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PRÓXIMAS DATAS DO CURSO DE PILOTAGEM DEFENSIVA

PRÓXIMAS DATAS PARA O CURSO DE PILOTAGEM DEFENSIVA:
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Este curso tem a finalidade de conhecer os limites de segurança que sua moto pode lhe oferecer em situações de emergência.
INFORMAÇÕES:
WhatsSapp: 9 7590 2040, Fone: 11-43652008, Facebook amaral.instrutor, e-mail: amaralmoto@globo.com
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sábado, 28 de julho de 2012

Por quê Tanta Pressa?


Não importa se a velocidade é baixa ou alta. Sentir pressa nos faz arriscar muito.
Queridos alunos e amigos leitores. Às vezes me pego reclamando dos condutores muito lentos em minhafrente quando estou transitando com minha moto. Mas, na verdade, não são eles que estão devagar,
mas eu estou sentindo pressa!  Aliás, é bom saber que pressa não tem nada haver com excesso de velocidade. Pressa é um sentimento. Talvez esteja estranhando o termo “sentimento” e não “atitude de pressa”. É que este "sentimento da pressa" faz com que nos esqueçamos de vários fatores de riscos existentes no trânsito.  Deixamos de ver, por exemplo, que a maioria dos condutores não está devagar, mas sim nos limites de velocidade que a lei exige para aquela via. Também, não consideramos os limites emocionais e pessoais dos condutores nas ruas e estradas.
Quando sentimos pressa, mesmo que estejamos em baixa velocidade, ainda assim, estamos "grudados"   na traseira de outros veículos, forçando ultrapassagem e não mantendo uma distância segura.
A pressa nos induz a fazer coisas absurdas
Neste sentimento da pressa nossa atenção se prioriza a somente um foco, a saber, o de chegar logo! Perdemos a atenção dos diversos riscos que precisamos dar. Esquecemos dos semáforos e dos cruzamentos. Freamos bruscamente e aceleramos desnecessariamente com a moto parada, sem sentindo, achando que este ato de acelerar, o semáforo vai abrir mais rápido. As faixas de pedestres são obstáculos quando o semáforo fecha. Se pararmos antes da faixa a sensação é que nos atrasaremos mais! Mas se pararmos em cima dela, ah sim, agora chegaremos mais cedo.
Sim, sentir pressa nos deixa agir egoisticamente. Faz com que nos esqueçamos dos perigos, aumentando os riscos que causamos aos outros. Aliás, nem sequer distinguir os riscos conseguimos, pois o foco está em não se atrasar! Até mesmo no ato de buzinar achamos que os outros têm a obrigação de sair da nossa frente.
Na pressa não conseguimos  esperar o momento mais seguro para fazer uma ultrapassagem.
A pressa é tão ilusória que, quando pensamos nos riscos desnecessários que passamos no trânsito, percebemos que gastamos mais combustível, mais pastilhas de freios, mais borracha de pneu,  aumentamos nosso stress e, pior, não percebemos a vida passar. Sim, a pressa é ilusória, pois mesmo apressados na maioria das vezes acabamos chegando atrasados.
Veja se você está possuído pelo sentimento da pressa:
- Parado esperando o semáforo abrir, você olha para o sinal em amarelo da outra esquina, ou espera o sinal verde do seu cruzamento para cruzar a via?
- Você usa a buzina para chamar atenção, ou para que os outros saiam da sua frente?
- Você espera o momento mais adequado, ou força a ultrapassagem?
Bem, se você cruza uma via antes do sinal verde, buzina para que os outros saiam de sua frente, ou se arrisca demais para fazer uma ultrapassagem, sim, está sentido pressa. Nesta hora pense: por que estou fazendo isso? Há realmente a necessidade de tanta pressa? Vale a pena se arriscar tanto? Estou disputando uma corrida para ver quem chega primeiro na outra esquina?
Amigos leitores. Sentir pressa pode nos levar a ter atitudes muito arriscadas, desnecessariamente. Qualquer técnica apurada de pilotagem que adquirimos some quando sentimos pressa. Devemos então, quando este sentimento nos dominar, agirmos com cautela e ir ao contrário das atitudes que envolvem a pressa. Paciência é o segredo e a certeza de chegarmos ao nosso destino sadios, vivos e felizes, mesmo que cheguemos atrasados.  
Um forte abraço a todos.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Como o motor de sua moto ajuda você a se manter nas curvas

Cilindrada, potência e torque. Qual dessas características da moto será melhor aproveitada pelo piloto para se manter na trajetória de uma curva?

