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PRÓXIMAS DATAS DO CURSO DE PILOTAGEM DEFENSIVA

PRÓXIMAS DATAS PARA O CURSO DE PILOTAGEM DEFENSIVA:
PRÓXIMO CURSO LIVRE DEFENSIVO, dia 11 de OUTUBRO de 2015 ou escolha sua melhor data em http://www.amaralinstrutor.com.br/eventos/ MATRÍCULAS e INFORMAÇÕES de PREÇOS SOMENTE PELOS FONES 011 4365 2008 ou 011 9 7590 2040 e pelo E-MAIL amaralmoto@globo.com


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Este curso tem a finalidade de conhecer os limites de segurança que sua moto pode lhe oferecer em situações de emergência.
INFORMAÇÕES:
WhatsSapp: 9 7590 2040, Fone: 11-43652008, Facebook amaral.instrutor, e-mail: amaralmoto@globo.com
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sábado, 2 de março de 2013

Ética, Bom Senso Ou Obediência Às Leis de Trânsito?

Bom senso, ética ou simplesmente obediência às regras?

Queridos alunos e amigos leitores.
Alguns anos atrás eu li em uma campanha publicitária que “quem usa o bom senso obedece às leis” e concordo com isso, pois obedecer às leis e regras de trânsito é mais do que usar bom senso, é uma obrigação! Porém, pare e pense: por que muitos motoristas não param nos cruzamentos quando há um pedestre querendo atravessar, mas param quando um caminhão está cruzando a via? A resposta é óbvia, pois o estrago de um acidente entre o carro e o caminhão causa, para o carro, um prejuízo muito maior! Portanto, o bom senso do condutor do automóvel é parar, mesmo se a lei de trânsito esteja ao favor do motorista. Mas parar para um pedestre atravessar...  Neste caso é melhor que o pedestre use de bom senso e deixe o carro passar.  Opa! Então usar de bom senso é deixar a lei de trânsito de lado e tentar se salvar? Como o uso da ética ajudaria para fazer um trânsito mais justo e seguro?
Para responder a essas perguntas veja as definições abaixo:
Ética é o nome geralmente dado ao ramo da filosofia dedicado aos assuntos morais. A palavra "ética" é derivada do grego ἠθικός, e significa aquilo que pertence ao ἦθος, ao caráter. (Yahoo Respostas).
Então, em termos práticos, ética no trânsito significa “o maior respeitar e cuidar do menor”, ou seja, o caminhão cuida (ou respeita) do carro, o carro cuida (ou respeita) do motociclista, o motociclista cuida (ou respeita) do ciclista e o ciclista cuida (ou respeita) do pedestre. Dessa forma nem precisaria de leis para nos orientar, pois o simples fato de percebemos que o mais forte deve cuidar do mais fraco os acidentes cairiam em muito!
 Bom Senso vai muito além da capacidade de discernir o certo do errado. O bom senso esta diretamente ligado a capacidade intuitiva do ser humano de fazer a coisa certa, falar a coisa certa e pensar na coisa certa em momentos inusitados ou não. O Bom senso não envolve tanto uma reflexão aprofundada sobre um determinado tema, lugar ou situação (isso já entraria no campo da meditação), mas sim a capacidade de agir e interagir, obedecendo a certos parâmetros da normalidade, face uma situação qualquer, guiando-se por um senso comum e quase que completamente intuitivo. (Yahoo Respostas).
Não espere o acerto dos outros.Defenda-se dos erros deles.
Sempre ensinei ao meu filho a atravessar na faixa de pedestres, porque assim se ele fosse atropelado poderia morrer dentro das leis. Quero dizer que, infelizmente, em certos momentos, na dinâmica do trânsito, a ética e a obediência às leis de trânsito devem ser deixadas de lado, isto é, mesmo que você esteja certo na lei, melhor usar o bom senso e não atravessar na frente de um veículo maior do que você.

Mas o que tem a ver esse artigo com você, motociclista?
Inteligência é proteger a si mesmo e aos outros. É uma questão moral.
Em um trânsito tão caótico e violento que vivemos nas médias e grandes cidades onde o “sentimento” da pressa é a maior culpada dos stress humano e, conseqüentemente, dos acidentes, não existe nada que comanda ao condutor de qualquer tipo de veículo em usar de ética ou mesmo em obedecer às simples regras e leis de trânsito. Sendo assim, não adianta ter a melhor técnica de pilotagem adquirida em cursos especializados na pilotagem de motos, pois o respeito e a ética praticamente não existem entre os usuários das vias, e mesmo sendo o motociclista um dos mais fracos no trânsito, a ética, explicada acima, não é aplicada no comportamento humano. O exemplo disso é o aumento dos acidentes e mortes aos ciclistas e pedestres. Leis a favor dos motociclistas existem uma meia dúzia delas, como ‘USO OBRIGATÓRIO DO CAPACETE, VISEIRA SEMPRE FECHADA e ÓCULOS DE PROTEÇÃO, e para os profissionais da moto MATA CACHORRO, ANTENA CORTA LINHA DE PIPA e REFLETIVOS. Estas leis são para proteger o motociclista depois que o acidente ocorre (salvo a antena corta linha e refletivos). Porém, as leis que existem para impedirem possíveis acidentes como prevenção não são obedecidas por muitos, ou fiscalizadas pelas autoridades. Um exemplo desse tipo de lei onde a preocupação é a prevenção está no artigo nº 29 do Código de Trânsito Brasileiro: indicar com antecedência a manobra pretendida, acionando a luz indicadora de direção do veículo ou por meio de gesto convencional de braço. Vendo estas atitudes e comportamentos no trânsito, quantas “fechadas” você levou de outros veículos esta semana por não obedecerem o artigo 29? Tente se lembrar de alguma outra lei que, se obedecida, protegeria o piloto de moto contra possíveis acidentes. Talvez leis que obriguem às autoridades governamentais a manterem vias sem buracos e com sinalizações de solo pintados com tintas que não escorreguem; também leis que obriguem as moto-escolas de manterem instrutores responsáveis especializados na instrução de pilotagem de motos e leis que incentivem motoristas a respeitarem os motociclistas e vice-versa. Amigos, estas leis existem (morais ou escritas, mas existem) e alguém está desobedecendo ou mesmo não usando de ética! Assim, se a ética e as leis de trânsito são, em sua maioria, descartadas e não reconhecidas, o que protegerá o motociclista contra um possível acidente? É simplesmente usar de bom senso. Bom senso para perceber que não é porque você está em uma via de sua preferência, onde a lei está ao seu favor, e que o semáforo está indicando “siga” fará isso sem cuidado. Bom senso para discernir que não é somente o capacete que protegerá de traumas em um acidente, mas roupas e calçados seguros.  Bom senso para entender que só porque a lei permite a velocidade máxima da via que a usará nos corredores formados por carros parados. Bom senso para saber que mesmo com um trânsito parado e congestionado a moto chegará sempre antes, por isso vá com calma. E para finalizar, bom senso para discernir os possíveis erros que os outros possam cometer no trânsito e que, portanto, mesmo que você esteja pilotando dentro das leis, quem deve evitar os acidentes é você.
Reconheça sua fragilidade. Obedecer as leis não é suficiente para sua proteção.
Afinal, o uso do bom senso é saber que obedecemos as leis de trânsito não pelo motivo principal de evitar as multas, mas de evitar os acidentes. O uso da ética é uma questão moral e devemos entender que os mais fracos nas vias devem ser protegidos e dar primazia a eles e, claro, a junção de todas estas atitudes fará, sem dúvida, um trânsito mais seguro para todos.
Um grande abraço e até o próximo artigo.

