.

Se você souber ou puder indicar ( ou você mesmo executar ) este tipo de curso ( mesmo que seja pago) na região do Butantã fico muito agradecido... atualmente estou com um Shadow 600 mas estou em vias de mudar para Boulevard 800 ou Bandit 1250."

"Eu me lembro de quando a Honda lançou esta moto, pois era um sucesso a configuração de seu motor: 2 cilindros em "V" com três válvulas em cada cilindro e duas velas de ignição por cilindro. Seu torque era muito bom e até hoje é uma moto muito procurada por apaixonados por Custons.
O que eu vou falar sobre esta moto é baseada nos cursos de pilotagem, junto com os alunos. Coincidentemente, houve um curso que estavam juntas a Shadow 600, 750, a Boulevard 800 e a 1500 e uma HD 883 R.
São motos "difíceis de pilotar,pois foram feitas para andar direcionalmente, ou seja, curvas abertas e retas. As configurações de chassi, ângulo de caster e trail, largura de pneus frontais e etc causam esta dificuldade. Veja bem, quando eu falo em dificuldade na pilotagem, não significa que não sejam prazerosas e, conhecendo bem estas máquinas e seu comportamento, tornam-se fáceis. Mas prepare-se. Quando conhecer bem, vai até raspar pedaleiras no chão ao fazer curvas.
No Blog, o artigo "
Rebolar em Cima da Moto? Que Papo Estranho é Esse?" tento esclarecer a maneira mais fácil de se fazer curvas: inclinar mais a moto e deixar o corpo reto. Na Shadow 600 pode fazer isso com facilidade. Na Boulevard 800 também, embora exija mais força do piloto. Na Boulevard, graças a suspensão upside dow frontal, pode até mesmo exagerar nas curvas mais rápidas, inclinando o corpo junto a inclinação da moto.
Em outro artigo do Blog:"
Frear....Ai Que Medo!!!" falo da importância de se frear com mais força o manete dianteiro, pois a concentração do peso sobrecai a roda diantera. Na Shadow 600 não siga este conselho. Na verdade, na maioria das Custons não deve seguir este conselho. O perfil de pneu mais fino dianteiro, somado ao ângulo de caster maior e peso de massas mais concentrado na traseira, faz com que tenha uma tendência de "escapar" mais a frente, nas frenagens emergenciais. Mesmo com Custons mais potentes e de maiores cilindradas e perfis de pneus dianteiros mais largos, existe esta tendência. Por isso, prefiro aconselhar em dar força no manete dianteiro e no pedal traseiro com igual intensidade, para uma melhor performance nas frenagens. Na Boulevard 800 é muito diferente. Sua suspensão dianteira é fantástica. Parece que está pilotando uma Naked customizada. Ela possui um "DNA" esportivo que aceita curvas mais fechadas e fáceis de fazer e impressionantes frenagens. Pode seguir o conselho de frear,de modo eficiente, como se falou no artigo do Blog citado acima.
Gosto da Suzuki M 800. Não vi nenhum aluno que falasse "mal" desta custon. Vale a pena comprá-la, se ainda prefere este estilo.
Agora, a Bandit...
Um grande abraço."

Ronaldo, e muitos que pilotam suas incríveis e confortáveis Custons, espero tê-lo e tê-los ajudado neste pequeno relato sobre as custons.

Aqueles que pilotam este estilo, mandem suas experiências e comentários.Podem ter certeza, estaram ajudando muito na pilotagem segura.

Um grande abraço a todos