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PRÓXIMAS DATAS DO CURSO DE PILOTAGEM DEFENSIVA

PRÓXIMAS DATAS PARA O CURSO DE PILOTAGEM DEFENSIVA:
PRÓXIMO CURSO LIVRE DEFENSIVO, dia 11 de OUTUBRO de 2015 ou escolha sua melhor data em http://www.amaralinstrutor.com.br/eventos/ MATRÍCULAS e INFORMAÇÕES de PREÇOS SOMENTE PELOS FONES 011 4365 2008 ou 011 9 7590 2040 e pelo E-MAIL amaralmoto@globo.com


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Este curso tem a finalidade de conhecer os limites de segurança que sua moto pode lhe oferecer em situações de emergência.
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domingo, 30 de março de 2014

INTERCOMUNICADORES de Capacete: Benefícios e Perigos

Intercomunicador, multifunções, música, bluetooth e conversa
Reflita: o que o influencia para uma pilotagem CONFORTÁVEL, ouvir uma música enquanto pilota? Poder se comunicar com seu garupa e com outros motociclistas ao seu redor? Atender seu celular no modo “Bluetooth”? Ou “ouvir o silêncio”, ou os sons naturais das paisagens ou do ronco do motor de sua moto? Agora, reflita novamente: o que o influencia para uma pilotagem SEGURA...
Sim, os intercomunicadores de capacete são aparelhos onde você pode escolher o CONFORTO, a COMODIDADE e a SEGURANÇA, para que sua pilotagem se torne mais eficaz. Porém, qual é o limite no uso desses aparelhos, onde o conforto e a comodidade podem se confundir com a segurança? (amigos leitores estou dizendo SEGURANÇA, e não o que a LEI DIZ ou interpreta).
Reflitamos juntos, então:
Blá,blá,blá poderá dispersar o foco no
transito. Priorize a segurança.
·        - um dos benefícios dos intercomunicadores está na intercomunicação entre garupa e\ou outros motociclistas em um grupo de viagem, pois é importante, e seguro, se ajudarem nas atenções necessárias nos perigos do trânsito. Mas o perigo poderá estar nas conversas onde o foco na dinâmica do trânsito é desviado e não priorizado, por isso a ponderação na conversa, ou no tipo de conversa, é necessária na pilotagem em grupo ou com garupa.
Facilita a comunicação
Portanto, não priorizar a conversa é um fator preponderante para a segurança na pilotagem.
·        - Ouvir música também poderá ser um benefício, desde que o piloto distingue como a música o influencia, como altura do volume adequada para que possa ouvir os sons do lado de fora do capacete, uma buzina, uma sirene de socorro, pneu de carro freando seco no asfalto, etc.. Porém, ouvir música poderá ser um grande perigo quando o ritmo da mesma transforme atitudes, ou comportamentos do piloto, de modo a influenciar sua pilotagem. Exemplo: qual a sua atitude na pilotagem ouvindo um Rock and Roll, quem sabe o AC\DC, com a música Back in Black? O que o incentiva ouvindo um Samba ou um Funk? Ou mesmo uma música lenta, suave, tipo “quero dormir”? Talvez, se estiver com sono, e não puder parar para descansar, ouvir um Rock poderá ser um benefício, mas se sua adrenalina estivar a
Fones acoplados na parte interna do
capacete e não diretamente nos
ouvidos
mil, poderá ouvir uma música que o deixe mais calminho. Portanto, as escolhas estão a um botão para escolher o que é benéfico ou perigoso.
·        - Atender o celular via Bluetooth. Hummm! Melhor do que ter o celular pendurado, entre a orelha e o corpo interno do capacete. Mas, no mesmo exemplo acima, falar, ou ouvir, deve-se escolher o que lhe faz bem ou não. Entretanto, há profissões que não usar um celular pode trazer prejuízo profissional ou social, como atender uma urgência policial, uma emergência médica, etc. A vantagem dos intercomunicadores está em não ver quem liga, pois impede a distração e não permite a procura do nº ligado evitando a dispersão do foco nas condições de trânsito. Mas, de qualquer modo, tudo que poderá tirar a concentração ao trânsito pode ser muito perigoso. Portanto, a escolha é sua e está a um botão.
Priorize o foco no trânsito
Com estas reflexões vimos que os intercomunicadores podem trazer muitos benefícios sempre dependendo das escolhas de quem os usa. Por isso, o piloto deve escolher o que é melhor para a sua segurança. Mas nunca podemos nos esquecer: nossas escolhas afetam não somente a nós, como indivíduos, mas afetam os outros que estão nas ruas, vias e estradas, pois o trânsito é uma sociedade, um coletivo, e por isso não podemos nos considerar como seres únicos, individualizados, sozinhos. Nossa segurança depende dos outros e a segurança dos outros depende da nossa. Assim, a prioridade das atenções, do foco e da concentração deve ser sempre, sempre e sempre na dinâmica do trânsito e não nas conversas, nas músicas, ou no celular. Portanto escolha a vida.


Texto: Carlos Amaral
Fotos: Google e Geórgia Zuliani.
Agradecimentos: SENA Intercomunicadores.



quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

XT 660 Z TÉNÉRÉ, Avaliação dos 30.000 km de rodagem.