Texto: Carlos Amaral
Edição: Geórgia T. Zuliani.
Fotos e ilustrações: Google.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Onde está o maior perigo? Nos “corredores” ou nas ultrapassagens?


Para responder a essa pergunta é preciso definir que CORREDORES são espaços (ou áreas) estreitos formados entre carros PARADOS em paralelo no trânsito onde não há a possibilidade de “ziguezaguear” por entre os veículos.  ULTRAPASSAGENS são ações de condutores que se aproveitam dos espaços (ou áreas) livres e largas quando o trânsito de veículos está em MOVIMENTO propiciando a chance de passar de uma faixa de rolamento à outra. Sabendo disso, na maioria do tempo que estamos pilotando no trânsito lento das grandes cidades, não estamos trafegando em corredores, mas sim estamos em permanente ultrapassagem. Para esclarecer melhor, corredores servem como PASSAGEM e não para ULTRAPASSAGEM.

Portanto, quais são os reais perigos em trafegar em corredores e em fazer ultrapassagens? Como podemos diferenciar estas características do trânsito e, assim, nos arriscarmos menos?
Carros parados paralelamente, formando espaços para passagem.  

Nos CORREDORES o maior perigo está na grande probabilidade de um pedestre atravessar por entre os carros parados, fora da faixa exclusiva para pedestres. Com veículos altos, lateralmente à frente, o motociclista não consegue enxergar a pessoa atravessando. Pode acontecer, também, outro motociclista aproveitar do espaço por entre os carros e manobrar para entrar no mesmo corredor em que você está. Acidentes entre motos x motos aumentaram por esse fato. CUIDADOS?  Muita atenção. Mas somente atenção não evitará o acidente. Tenha a previsão da possibilidade de ocorrer os fatos acima mencionados. Se um dos veículos ao seu lado está “escondendo” sua visão, diminua sua velocidade antes mesmo de precisar usar os freios. Conheça muito bem a capacidade de frenagem de sua moto, portanto, pilote na velocidade compatível para que, se de repente aparecer um pedestre, ou outra moto a sua frente, tenha certeza que a sua moto vai parar. Desvio? Oras! Mesmo que você tenha reflexos rápidos está em um corredor estreito, onde os carros estão parados paralelamente. Não há espaço para isso! Assim, treinar frenagens eficientes, junto a uma velocidade que permita parar em um espaço curto evitará, ou amainará o possível acidente. Mantenha distância da moto à sua frente e deixe distância da moto atrás da sua. Colisões traseiras são muitos freqüentes por simplesmente não manter uma distância segura frontal e traseira. Por incrível que pareça, o menor perigo está relacionado com a distância lateral, pois os carros estão parados e paralelos uns aos outros, sem a probabilidade de saírem de uma faixa de rolamento a outra. A chance de estes veículos ocuparem o corredor é nula, pois como eu disse OS CARROS ESTÃO PARADOS, alinhados e lado a lado!  

 Cuidado com os espaços deixados enquanto veículos em movimento.
Então, quando que aparece a chance de outro veículo invadir o corredor? Nas ULTRAPASSAGENS. Quando uma fila de veículos começa a se movimentar, a dar velocidade, criam-se espaços mais largos com grandes possibilidades de um carro, ou outro tipo de veículo entrar e sair dessas áreas. Sim, áreas que permitem ultrapassagens de veículos maiores do que a moto! Em um trânsito conturbado, onde os condutores têm pressa de chegar ao seu destino, sem dúvida que quando aparece uma chance de ultrapassar, fará isso! Podemos definir estes espaços de áreas de escape para o motociclista. Mas não podemos descartar que estas mesmas áreas são, também, de escape para o motorista. O grande perigo está aí, nestas vagas deixadas quando os veículos começam a andar uns atrás dos outros, ou seja, enquanto parados formam-se os “corredores”; enquanto em velocidade formam-se espaços para possíveis ultrapassagens e quando o motociclista não consegue “ver” estas mudanças na dinâmica do trânsito, os acidentes são muito graves, pois a disputa desses espaços por veículos maiores do que a moto é uma disputa covarde e egoísta, tanto da parte do motociclista que se aproveita para dar maior velocidade, quanto do motorista que se aproveita para fazer ultrapassagens. CUIDADOS?  Amigos motociclistas tentem pilotar atrás dos carros o mais próximo da linha dos corredores enquanto o trânsito está em movimento, sempre observando se os veículos a sua frente irão parar repentinamente. Tenha em mente que os corredores são sua área de escape. Portanto, quando o trânsito parar, sinalize, olhe pelos retrovisores  e entre, escape, fuja para os corredores. Assim que o trânsito começa a dar velocidade, volte para trás dos carros. Evite manobras bruscas, permaneça na sua trajetória e ultrapasse se for estritamente necessário. E se preciso, evite ultrapassar na mesma faixa de rolamento do carro. Essa atitude causa o chamado efeito surpresa, onde o motorista que está sendo ultrapassado não percebe a sua presença. Tente ultrapassar o mais longe possível, pois no caso da moto a pressa é desnecessária no trânsito caótico das grandes cidades.