Falta de controle nas re-acelerações = desequilíbrio nas curvas.
Bem, sabemos que cilindrada é a quantidade de ar e combustível dentro de um recipiente chamado cilindro (medida em cm³); torque é a força produzida da queima da mistura do ar e do combustível dentro do cilindro (medida em kgf-m); e potência é, também, uma força produzida pela queima da mistura ar/combustível dentro do cilindro (medida em cv ou hp).
Embora o Torque seja a força que aparece antes, a Potência é a responsável de dar a velocidade na moto através do giro no acelerador. Por isso que alguns condutores de motocicletas “se perdem” nas curvas quando ao re-acelerar a moto sai da inclinação necessária para se manter na trajetória e “se espalha”, saindo para fora da curva. Com motos muito potentes e leves podem até mesmo subir a frente deixando o pneu frontal sem contato com o solo, ou  derrapam por causa  da forte potência despejada repentinamente na roda traseira.
Re-acelerações fortes nas saídas de curvas a moto tende a sair da trajetória.
Às vezes o contrário acontece, quando não se dá força suficiente no acelerador a moto tomba na inclinação, principalmente em manobras curtas e em baixa velocidade o motor poderá “apagar”. Ou mesmo em médias velocidades, o condutor aciona a embreagem antes de entrar na curva e continua acionada durante a trajetória neutralizando a força do motor levada para a roda traseira.
Veja só: torque = força e potência = força. Forças que dão o equilíbrio e auxiliam no re-equilíbrio da moto. Assim, além de olhar para o objetivo (final da curva), de contra-esterçar, de acreditar nos limites de inclinação do modelo de sua moto, já comentados nos artigos anteriores, o piloto terá que controlar a mão no acelerador e re-acelerar com mansidão. Ou seja, controlar a potência produzida pelo motor e pela força dada pelo condutor ao girar a manopla do acelerador.
Então, como podemos equilibrar (ou re-equilibrar) a moto através do controle dessas forças produzidas no motor?
Aproveite das configurações dos motores:

Motores "V"-2. Torque e potência surgem muito rápido.
Motos de médias e grandes cilindradas, onde a potência surge muito rápido, com configurações de motores com um só cilindro, biciclíndrica em “V” ou em “L” e tricílíndrica em linha, em baixas e médias velocidades,  mantenha a aceleração dentro da curva e re-acelere com  progressividade para sair da curva. Estou dizendo isso, pois sei que você já reduziu a velocidade e as marchas antes de entrar nas curvas.
Se necessário, aperte o manete da embreagem não com tanta força, mas com “meia” força para assim não despejar muita potência e desequilibrar a moto, principalmente se esses motores possuírem comando de válvulas duplo (DOHC) e desmodrômico. Estes motores “gostam” de rotações mais altas e quando estão em regimes de baixa velocidade, em 1ª ou 2ª marchas eles “pedem” maior aceleração. Desta forma, a progressividade nas re-acelerações é muito importante para se manter o equilíbrio e a regularidade das acelerações, evitando aqueles pequenos “coices” que jogam o piloto para trás desequilibrando a moto ou até mesmo empinando.
Com motores de dois, quatro ou seis cilindros em linha e boxer (cilindros opostos), nas retomadas de acelerações a potência é despejada na roda traseira com suavidade. Dessa forma, a necessidade de usar a embreagem para controlar as re-acelerações é praticamente nula. Somente gire a manopla do acelerador com mansidão e progressividade que a moto se mantém e sai das curvas com docilidade.
Motores menos potentes, de baixa cilindrada, em configurações mono e biciclíndrica em linha, com comando de válvulas simples (SOHC ou OHC) são “mais domáveis” nas retomadas de acelerações. Em baixas  velocidades, como em  manobras curtas, deve-se tomar cuidado para que o motor não falhe. Assim, um leve toque na embreagem pode se usar para o motor não apagar. Porém, nas re-acelerações a embreagem poderá ser esquecida. Nestas características, algumas fábricas produzem motores com “balancins roletados” nos comandos de abertuta e fechamento de válvulas. Assim, as re-acelerações são mais  suaves e dóceis.
Motores que não possuem marchas, como modelos de scooters, deve-se conhecer o “tempo” das re-acelerações. Em certas situações as retomadas de velocidade são retardadas. Na hora de dar aceleração, o motor demora para despejar a potência e a moto perde equilíbrio. Dá aquele susto, quando em inclinação o piloto põe o pé no chão.