Depois de rodar em estradas de terra, rodovias, vias urbanas e cursos de pilotagem defensiva (on-road), como está esta linhagem das lendárias TÉNÉRÉ? Gastos de manutenção, trocas de peças e condições gerais serão avaliados agora.
Não é uma moto luxuosa, mas sim bruta e forte

Desde a última avaliação, publicado neste site, ainda sinto esta moto uma companheira agressiva, porém obediente aos comandos do piloto. Obediente levando-a no cabresto, porque ela é muito arisca nas re-acelerações e nas frenagens emergenciais. Desta forma, o feliz proprietário desta máquina deve ser minucioso ao comandá-la, re-acelerando e frenando de modo progressivo e controlável, principalmente em condições adversas de solo molhado e em terra. Por ser agressiva, precisei trocar a transmissão secundária  (coroa, pinhão e corrente), mas confesso que não fui cuidadoso em cuidar desta importante peça, deixando de lubrificar semanalmente e por isso tive de trocar 20 mil km antes do recomendado. Porém, pela avaliação do mecânico, somente a corrente danificou, deixando-a ovalada sem condições de uso. A coroa e o pinhão estavam muito boas, ainda podendo durar mais uns 20 mil km. Preço de minha falta de cuidado? 1200,00 reais no conjunto todo, com a mão de obra da concessionária inclusa.

Fiquei surpreso com a durabilidade das pastilhas de freios dianteiro, pois nos cursos de pilotagem que
Pastilhas caras? Mesmo assim, as originais
são as mais seguras
ministro as uso muito. O conjunto de pastilhas custaram 428,00 reais, então, são dois discos, com mão de obra e tudo mais, 960,00 reais.

A última troca de pneus foi por volta dos 18.000 km. Acredito que o par de Metzeler Tourance atuais durará por mais uns dois mil km. Estou pensando em calçar, na próxima troca, o Michelin Anakee 2 ou o Continental Attack, para sentir se melhora a performance nas frenagens dianteira e, também, se 
melhora o conforto no uso on-road, pois acho o Metzeler um pouco desconfortável no asfalto, isto é evidente pelas características de seu desenho, e quem quer menos
Pela kilometragem e agressividade nas frenagens, ainda dura uns
dois mil km
vibração (já que este monocilíndrico vibra bastante), deve trocar os pneus com menos espaços em seus gomos. Mas no uso off, este calçado é excelente!





E por falar em fora de estrada, a XT 660 Z Ténéré é excepcional. Esta moto nos ensina a pilotar e, de fato, o uso off-road é o melhor espaço para aprender as principais técnicas para a segurança do piloto. Sem a ajuda de
Ela nos ensina a pilotar
elementos eletrônicos, como ABS e Controle Eletrônico de Tração, o piloto consegue entender, de modo progressivo, as formas de acelerações em saídas de curvas e frenagens em entradas de curvas, com o controle das derrapagens traseira.
Sem ABS, ou controle de tração,
o piloto controla tudo

Depois de 4 trocas o problema de quebra dos piscas acabou e a troca dos quebrados foi por garantia da Yamaha. Aliás, falando em Yamaha, esta marca nunca me deixou na mão. Todas as dúvidas que tive, a ouvidoria da marca me ajudou muito, e sem esta ajuda não estaria escrevendo esta avaliação com precisão.
Preços de peças e mão de obra podem se alterar de concessionária a outra, porém, enquanto na garantia, e por motivos de segurança, aconselho peças originais e mão de obra especializada. Ter uma moto dessas custa no bolso, sim, mas imaginem os preços de suas principais concorrentes, embora falta-me um pouco mais de pesquisa para comparar. Na próxima avaliação farei esta comparação.
Para os amantes desse modelo, a Yamaha já lançou para 2014 a nova Ténéré. Nova? Bem, ainda sem ABS, mas os preços estão mais baixos.

Conclusão:
Quem gosta de conforto e linearidade de motorização, esta moto não é a ideal, pois suas concorrentes estão ai com um conforto maior e menos vibração de motor. Porém, quem gosta de uma moto versátil, a mais barata de manutenção para a sua categoria (será?), e a melhor no uso off-road, tai a moto ideal.
Condições gerais da moto: Sem nenhuma avaria, dois tombinhos parada, km total da avaliação: 32.920 km. Filtro de ar ainda em condições de uso, por isso pedi para não trocar, pois quero avaliar o consumo na no teste dos 40.000 km. Abraços a todos.

Texto e Avaliador de performance: Carlos Amaral
Fotos: Geórgia Zuliani


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Onde está o maior perigo? Nos “corredores” ou nas ultrapassagens?


Para responder a essa pergunta é preciso definir que CORREDORES são espaços (ou áreas) estreitos formados entre carros PARADOS em paralelo no trânsito onde não há a possibilidade de “ziguezaguear” por entre os veículos.  ULTRAPASSAGENS são ações de condutores que se aproveitam dos espaços (ou áreas) livres e largas quando o trânsito de veículos está em MOVIMENTO propiciando a chance de passar de uma faixa de rolamento à outra. Sabendo disso, na maioria do tempo que estamos pilotando no trânsito lento das grandes cidades, não estamos trafegando em corredores, mas sim estamos em permanente ultrapassagem. Para esclarecer melhor, corredores servem como PASSAGEM e não para ULTRAPASSAGEM.