Portanto, analisem os reais perigos existentes nos corredores e nas ultrapassagens. Diferenciem as diversas formas de transitar, pois o trânsito é dinâmico e em certo momento estamos pilotando nos corredores e em outros estamos ultrapassando. Saber diferenciar essa dinâmica ajudará a ajustar suas atitudes conforme as necessidades que o trânsito exige. Assim,  conseguirá decidir a melhor forma de sair dos riscos.

Fotos: Pesquisa Google e Geórgia Zuliani
Texto: Carlos Amaral
Edição: Geórgia Zuliani
Edição Motonline: Sidney Levy

sábado, 28 de julho de 2012

Por quê Tanta Pressa?


Não importa se a velocidade é baixa ou alta. Sentir pressa nos faz arriscar muito.
Queridos alunos e amigos leitores. Às vezes me pego reclamando dos condutores muito lentos em minhafrente quando estou transitando com minha moto. Mas, na verdade, não são eles que estão devagar,
mas eu estou sentindo pressa!  Aliás, é bom saber que pressa não tem nada haver com excesso de velocidade. Pressa é um sentimento. Talvez esteja estranhando o termo “sentimento” e não “atitude de pressa”. É que este "sentimento da pressa" faz com que nos esqueçamos de vários fatores de riscos existentes no trânsito.  Deixamos de ver, por exemplo, que a maioria dos condutores não está devagar, mas sim nos limites de velocidade que a lei exige para aquela via. Também, não consideramos os limites emocionais e pessoais dos condutores nas ruas e estradas.
Quando sentimos pressa, mesmo que estejamos em baixa velocidade, ainda assim, estamos "grudados"   na traseira de outros veículos, forçando ultrapassagem e não mantendo uma distância segura.
A pressa nos induz a fazer coisas absurdas
Neste sentimento da pressa nossa atenção se prioriza a somente um foco, a saber, o de chegar logo! Perdemos a atenção dos diversos riscos que precisamos dar. Esquecemos dos semáforos e dos cruzamentos. Freamos bruscamente e aceleramos desnecessariamente com a moto parada, sem sentindo, achando que este ato de acelerar, o semáforo vai abrir mais rápido. As faixas de pedestres são obstáculos quando o semáforo fecha. Se pararmos antes da faixa a sensação é que nos atrasaremos mais! Mas se pararmos em cima dela, ah sim, agora chegaremos mais cedo.
Sim, sentir pressa nos deixa agir egoisticamente. Faz com que nos esqueçamos dos perigos, aumentando os riscos que causamos aos outros. Aliás, nem sequer distinguir os riscos conseguimos, pois o foco está em não se atrasar! Até mesmo no ato de buzinar achamos que os outros têm a obrigação de sair da nossa frente.
Na pressa não conseguimos  esperar o momento mais seguro para fazer uma ultrapassagem.
A pressa é tão ilusória que, quando pensamos nos riscos desnecessários que passamos no trânsito, percebemos que gastamos mais combustível, mais pastilhas de freios, mais borracha de pneu,  aumentamos nosso stress e, pior, não percebemos a vida passar. Sim, a pressa é ilusória, pois mesmo apressados na maioria das vezes acabamos chegando atrasados.
Veja se você está possuído pelo sentimento da pressa:
- Parado esperando o semáforo abrir, você olha para o sinal em amarelo da outra esquina, ou espera o sinal verde do seu cruzamento para cruzar a via?
- Você usa a buzina para chamar atenção, ou para que os outros saiam da sua frente?
- Você espera o momento mais adequado, ou força a ultrapassagem?
Bem, se você cruza uma via antes do sinal verde, buzina para que os outros saiam de sua frente, ou se arrisca demais para fazer uma ultrapassagem, sim, está sentido pressa. Nesta hora pense: por que estou fazendo isso? Há realmente a necessidade de tanta pressa? Vale a pena se arriscar tanto? Estou disputando uma corrida para ver quem chega primeiro na outra esquina?
Amigos leitores. Sentir pressa pode nos levar a ter atitudes muito arriscadas, desnecessariamente. Qualquer técnica apurada de pilotagem que adquirimos some quando sentimos pressa. Devemos então, quando este sentimento nos dominar, agirmos com cautela e ir ao contrário das atitudes que envolvem a pressa. Paciência é o segredo e a certeza de chegarmos ao nosso destino sadios, vivos e felizes, mesmo que cheguemos atrasados.  
Um forte abraço a todos.

sábado, 31 de março de 2012

Técnicas de utilização defensiva do freio dianteiro

Qual deve ser a “pegada” no manete?

Utilização de dois dedos. Insuficiência na força de frenagem.
“Professor, professor… Se eu soubesse que frear era desse jeito, não me acidentaria com o caminhão…” Essas foram as palavras de um aluno, que participou de um curso de pilotagem defensiva, depois de um intenso treino de frenagem. Percebi aí o quanto as trocas de experiências são importantes. Ele é motoboy e participava de um curso obrigatório exigido pela empresa que trabalhava.
Para entender a prática de uma frenagem emergencial eficiente devemos nos lembrar que NÃO SÃO OS FREIOS QUE FAZEM PARAR A MOTO, MAS SIM A ADERÊNCIA DA BORRACHA DO PNEU AO SOLO! Freios param as rodas, isso não significa que parou a moto. Independentemente de frear com o manete dianteiro ou com o pedal traseiro (no caso das scooters frear com a mão esquerda ou com a mão direita), há transferência de pesos. Esse deslocamento de massas pressiona a roda dianteira. Por isso a facilidade de derrapagem quando utiliza o freio traseiro de modo abrupto, pois o peso do piloto, da moto, do combustível no tanque e do garupa é deslocado para frente e deixa a traseira da moto mais leve. Portanto, o freio dianteiro é o mais importante para parar a moto (veja neste site o post "É Uma Questão de Sensibilidade. Três Fases de Uma Frenagem").
Vejamos algumas técnicas.