Controle Eletrônico de Tração – A tecnologia eletrônica apareceu para acertar quando o piloto erra. O Controle Eletrônico de Tração evita a derrapagem do pneu traseiro quando o piloto dá muita força no acelerador  enquanto inclinado nas curvas. Porém, ela não evita que a moto seja jogada para fora da curva (força centrífuga). Portanto a eletrônica não faz milagres. A aplicação de todas as técnicas explicadas nos artigos anteriores, mais o que foi dito aqui, sem dúvida estaremos crescendo no conhecimento e nos transformando de simples condutores para grandes pilotos.
Controle Eletrônico de Tração não faz milagres. O mais importante é aplicar todas as técnicas aprendidas sobre curvas.
Portanto, assim como nas frenagens, nas re-acelerações – seja a moto com muita ou pouca potência – é uma questão de sensibilidade. Essa sensibilidade é imprescindível no momento de fazer, de se manter e de sair das curvas.

 Abraços a todos.

Texto: Carlos Amaral. Fotos: fonte Web e Geórgia Zuliani. Agradecimento ao editor e ao consultor técnico e piloto de testes Sidney Levy e Carlos Bitencour ( Bitenca) do portal Motonline.

sábado, 31 de março de 2012

Técnicas de utilização defensiva do freio dianteiro

Qual deve ser a “pegada” no manete?

Utilização de dois dedos. Insuficiência na força de frenagem.
“Professor, professor… Se eu soubesse que frear era desse jeito, não me acidentaria com o caminhão…” Essas foram as palavras de um aluno, que participou de um curso de pilotagem defensiva, depois de um intenso treino de frenagem. Percebi aí o quanto as trocas de experiências são importantes. Ele é motoboy e participava de um curso obrigatório exigido pela empresa que trabalhava.
Para entender a prática de uma frenagem emergencial eficiente devemos nos lembrar que NÃO SÃO OS FREIOS QUE FAZEM PARAR A MOTO, MAS SIM A ADERÊNCIA DA BORRACHA DO PNEU AO SOLO! Freios param as rodas, isso não significa que parou a moto. Independentemente de frear com o manete dianteiro ou com o pedal traseiro (no caso das scooters frear com a mão esquerda ou com a mão direita), há transferência de pesos. Esse deslocamento de massas pressiona a roda dianteira. Por isso a facilidade de derrapagem quando utiliza o freio traseiro de modo abrupto, pois o peso do piloto, da moto, do combustível no tanque e do garupa é deslocado para frente e deixa a traseira da moto mais leve. Portanto, o freio dianteiro é o mais importante para parar a moto (veja neste site o post "É Uma Questão de Sensibilidade. Três Fases de Uma Frenagem").
Vejamos algumas técnicas.

Preparado para frear. Dois ou quatro dedos no manete?

Já precisou frear e a moto continuou a acelerar?
Veja esta situação: você está acelerando e ao mesmo tempo está com aqueles dois dedos no manete dianteiro prontos para usar a qualquer situação de perigo. De repente o perigo aparece a sua frente. E agora? Devido à urgência desse momento, seus dedos forçaram o manete. Duas situações podem ocorrer:
1-     Ao frear não houve tempo de desacelerar;
Esmagamento dos dedos na manopla 


2-     A força utilizada ao frear não foi suficiente, pois, dependendo do modelo de sua moto, os outros dedos que seguram o acelerador ficaram pressionados no manete. Dessa forma será obrigado a amenizar a pressão do manete de freio.
Resolva isso das seguintes formas:
1-     Feche a mão direita na manopla do acelerador. Não deixe os dois dedos no manete de freio;
2-      No momento que precisar usar o freio dianteiro, em uma frenagem emergencial, lance os quatro dedos para o manete de freio. Você perceberá que será automática a desaceleração, pois seus quatro dedos “empurram” a mão desacelerando a moto;
3-     Os quatro dedos no manete dão mais força na frenagem, ao invés dos dois dedos. Desta forma, não há a necessidade de utilizar, com brutalidade, o pedal do freio traseiro, evitando, assim, que a moto derrape;
4-     A sensibilidade dos quatro dedos ajudará também a amainar a força no manete se a moto derrapar de frente, pois você aliviará sua força e logo em seguida dará força novamente para conseguir uma frenagem mais eficiente.
Utilização dos quatro dedos: frenagem mais defensiva
Utilização dos quatro dedos: frenagem mais defensiva

Importante ressaltar que não é errado usar dois dedos para frear. O que é errado (e perigoso) é frear e ao mesmo tempo acelerar. Isso, claro, no contexto defensivo e não esportivo. Muitos usam dois dedos e não é por isso que erram nas frenagens. Porém, para uma situação que precise de força no freio dianteiro e desaceleração, sem dúvida, usar quatro dedos é a melhor forma de frenagem defensiva.

