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PRÓXIMAS DATAS DO CURSO DE PILOTAGEM DEFENSIVA

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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Como o motor de sua moto ajuda você a se manter nas curvas

Cilindrada, potência e torque. Qual dessas características da moto será melhor aproveitada pelo piloto para se manter na trajetória de uma curva?

Falta de controle nas re-acelerações = desequilíbrio nas curvas.
Bem, sabemos que cilindrada é a quantidade de ar e combustível dentro de um recipiente chamado cilindro (medida em cm³); torque é a força produzida da queima da mistura do ar e do combustível dentro do cilindro (medida em kgf-m); e potência é, também, uma força produzida pela queima da mistura ar/combustível dentro do cilindro (medida em cv ou hp).
Embora o Torque seja a força que aparece antes, a Potência é a responsável de dar a velocidade na moto através do giro no acelerador. Por isso que alguns condutores de motocicletas “se perdem” nas curvas quando ao re-acelerar a moto sai da inclinação necessária para se manter na trajetória e “se espalha”, saindo para fora da curva. Com motos muito potentes e leves podem até mesmo subir a frente deixando o pneu frontal sem contato com o solo, ou  derrapam por causa  da forte potência despejada repentinamente na roda traseira.
Re-acelerações fortes nas saídas de curvas a moto tende a sair da trajetória.
Às vezes o contrário acontece, quando não se dá força suficiente no acelerador a moto tomba na inclinação, principalmente em manobras curtas e em baixa velocidade o motor poderá “apagar”. Ou mesmo em médias velocidades, o condutor aciona a embreagem antes de entrar na curva e continua acionada durante a trajetória neutralizando a força do motor levada para a roda traseira.
Veja só: torque = força e potência = força. Forças que dão o equilíbrio e auxiliam no re-equilíbrio da moto. Assim, além de olhar para o objetivo (final da curva), de contra-esterçar, de acreditar nos limites de inclinação do modelo de sua moto, já comentados nos artigos anteriores, o piloto terá que controlar a mão no acelerador e re-acelerar com mansidão. Ou seja, controlar a potência produzida pelo motor e pela força dada pelo condutor ao girar a manopla do acelerador.
Então, como podemos equilibrar (ou re-equilibrar) a moto através do controle dessas forças produzidas no motor?
Aproveite das configurações dos motores:

Motores "V"-2. Torque e potência surgem muito rápido.
Motos de médias e grandes cilindradas, onde a potência surge muito rápido, com configurações de motores com um só cilindro, biciclíndrica em “V” ou em “L” e tricílíndrica em linha, em baixas e médias velocidades,  mantenha a aceleração dentro da curva e re-acelere com  progressividade para sair da curva. Estou dizendo isso, pois sei que você já reduziu a velocidade e as marchas antes de entrar nas curvas.
Se necessário, aperte o manete da embreagem não com tanta força, mas com “meia” força para assim não despejar muita potência e desequilibrar a moto, principalmente se esses motores possuírem comando de válvulas duplo (DOHC) e desmodrômico. Estes motores “gostam” de rotações mais altas e quando estão em regimes de baixa velocidade, em 1ª ou 2ª marchas eles “pedem” maior aceleração. Desta forma, a progressividade nas re-acelerações é muito importante para se manter o equilíbrio e a regularidade das acelerações, evitando aqueles pequenos “coices” que jogam o piloto para trás desequilibrando a moto ou até mesmo empinando.
Com motores de dois, quatro ou seis cilindros em linha e boxer (cilindros opostos), nas retomadas de acelerações a potência é despejada na roda traseira com suavidade. Dessa forma, a necessidade de usar a embreagem para controlar as re-acelerações é praticamente nula. Somente gire a manopla do acelerador com mansidão e progressividade que a moto se mantém e sai das curvas com docilidade.
Motores menos potentes, de baixa cilindrada, em configurações mono e biciclíndrica em linha, com comando de válvulas simples (SOHC ou OHC) são “mais domáveis” nas retomadas de acelerações. Em baixas  velocidades, como em  manobras curtas, deve-se tomar cuidado para que o motor não falhe. Assim, um leve toque na embreagem pode se usar para o motor não apagar. Porém, nas re-acelerações a embreagem poderá ser esquecida. Nestas características, algumas fábricas produzem motores com “balancins roletados” nos comandos de abertuta e fechamento de válvulas. Assim, as re-acelerações são mais  suaves e dóceis.
Motores que não possuem marchas, como modelos de scooters, deve-se conhecer o “tempo” das re-acelerações. Em certas situações as retomadas de velocidade são retardadas. Na hora de dar aceleração, o motor demora para despejar a potência e a moto perde equilíbrio. Dá aquele susto, quando em inclinação o piloto põe o pé no chão.