Preparado para frear. Dois ou quatro dedos no manete?

Já precisou frear e a moto continuou a acelerar?
Veja esta situação: você está acelerando e ao mesmo tempo está com aqueles dois dedos no manete dianteiro prontos para usar a qualquer situação de perigo. De repente o perigo aparece a sua frente. E agora? Devido à urgência desse momento, seus dedos forçaram o manete. Duas situações podem ocorrer:
1-     Ao frear não houve tempo de desacelerar;
Esmagamento dos dedos na manopla 


2-     A força utilizada ao frear não foi suficiente, pois, dependendo do modelo de sua moto, os outros dedos que seguram o acelerador ficaram pressionados no manete. Dessa forma será obrigado a amenizar a pressão do manete de freio.
Resolva isso das seguintes formas:
1-     Feche a mão direita na manopla do acelerador. Não deixe os dois dedos no manete de freio;
2-      No momento que precisar usar o freio dianteiro, em uma frenagem emergencial, lance os quatro dedos para o manete de freio. Você perceberá que será automática a desaceleração, pois seus quatro dedos “empurram” a mão desacelerando a moto;
3-     Os quatro dedos no manete dão mais força na frenagem, ao invés dos dois dedos. Desta forma, não há a necessidade de utilizar, com brutalidade, o pedal do freio traseiro, evitando, assim, que a moto derrape;
4-     A sensibilidade dos quatro dedos ajudará também a amainar a força no manete se a moto derrapar de frente, pois você aliviará sua força e logo em seguida dará força novamente para conseguir uma frenagem mais eficiente.
Utilização dos quatro dedos: frenagem mais defensiva
Utilização dos quatro dedos: frenagem mais defensiva

Importante ressaltar que não é errado usar dois dedos para frear. O que é errado (e perigoso) é frear e ao mesmo tempo acelerar. Isso, claro, no contexto defensivo e não esportivo. Muitos usam dois dedos e não é por isso que erram nas frenagens. Porém, para uma situação que precise de força no freio dianteiro e desaceleração, sem dúvida, usar quatro dedos é a melhor forma de frenagem defensiva.

Observações

- Estas análises não estão incluídas motos com freios com sistema anti-bloqueio (ABS);
- Usar o freio dianteiro com brutalidade em curvas ou em manobras em baixa velocidade poderá causar quedas, porquê a transferência de massas não faz  curvas junto com a moto. Por inércia, o peso se desloca para frente e não para os lados. Dessa forma há o desequilíbrio da moto ou a derrapagem dianteira, dependendo da velocidade.

É bom lembrar que usar os dois freios sempre será mais eficiente do que um só para parar a moto. Por essas razões digo que  técnicas de frenagem precisam de muito treinamento e conhecimento da moto, pois usar de sensibilidade no manete ou no pedal é a diferença entre uma queda ou não.

Moto é união e amizade. Faça dela sua amiga.
Abraços a todos.

Texto: Carlos Amaral
Fotos: Geórgia Zuliani
Edição de texto: Sidney Levy ( Editor Motonline ) 

quinta-feira, 22 de março de 2012

Pilotagem Preventiva ou Defensiva?

Responda rápido: você pilota defensivamente ou preventivamente? Parece a mesma coisa? Sim, parece, mas não é. Há uma confusão entre pilotar defensivamente e preventivamente. Veja os significados das duas palavras. Prevenção: previsão, cautela, cuidado. Defesa: ato de agir quando agredido, reação, proteção.
Note bem: semáforo fechado aos pedestres, mas estão todos na rua atravessando; você defende ou ataca?
Note bem: semáforo fechado aos pedestres, mas estão todos na rua atravessando; você defende ou ataca?

Em pilotagem de moto, diz-se que ao usar a prevenção (ou previsão), não há a necessidade de se defender. Será que é verdade? Vejamos o caso de um lutador de UFC, ou de boxe. Ele prevê ou ele se defende dos golpes do opositor? De fato, ele faz as duas coisas e mais uma: prevê, defende e ataca. Na verdade, se ele for preciso nas três ações, a luta está ganha com tranquilidade.
O piloto de motocicleta se defende depois de prever um provável acidente. Porém, não ataca. O que quero dizer é que a pilotagem preventiva não anula o acidente, mas dá a ele a capacidade de perceber o que ele já sabia, ou seja, que ele poderá se acidentar. Assim, ele prevê e quando a surpresa acontece, já não é tão surpresa assim e ele pode defender-se para sair da situação arriscada.
Ser defensivo abrange um leque de atitudes que, além da previsão, vem acompanhado de atenção, decisão, conhecimento e habilidade. Dessa forma podemos definir PILOTAGEM DEFENSIVA como defender-se dos acidentes mesmo contando com os erros dos outros, dos buracos nas vias, da má sinalização, do pneu que furou, enfim, de tudo que pode causar um sério problema.
O treino é a melhor forma de aprimorar a técnica para ganhar habilidade e poder defender-se do perigo
O treino é a melhor forma de aprimorar a técnica para ganhar habilidade e poder defender-se do perigo

Pergunte-se: ter atenção evita o acidente? Se a atenção não estiver acompanhada da previsão, sem dúvida o acidente poderá ser iminente. Porém, se não vir acompanhada também de habilidade, o acidente será inevitável. Veja um exemplo. O piloto CONHECE a via em que transita e dá ATENÇÃO a uma criança que está segurando nas mãos da mãe e ambas estão na calçada. Esta atitude faz com que ele possa PREVER que provavelmente esta criança largará das mãos da mãe e atravessará a rua bem à sua frente. O piloto então tem tempo para DECIDIR o que fazer e usará de sua HABILIDADE para se DEFENDER do atropelamento, freando ou desviando da criança.
Ter atenção não significa ter previsão, mas a previsão vem acompanhada da atenção. Porém, sem decisão e habilidade será mais difícil evitar o acidente. Portanto, pilotagem defensiva é um conjunto de todas estas atitudes: conhecimento, atenção, previsão, decisão e habilidade.
Já tomou um susto enquanto pilota? Sem dúvida você não estava usando de previsão, caso contrário não tomaria o susto. Como se saiu do acidente? Usando de defesa, de sua habilidade obtida com a técnica ou de seu instinto. Mas isso não é importante agora. O importante é que se defendeu mesmo não se prevenindo. Então, responda agora:

Afinal, se defender do quê? Até a próxima e um forte abraço a todos.