Portanto, quais são os reais perigos em trafegar em corredores e em fazer ultrapassagens? Como podemos diferenciar estas características do trânsito e, assim, nos arriscarmos menos?
Carros parados paralelamente, formando espaços para passagem.  

Nos CORREDORES o maior perigo está na grande probabilidade de um pedestre atravessar por entre os carros parados, fora da faixa exclusiva para pedestres. Com veículos altos, lateralmente à frente, o motociclista não consegue enxergar a pessoa atravessando. Pode acontecer, também, outro motociclista aproveitar do espaço por entre os carros e manobrar para entrar no mesmo corredor em que você está. Acidentes entre motos x motos aumentaram por esse fato. CUIDADOS?  Muita atenção. Mas somente atenção não evitará o acidente. Tenha a previsão da possibilidade de ocorrer os fatos acima mencionados. Se um dos veículos ao seu lado está “escondendo” sua visão, diminua sua velocidade antes mesmo de precisar usar os freios. Conheça muito bem a capacidade de frenagem de sua moto, portanto, pilote na velocidade compatível para que, se de repente aparecer um pedestre, ou outra moto a sua frente, tenha certeza que a sua moto vai parar. Desvio? Oras! Mesmo que você tenha reflexos rápidos está em um corredor estreito, onde os carros estão parados paralelamente. Não há espaço para isso! Assim, treinar frenagens eficientes, junto a uma velocidade que permita parar em um espaço curto evitará, ou amainará o possível acidente. Mantenha distância da moto à sua frente e deixe distância da moto atrás da sua. Colisões traseiras são muitos freqüentes por simplesmente não manter uma distância segura frontal e traseira. Por incrível que pareça, o menor perigo está relacionado com a distância lateral, pois os carros estão parados e paralelos uns aos outros, sem a probabilidade de saírem de uma faixa de rolamento a outra. A chance de estes veículos ocuparem o corredor é nula, pois como eu disse OS CARROS ESTÃO PARADOS, alinhados e lado a lado!  

 Cuidado com os espaços deixados enquanto veículos em movimento.
Então, quando que aparece a chance de outro veículo invadir o corredor? Nas ULTRAPASSAGENS. Quando uma fila de veículos começa a se movimentar, a dar velocidade, criam-se espaços mais largos com grandes possibilidades de um carro, ou outro tipo de veículo entrar e sair dessas áreas. Sim, áreas que permitem ultrapassagens de veículos maiores do que a moto! Em um trânsito conturbado, onde os condutores têm pressa de chegar ao seu destino, sem dúvida que quando aparece uma chance de ultrapassar, fará isso! Podemos definir estes espaços de áreas de escape para o motociclista. Mas não podemos descartar que estas mesmas áreas são, também, de escape para o motorista. O grande perigo está aí, nestas vagas deixadas quando os veículos começam a andar uns atrás dos outros, ou seja, enquanto parados formam-se os “corredores”; enquanto em velocidade formam-se espaços para possíveis ultrapassagens e quando o motociclista não consegue “ver” estas mudanças na dinâmica do trânsito, os acidentes são muito graves, pois a disputa desses espaços por veículos maiores do que a moto é uma disputa covarde e egoísta, tanto da parte do motociclista que se aproveita para dar maior velocidade, quanto do motorista que se aproveita para fazer ultrapassagens. CUIDADOS?  Amigos motociclistas tentem pilotar atrás dos carros o mais próximo da linha dos corredores enquanto o trânsito está em movimento, sempre observando se os veículos a sua frente irão parar repentinamente. Tenha em mente que os corredores são sua área de escape. Portanto, quando o trânsito parar, sinalize, olhe pelos retrovisores  e entre, escape, fuja para os corredores. Assim que o trânsito começa a dar velocidade, volte para trás dos carros. Evite manobras bruscas, permaneça na sua trajetória e ultrapasse se for estritamente necessário. E se preciso, evite ultrapassar na mesma faixa de rolamento do carro. Essa atitude causa o chamado efeito surpresa, onde o motorista que está sendo ultrapassado não percebe a sua presença. Tente ultrapassar o mais longe possível, pois no caso da moto a pressa é desnecessária no trânsito caótico das grandes cidades.

Portanto, analisem os reais perigos existentes nos corredores e nas ultrapassagens. Diferenciem as diversas formas de transitar, pois o trânsito é dinâmico e em certo momento estamos pilotando nos corredores e em outros estamos ultrapassando. Saber diferenciar essa dinâmica ajudará a ajustar suas atitudes conforme as necessidades que o trânsito exige. Assim,  conseguirá decidir a melhor forma de sair dos riscos.

Fotos: Pesquisa Google e Geórgia Zuliani
Texto: Carlos Amaral
Edição: Geórgia Zuliani
Edição Motonline: Sidney Levy