Controle Eletrônico de Tração – A tecnologia eletrônica apareceu para acertar quando o piloto erra. O Controle Eletrônico de Tração evita a derrapagem do pneu traseiro quando o piloto dá muita força no acelerador  enquanto inclinado nas curvas. Porém, ela não evita que a moto seja jogada para fora da curva (força centrífuga). Portanto a eletrônica não faz milagres. A aplicação de todas as técnicas explicadas nos artigos anteriores, mais o que foi dito aqui, sem dúvida estaremos crescendo no conhecimento e nos transformando de simples condutores para grandes pilotos.
Controle Eletrônico de Tração não faz milagres. O mais importante é aplicar todas as técnicas aprendidas sobre curvas.
Portanto, assim como nas frenagens, nas re-acelerações – seja a moto com muita ou pouca potência – é uma questão de sensibilidade. Essa sensibilidade é imprescindível no momento de fazer, de se manter e de sair das curvas.

 Abraços a todos.

Texto: Carlos Amaral. Fotos: fonte Web e Geórgia Zuliani. Agradecimento ao editor e ao consultor técnico e piloto de testes Sidney Levy e Carlos Bitencour ( Bitenca) do portal Motonline.

sábado, 16 de outubro de 2010

DÚVIDAS DOS LEITORES (duvidas.carlosamaral@globo.com), de Paschol Pagliaro Junior

Nesta seção tento esclarecer algumas dúvidas de meus alunos e amigos. Porém, dentro do aspecto da pilotagem, o comportamento da moto em sua estrutura ciclistica
Estas dúvidas são de Paschoal, meu aluno, agora mestre.
 
Aqui vai na forma de dúvida: Motocicletas mono  cilindricas, bi cilindricas ou quadri cilindricas. Qual as vantagens e desvantagens de um e outro modelo? Manutenção (qual é a mais frágil), Custo benefício, Economia de combustível? Para rodar somente em cidade, fora de cidade e rodovias qual a melhor? Valorização e desvalorização para revenda? Qual a  melhor em torque? Qual  a melhor em final? Na questão de  estabilidade e do guidon (trepidação/pressão), qual a melhor escolha? Durabilidade do motor?

1- Motores mono ou mais cilindros.
Não há vantagens ou desvantagens em uma configuração de motores com um ou mais cilindros. Devemos nos lembrar que cilindros são compartimentos que armazenam ar e combustível para a efetivação da combustão e consequente transformação de energia gerando o torque e a potência. Para a pilotagem, os motores monociclíndricos de pequena cilindrada, deixam a impressão de sentir a moto "truculenta", parecendo que sempre, em baixa velocidade,  vai apagar de repente. Esta impressão se sente também em motores de média e alta cilindrada. Para alguns pilotos são motores "desconfortáveis". Para outros são de torque muito bom e prazeroso em pilotar. 
Saiba o seguinte: as configurações de motores com mais de um cilindro deve-se considerar o desenho desses motores.

- V2: pilotagem que se sente no coração. Torque e potência são vistas em baixas rotaçães. A batida desses motores é sentida no coração. Os motores em linha, de dois cilindros, sente um pouquinho essa impressão, porém um pouco mais suaves e um pouco menos truculentos. Motores Boxer de 2 cilindros, como das BMW, são como tratores querendo passar por cima. Há pilotos que não gostam do som emitido dos V-2 ou dos Boxer. Eu adoro.
- Linha 4: pilotagem que se sente nos ouvidos. Geralmente o torque e a potência são vistas em médias e altas rotações.São motores mais suaves. O torque e transmitido mansamente. É uma pilotagem mais "facil" A maioria dos pilotos gosta do som emitido desse tipo de motor. Dizem que é uma orquestra que incentiva a dança. Dança em alta velocidade.