Edição de testo: Sidney Levy (Editor Motonline)
Fotos: Sidney Levy e Geórgia Zuliani
Texto: Carlos Amaral. 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Afinal, Qual É O Limite? Até Quanto Você Pode Inclinar Sua Moto Nas Curvas?

Amigos, queridos alunos, amantes da vida.
Fazer curvas é o feito mais prazeroso na motocicleta. Prazeroso e temível! Só de imaginar teu corpo deitando junto com a moto, chegando até o chão?!?!
Bem, vou tentar ser o mais didático e simples possível. Quero que vocês analisem as fotos, que tentei separar por cada estilo de moto.
Precisamos CONHECER os dois limites de inclinação da moto:

1- Limite Físico: é o limite onde as partes fixas da moto existem, como pedaleiras, mata cachorro, descanso lateral e central, escapamento, bolsas laterais, etc.


 2- Limite de Segurança: é o limite da borda, lateral, ombro do pneu (sabe aqueles "cabelinhos" que ficam bem nas laterais do pneu? ), borda de ataque.


Conhecendo esses limites, lembrem-se que existem 3 posicionamentos onde o piloto poderá se comportar nas curvas:
1- Corpo inclinado junto com a moto; 2- Corpo mais inclinado do que a moto e; 3- Corpo reto e moto mais  inclinada do que o corpo . Mas, qual é a posição do corpo mais segura? Isso tudo vai depender da velocidade, pneu,  atrito do solo... . Deixa esta análise para outro post. O importante saber agora é qual o limite de inclinação. É bom lembrar que pneu se deforma nas curvas. Isso é bom! Que, também, o peso do piloto influencia nesta deformação e suspensão. Isso também é bom! Então. vamos as fotos:
Moto cedida pelo meu amigo Eduardo Komatsu.
Velocidade entre 25 e 30 km/h. Lead 110

 Scooter: Geralmente, por serem mais baixas, algumas pegam escapamento (protetores) e descanso lateral. Na Lead pega o descanso lateral ( esse descanso é vendido separadamente. As Leads não vem com esse descanso original).

Moto cedida pela Porto Seguro Seguros. Citycom 300i




Citycom, scooter de 300 cm³, com saída de escapamento "comida" no asfalto




Moto cedida pela corajosa Carolina (Carol),
Velocidade entre 25 a 40 km/h. Vulcan 900











Custon: Meu Deus! As custons são especiais. Têm muito limite de pneu (Limite de Segurança). Por serem baixas e "compridas" as pedaleiras raspam no chão. Dá um sustão danado, mas pode manter a trajetória da curva que, mesmo raspando as pedaleiras, a magrela vai. Os limites físicos são menores do que os limites de segurança. As pedaleiras chegam primeiro, mas ainda tem pneu adoidado!




Velocidade entre 30 a 35 km/h. Aqui, com pneus mais macios do que os
originais de fábrica. Bandit 1200 Cedida por aluno Porto Seguro Seguros.


Moto cedida pelo grande piloto Rodrigo de Moura.
Velocidade entre 35 e 40 km/h. ER-6





Nakeds: Aqui temos que tomar muito cuidado! Muitas nakeds possuem limites físicos muito altos. As suspensões são mais duras, portanto, o peso do piloto não irá influenciar para baixar a moto e sentir, assim, as pedaleiras como limites. Alguns modelos vem com pneus com pouca flexibilidade. E, nos enganamos ao pensar que as nakeds são motos como as esportivas. Elas até se parecem com as esportivas (com limites absurdos de inclinação), mas não são!







Anita, comigo na garupa, com sua Factor 125. 
Streets e CUBs, de pequenas cilindradas: inclinam muito! Mas, por terem pedaleiras não retráteis (fixas) limitam bastante sua inclinação. Muitas quedas, entre os 



Diego, com sua Yés 125 cm³, entre 25 a 35 km/h




profissionais de moto, estão relacionadas em curvas muito inclinadas e "rebate" a pedaleira no chão "estilingando" o piloto. Porém, muitas pequenas streets já estão vindo com pedaleiras retráteis (obrigado, leitor "Anônimo", pelo comentário. De fato, são 80% do mercado. Desculpe-me o esquecimento, Valeu!).








Thiago Zuliani entre 25 a 30 km/h. Tornado 250 cm³
Renato Gerbi, entre 25 e 35 km/h. BMW 650 F










Trails e Big Trails: Taí um estilo curioso. Muitos acham que por serem altas, os limites físicos (pedaleiras) não encostam no chão. Pelo contrário: com pneus mais voltados para asfalto e com suspensões mais "moles", o peso do piloto influencia muito. Temos que, neste caso, conhecer muito bem o pneu que está sendo usado, para que as bordas do mesmo não ultrapasse a borracha e, aí, chão!!! 









Alguns pneus com maior tendência ao uso on- off, e motos mais altas (Ténéré 250, por expl.),  embora com um pneu excelente original de fábrica,
Velocidade entre 25 a 35 km/h. V-Strom 1000.
Cedida por aluno Auto Shopping Global




não permite "abusar" em tentar encostar as pedaleiras, porque o Limite de Segurança do 
pneu é insuficiente para tal inclinação. Pelo menos, eu não me atrevi a tentar.