Observações

- Estas análises não estão incluídas motos com freios com sistema anti-bloqueio (ABS);
- Usar o freio dianteiro com brutalidade em curvas ou em manobras em baixa velocidade poderá causar quedas, porquê a transferência de massas não faz  curvas junto com a moto. Por inércia, o peso se desloca para frente e não para os lados. Dessa forma há o desequilíbrio da moto ou a derrapagem dianteira, dependendo da velocidade.

É bom lembrar que usar os dois freios sempre será mais eficiente do que um só para parar a moto. Por essas razões digo que  técnicas de frenagem precisam de muito treinamento e conhecimento da moto, pois usar de sensibilidade no manete ou no pedal é a diferença entre uma queda ou não.

Moto é união e amizade. Faça dela sua amiga.
Abraços a todos.

Texto: Carlos Amaral
Fotos: Geórgia Zuliani
Edição de texto: Sidney Levy ( Editor Motonline ) 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Afinal, O Que É Imprudência? Uma Análise Sobre O Certo E O Errado Na Pilotagem.

  Acessem, por favor, o link no You Tube, relacionado abaixo, antes de lerem esta mensagem.
 http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=4djtdz4zJGU
 
Leitores, amigos e queridos alunos. O mais importante para ser um bom piloto é ter HABILIDADE COMPORTAMENTAL. (vejam o post: Habilidade Comportamental X Habilidade Técnica. Qual a Mais Importante?)
   Pilotar defensivamente é pilotar observando os erros dos outros e a possibilidade de você mesmo errar. A maior responsabilidade de evitar os acidentes é nossa, mesmo que você esteja certo dentro das leis. OBSERVE OS ERROS DOS OUTROS, ASSIM A POSSIBILIDADE DE EVITAR OS ACIDENTES É MAIOR. MAIOR AINDA É SABER QUE SE OS OUTROS ERRAM NÓS TAMBÉM PODEMOS ERRAR. VAMOS APRENDER COM ISSO E RESPEITAR NOSSOS LIMITES. A frase: "só acontece com os outros..." não pode mais ser considerada! Melhor é a frase:" SE ACONTECE COM OS OUTROS, PORQUE NÃO PODE, TAMBÉM, ACONTECER COMIGO?" Pensem nisso, desta forma estaremos prevendo muitas situações que aliviarão os riscos.
Há muito tempo, venho escrevendo neste Blog sobre atitudes inerentes ao ser humano. Vejam algumas:
1- CONHECIMENTO: Quanto maior conhecimento nos assuntos de trânsito, pilotagem, dirigibilidade, maior é a responsabilidade de evitar os acidentes. O problema, e a maior dificuldade, é colocar em prática aquilo que conhecemos, ou seja, aquilo que sabemos que precisamos agir.
2- ATENÇÃO: Sim, todos temos atenção. Mas atenção ao que? Ao carro a sua frente? Ao semáforo? As esquinas, com seus cruzamentos violentos? As sinalizações? Ou nossa atenção está em situações não tão importantes assim?! Como por exemplo, atender o celular enquanto dirige. Olhar para um acidente de curioso. "Mexer" com a mulher bonita na calçada.
3- PREVISÃO: "Pré-Visão". Antecipar ao perigo iminente. "Ver", imaginar o que pode acontecer. Dentro de uma estatística dos acidentes em atropelamentos, muitos haviam dito que viu (atenção) o pedestre tentando atravessar a rua, mas não imaginaram (previam) que o pedestre estava vendo o motociclista. Respondam: Atrás de uma pipa caindo sempre vem...? Ou, atrás de uma bola sempre vem...? Ou, depois da tempestade sempre vem...?
É comum ser atento, mas é difícil ter previsão.
Bem, então, afinal, o que é imprudência?
Duas respostas: 
1ª- É fazer as coisas erradas consciente que está errado. Fazer de propósito, sem se importar com os outros e com você mesmo!
2ª- É fazer as coisas erradas ou certas, sem cuidado!
Atravessar um cruzamento, mesmo que este cruzamento seja sua preferencial, sem olhar, sem considerar que outro esteja sem atenção, é imprudência.
Ultrapassar um semáforo vermelho, de madrugada, olhando, devagar, sendo cuidadoso, tendo a máxima atenção para todos os lados da via, dando prioridade a um pedestre, pode ser um ato prudente. 
Ser cuidadoso, para todas as suas atitudes, é ser prudente. Ser paciente, tolerante, empático (não fazer aos outros aquilo que não gostaria que fizesse com você) é ser prudente.
Amigos, queridos leitores. Viver, amar, conhecer novos amigos, compartilhar experiências é muito bom! Por isso, vivam e curtem sua moto com prudência.
Abraços a todos.