- Mais cilindros: são motos mais pesadas, onde as vantagens se mostram em estradas. Não necessariamente são motos velozes, mas confortáveis. A Goldem Wing possui 6 cilindros em Boxer. Parece que está pilotando um Galaxie. A BMW lançou a nova GT de 6 cilindros em linha. Vamos ver qual seu comportamento. Acho que será aqueles motores que transformará a sensação de conforto em adrenalina da velocidade.  
2- Manutenção: manutenções fáceis ou difíceis. Acho que deveríamos nos concentrar nisso. Pois os motores darão mais manutenção se o piloto não cuidar do coração da moto de forma preventiva. Por isso os cuidados devem seguir com os conselhos de fábrica da marca.
Desta forma, as manutenções mais caras e mais difíceis são aquelas que precisam de muita mão de obra dos mecânicos. Motos Nakeds, streets ou custon não precisam de tanta mão de obra como as motos esportivas ou turing que possuem muita carenagem para serem removidas. Mas isso não é regra, pois as motos mais caras são de manutenções mais elevadas em preço. Não me pergunte porque. Regular válvulas do um motor de mais de um cilindro é mais difícil. Desta forma é mais caro e assim vai...
3- Custo benefício e economia de combustível: custo benefício de um motor dependerá de como você tirará proveito dele. Assim, um moto frete possuirá um custo benefício melhor se este motor não lhe dará manutenção frequente ou muito gasto de combustível. Tudo dependerá do tipo de uso. Assim, geralmente, os motores mono são de custo benefício melhor. Mas isto não significa que podem ser mais ou menos gastões. Um explo.: uma 250 cilindrada, monocilíndrica, com 4 válvulas, gastará mais combustível do que uma de uma mesma cilindrada, mono com 2 válvulas, em situações de pilotagem urbana.Se usará a moto mais em estradas do que em cidades, melhor motores multiválvulas com dois ou mais cilindros.São mais económicos e "forçam" menos.
4- Valor de revenda: não está relacionado com a configuração do motor, mas com o número de vendas. A moto mais vendida é a mais valorizada no mercado. Mas, deve-se considerar as "relíquias" que não tem preço e não devem ser vendidas e, sim, devem permanecer como um membro da família.
Analise o torque com o peso da moto, e a potência, em comparação as configurações dos motores. Explo.: uma Hornet, de 4 cilindros e 600 cilindradas: peso de 177 (versão ABS) kg com torque de 6.53 kgf-m e potência de 102 cv com uma CBR 600, mesma cilindrada e número de cilindros mas com o peso de 155 kg e torque de 6.73 kgf-m com potência de 120 cv. Embora sejam motos de coceitos diferentes , qual delas possuem melhor torque e potência? Compare sempre com modelos de motos do mesmo conceito ou da mesma configuração de motores. Naked com Naked, 4 cilindros em linha com 4 cilindros em linha, e assim por diante. A melhor estará baseada no conjunto que oferece.
6- "Estabilidade" do guidon: trepidações ou algo parecido com isso está relacionado ( com as motos atuais) a vários fatores. O principal deles está na falta de calibragem do pneu dianteiro ou no desgaste do mesmo. Um fator menos provável, mas ainda a ser considerado, está na calibragem da suspensão. Outro fator, nas motos com rodas de liga, no balanceamento das rodas. Mas pode ou não acreditar. O pesinho do guidon, que fica nas extremidades do mesmo, se arrancar, a moto vira uma batedeira de bolo.
7- Melhor escolha: a melhor escolha para comprar sua moto é aquela do seu sonho.

Amigo Paschoal, espero ter ajudado. não se esqueça de fazer um curso de adaptação com a sua nova moto.
Um grande abraço a todos.
duvidas.carlosamral@globo.com
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