Moto cedida pelo corajoso Robson NicolauVelocidade de 60 km/h










 Esportivas ou Sport Turing: Assim como as nakeds, muito cuidado! Pedaleiras altas e suspensões duras, nos enganam ao atingir as pedaleiras no chão. Porém, os compostos de borracha dos pneus são, geralmente, mais macios. Este fato compensa inclinações mais radicais. 
Cláudio Kaiser, com sua Hayabusa. Velocidade só o Kaiser sabe!
Muitos modelos são calçados com pneus muito duros. Analisem bem esses pneus e modelos e respeitem as inclinações, 
principalmente em entradas  e saídas de
curvas em maiores velocidades.




CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES:
1- Por favor, eu não estou incentivando que você saia por aí fazendo curvas e encostando as pedaleiras no chão. O que eu quero é que você saiba que a moto possui muitos limites de segurança que, se precisar, ela lhe poderá dar, em situações de emergência;
2- Os pneus, nestas fotos acima, foram devidamente aquecidos, antes de entrarem nas curvas. Aquecimento lateral;
3- Pista seca.
4- Acelerações e retomadas de acelerações sem "socos" nas saídas de curvas, com sensibilidade ao "re-acelerar"(para evitar ser jogado com muita rapidez o torque{alguns dizem potência} na roda traseira, evitando derrapagens e quedas.
5- Frenagens dianteiras sempre antes da curva. 
6- Lembrem-se: a força que empurra a moto para o chão é maior enquanto inclinada, por isso acelerar mansamente, progressivamente, dentro da curva, neutralizando a força da gravidade.

Bem, claro que devemos sempre conhecer a máquina que pilotaremos. A prudência e o respeito devem vir em primeiro lugar, do que as técnicas. TER TÉCNICA E NÃO TER COMPORTAMENTO, não irá evitar o acidente.

Estarei a disposição em meus e-mails, para responder as dúvidas da moto que você possui.
Um forte abraço a todos.

sábado, 24 de julho de 2010

Para O Motociclista Defensivo O Que É Mais Importante? O Torque (Força), A Potência (Velocidade) Ou Somente A Cilindrada? ( pequena explicação sobre estes poderes do motor )

Queridos amigos, alunos e leitores.
Em minhas "aventuras" como consultor de vendas e supervisor de treinamento de produtos sobre motos, vejo uma preocupação, com os clientes e com meus formandos em vendas, a respeito de qual a velocidade que tal moto atinge. Ou seja, o interesse principal é a velocidade final da moto.
Bem, é considerável tal atitude, pois a velocidade é algo que transmite "poder", status, adrenalina e destreza. É, de fato, um "vício". Eu gosto. 
Mas, o que significa a força que a moto atinge? Ela é importante para a pilotagem? Qual é a diferença entre POTÊNCIA, TORQUE E CILINDRADA?
Como podemos aproveitar destas forças do motor de uma moto para termos uma pilotagem segura?
- CILINDRADA: é a capacidade cúbica (cm³) de combustível e ar que cabe dentro de um recipiente no motor, chamado cilindro. Portanto, cilindro nada mais é do que um recipiente onde fica o combustível e o oxigênio para serem detonados e gerar força no motor.
- POTÊNCIA: é medido por cavalos vapor (cv) ou Horse Power (HP). Refere-se à velocidade final que uma moto atinge. LEMBREM-SE: uma moto de grande potência não significa que ela (a moto) seja a melhor em desempenho. Exemplo disso é a Hayabusa com 197 cv, com 220 kg a seco e entre eixos de 1,480 mm, comparando com uma GSX 1000 R, com 185 cv (sem indução de ar), 172 kg  a seco e entre eixos 1,415. Qual delas tem um  desempenho melhor? Sem dúvida, aquela de menor peso, menor entre eixos (curvas mais rápidas e curtas). Ou seja, melhor relação peso/potência e outras coisinhas a mais.
- TORQUE: é a força da qual a moto possui de saída e retomada de velocidade. Mede-se em kgf-m. Esta capacidade de retomada de velocidade (rapidez em retomada de aceleração) é a mais importante para o piloto defensivo, pois a moto terá um poder de saída mais rápido e um poder de ultrapassagens mais seguras. Principalmente para as motos de pequeno porte e cilindrada.
Muitos se confundem entre potência, torque e cilindrada. A moto com mais cilindrada, não significa ser a mais potente. Expl.: CB 600 F Hornet, com 600 cm³ e 102 cv, e Bandit 1250 cm³, com 98 cv. Claro, se quiser atingir maior velocidade final, escolha uma Hornet. Se quiser uma maior retomada de velocidade ou uma saída de trator, "enrugando" asfalto, escolha a Bandit 1250. 
Caramba! Porque eu escrevi este tópico? Sim, porque, antes de comprar uma moto, não pense só em cilindrada. Pense em como o torque ou a potência poderá lhe ajudar na pilotagem. Não pense somente em velocidade final (embora em certas situações seja muito importante), pense na força de retomada de acelerações, pois, mais importante do que ganhar uma corrida é ultrapassar com segurança, ou ter uma saída mais rápida e segura do que um carro em sua cola no semáforo.
P.S.: As motos acima mencionadas nem precisam se preocupar com retomadas de velocidade ou mesmo em velocidades finais. Estas máquinas são excelentes de torque e potência. Talvez escolham pelo desempenho, ou seja, estabilidade em curvas, frenagens, chassi, etc.. Mas, em motos de menor cilindrada, onde a velocidade é o de menos, pesquisem bem qual o torque que elas oferecem, porque são mais perigosas em nosso trânsito. A falta de torque nestas motos pode, até mesmo, cair parafusos, fundir motores, soltar escapamentos e, em subidas, deixar o garoupa descer da moto para empurrá-la.
Valeu, meus alunos, pelas fotos. Muito obrigado
Testem o vendedor da loja, perguntem sobre a ficha técnica da moto que lhe interessa. Pesquisem peso, torque, potência. Não se iludem em uma moto de maior potência e não ter torque para suportar piloto, garoupa e o peso da própria moto. 
Sobre estas dúvidas, estarei a disposição de todos, em meus fones e emails, ou mesmo nos comentários neste post.
Abraços a todos





terça-feira, 8 de junho de 2010

Levar Um Tombo É Normal. O Que Não É Normal É Se Arriscar Demais. (uma breve análise da imprudência)

Amigos leitores e queridos alunos. Costumo dizer em minhas aulas e palestras que os acidentes, em sua maioria, podem ser evitados. Principalmente aqueles que estão ao nosso alcance  em não se envolver em acidentes.
Geralmente a definição de IMPRUDÊNCIA é: FAZER AS COISAS ERRADAS CONSCIENTES DO ERRO. Mas, na verdade, a IMPRUDÊNCIA é mais do que esta definição acima.
Podemos definir, então, a IMPRUDÊNCIA de : FAZER AS COISAS ERRADAS  E CERTAS SEM TOMARMOS CUIDADO!.
Vamos dar um exemplo bobo: quem nunca passou em semáforo fechado? As vezes sem querer ( sem atenção); as vezes evitando um possível assalto; ou as vezes na pressa, sem considerar os outros e os possíveis perigos de um cruzamento. Quais desses exemplos acima podemos considerar IMPRUDÊNCIA? É aquele que, mesmo errado ( avançar o semáforo fechado é errado) o fez sem cuidado.
Se considerar a definição acima, podemos até mesmo sermos IMPRUDENTES enquanto estivermos certos! Vejam outros exemplos: imaginem-se, com sua moto, transitando em uma avenida da qual é a sua preferencial; semáforos abertos pra você, pista livre, velocidade dentro da lei. Sua pilotagem está dentro dos limites da lei, ou seja, sua condução está certa. Nada de errado está fazendo. Mas será que não estamos sendo IMPRUDENTES se, mesmo estando certos na lei, com todas as condições de trânsito ao nosso favor, não considerarmos os possíveis erros que os outros podem cometer? As vezes, avançar um semáforo aberto  ( isto é certo)  sem cuidado, é mais perigoso do que avançar um semáforo fechado ( isto é errado) com cuidado.
No Blog do Yussef têm várias dicas de segurança com vídeos referentes aos riscos que precisamos tomar na consciência. Conhecendo estes tipos de riscos,  podem ter certeza, certos ou errados, seremos mais PRUDENTES. 
Vejam o vídeo abaixo. Muito interessante para avaliarmos os riscos de como estamos pilotando nossas deliciosas motos: 
http://www.youtube.com/watch?v=VruWHHEnZGw&feature=player_embedded
Ou,  em meu Orkut: AMARAL INSTRUTOR:

Mick Doohan - No Place to Race (YouTube)




Um grande abraço a todos.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Equipamentos de Segurança: Você os Usa?

Queridos amigos, alunos e leitores,

Em tempos de frio é comum usarmos jaquetas, luvas, botas calças grossas e outros tipos de roupagens que nos protegem do frio.

Mas, o motociclista só deve se proteger do frio ou também se proteger no frio?
O que quero dizer que todos nós, apaixonados por motos, também devemos ser apaixonados pela segurança.

A roupagem do motociclista deve ser, em primeiro lugar, para se proteger no frio, no calor... Ou seja, deve ser usados como equipamentos de segurança. Devem, portanto, ser usados até mesmo em clima quente, em nosso verão equatorial, onde a temperatura ambiente chega até mesmo aos 35 graus na sombra. Leia a reportagem abaixo:

"Nos últimos dez anos, o número de mortes aumentou 1.000%. Em 14 estados, óbitos de motociclistas superaram os de pedestres.
Do G1, com informações do Jornal Hoje.
Os acidentes de moto no país somaram dez mil mortos, mais de 500 mil feridos e um gasto de R$ 8 bilhões no ano passado, de acordo com o Instituto Brasileiro de Segurança no Trânsito. Nos últimos dez anos, o número de mortes aumentou 1.000%. A cada minuto, uma pessoa morre ou fica ferida por causa de acidentes com motocicletas. (Veja o site do Jornal Hoje )Muitas das vítimas não usam equipamentos de segurança e nem fazem idéia dos estragos que um acidente pode causar. Quando um motociclista cai de sua moto, o asfalto vira uma lixa no atrito com a pele. E quanto maior for a velocidade da moto, pior para o condutor. O professor de física Beraldo Neto faz o cálculo: se o piloto estiver a 60 km/h ele poderá deslizar entre 20 e 30 metros na queda, dependendo do tipo e das condições da pista. Cair de moto a 36 km/h equivale a uma queda de segundo andar de um prédio. Se o motociclista estiver a 72 km/h e cair, será o mesmo que ele despencar do sexto andar. Já para os pilotos de corrida, que podem se acidentar a 140 km/h, a queda é igual à altura de um prédio de 26 andares. "

Algum tempo atrás, vi um motociclista acidentado, onde o mesmo não conseguia se lenvantar do asfalto, pois estava com a perna machucada e com muitas dores. Ele "fritou" no asfalto quente. Estava somente com uma camiseta básica, da qual se rasgou no atrito do chão.

Eu sei que usar jaquetas em clima quente é muito desconfortável. E sei também que usar equipamentos de segurança NÃO AFASTA O PERIGO DE SE ACIDENTAR, mas PROTEGE ou AMENIZA os efeitos, ou os traumas, de uma possível queda. ( veja os depoimentos comentados no Post " O Amaral Levou Um Tombo").

Em 1995, estava pilotando uma GSX 1100 R e caí na Marginal Pinheiros por pura imprudência de minha parte ( esta história contarei no próximo post ). Eu estava com uma jaqueta de frio, couro de antílope, da qual se rasgou inteira. Estava com calça Jeans que também virou saco de pano. Fiquei semi-nu na marginal, só de cuecas aparecendo meus culhões para a rapaziada toda tirar sarro de mim. Este tipo de roupa me protegeu, embora minha bunda tenha uma marca de queimadura de asfalto quente até hoje. Este machucado me doeu mais quando eu tive que ficar de "quatro" para que o médico fizesse os curativos. Como eu estava sem luvas, tentei segurar a queda com minhas mãos. Amigo! fiquei sem as digitais. Ai como doeu!

Aprendi na marra.

Leia esta outra reportagem abaixo:

'Sobreviventes' agradecem a proteção do capacete
Equipamento salvou a vida de motociclistas em acidentes e assaltos. Caso de Felipe Massa reforça a importância da proteção para a cabeça.
Aluízio Freire e Marcelo Mora Do G1, no Rio e em São Paulo

O comerciante José Santana Ferreira de Souza foi salvo pelo capacete
A boa recuperação do piloto brasileiro Felipe Massa após o acidente sofrido durante os treinos para o Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1 destacou a importância do capacete para absorção de impactos. O equipamento de segurança já representou a diferença entre a vida e a morte de muitos motociclistas que passaram por sustos no trânsito ou com os casos de violência nas grandes cidades.

É o caso do comerciante José Santana Ferreira de Souza, de 30 anos. Há pouco mais de um mês ele pensou, por alguns segundos, que não conseguiria escapar de um acidente de moto. Ele estava atravessando a Ponte Rio-Niterói quando tocou seu celular. Reduziu a velocidade da moto, que naquele momento era de 80 quilômetros por hora, e jogou para o acostamento, para atender a ligação. No entanto, ao reduzir a marcha, uma outra moto bateu em sua traseira.


Bati com a cabeça na pilastra e, por pouco, não caí de uma altura de quase 100 metros. O que me salvou mesmo foi o capacete"
“Senti meu corpo ser jogado para o alto. Bati com a cabeça na pilastra e, por pouco, não caí de uma altura de quase 100 metros. Fiquei alguns segundos pendurado, até que o outro motoqueiro me puxou. Mas, o que me salvou mesmo foi o capacete”, reconhece. José ainda socorreu em sua garupa o outro motoqueiro, que quebrou a perna, levando-o para o Hospital Universitário Antonio Pedro, em Niterói. “Naquele dia estava chovendo muito, a pista estava escorregadia. O motoqueiro veio cortando os carros e não conseguiu parar antes de me atingir. Acho que nasci de novo. Por isso, hoje não ando sem capacete. Sem ele, não temos proteção nenhuma”.

Capacete protegeu Elson Liper em acidente batendo no asfalto.
Apaixonado por velocidade e integrante de um grupo de motociclistas, o jornalista Elson Liper, 47 anos, autor do blog Moto News & Bípedes, com dicas de viagens e condições das estradas, lembra de um grave acidente que sobreviveu graças ao uso do capacete, em 2005, quando trabalhava como correspondente do jornal argentino Clarín, no Rio de janeiro. “Era 17 de fevereiro, dia do aniversário do meu filho. Peguei a moto e segui para casa, comemorar em família. Quando passava pela Rua Visconde de Santa Isabel, na Zona Norte, um sujeito de rua, que depois descobri ser um doente mental, jogou alguma coisa na minha direção que até hoje não sei o que era. Mas, o objeto passou na frente do meu rosto como um torpedo. Perdi o controle e voei longe. Bati pelo menos seis vezes com a cabeça no asfalto. O capacete foi minha salvação”, afirma.
Era um capacete importado, resistente, revestido de fibra e isopor. Minha cabeça estava protegida, graças a Deus"
Elson conta ainda que o capacete ficou deformado no alto, na parte que protege o crânio, nas laterais do rosto, e na parte do queixo. “Era um capacete importado, resistente, revestido de fibra e isopor. Minha cabeça estava protegida, graças a Deus”, agradece, apesar de ter fraturado a clavícula. Após sobreviver ao acidente, ele chegou a mandar uma carta ao fabricante do equipamento e ganhou um outro modelo de presente.

Muitas vezes o motociclista perde o controle porque algum objeto estranho vai de encontro aos seus olhos"
“É preciso usar toda a indumentária de proteção, como luvas, joelheiras e tornozeleiras para reduzir as lesões ortopédicas. O capacete, por sua vez, deve seguir as regras do Inmetro, e ter viseiras para proteger os olhos. Como no caso do piloto Felipe Massa, muitas vezes o motociclista perde o controle porque algum objeto estranho vai de encontro aos seus olhos. Se não tiver proteção, pode sofrer uma lesão no globo ocular”, alerta. Segundo o médico, dá para perceber um aumento de acidentes de motos. “A gente percebe isso na prática. De janeiro a maio, fizemos 553 atendimentos a vítimas de acidentes com motos. É um número absurdo. São quase quatro por dia”, destaca. Ele considera que esse aumento também se deve ao crescimento da atividade de motoboys e mototáxis, além do uso de motos de baixa cilindrada por menores que, na maioria dos casos, não utilizam os apetrechos de segurança. “Essas motos alcançam até 70 km/h. Quem cai a uma velocidade dessas também corre o risco de sofrer uma lesão grave”, afirma.

Uma pesquisa feita com a prefeitura de Mogi da Cruzes, SP, da qual tive o privilégio de participar, em uma das avenidas principais desta cidade, foi observado que 97% dos motociclistas usavam o capacete Muito bom!!! Mas somente 13% usavam este equipamento de forma correta. Muito mal!!!Usem este equipamento de forma que sua bochecha fique ligeiramente apertada. Escolha o capacete que a queixeira não fique encostando em seu queixo ou boca. Compre com viseira 'grossas' e resistentes. A fita jugular deve estar presa ao seu pescoço de forma que não fique muito apertada e nem "frouxa" o suficiente que saia pelo seu queixo.

Capacete aberto? Use-o se sua pilotagem não for agressiva e com poucos riscos. Os olhos devem estar protegidos.

Capacetes escamoteáveis. São práticos e confortáveis. Mas não caia de boca no chão, pois a queixeira pode se abrir com facilidade.

Meus amigos. O bom senso é melhor do que leis. A lei obrigada somente usar óculos de proteção e capacete. O bom senso nos faz refletir que não é somente capacete ou óculos que nos protegem na queda.

Tentem se adaptar a esta "moda" da proteção. Pois moto não só praticidade, economia e prazer. Mas é também "fashion".



Um grande abraço a todos