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PRÓXIMAS DATAS DO CURSO DE PILOTAGEM DEFENSIVA

PRÓXIMAS DATAS PARA O CURSO DE PILOTAGEM DEFENSIVA:
PRÓXIMO CURSO LIVRE DEFENSIVO, dia 11 de OUTUBRO de 2015 ou escolha sua melhor data em http://www.amaralinstrutor.com.br/eventos/ MATRÍCULAS e INFORMAÇÕES de PREÇOS SOMENTE PELOS FONES 011 4365 2008 ou 011 9 7590 2040 e pelo E-MAIL amaralmoto@globo.com


Aos domingos, em local previamente estabelecido. Atualmente ministrado WalMart SUPERCENTER, Santo André, SP. Av dos Estados 8500. Bairro Santa Teresinha.
TAMBÉM PROGRAMAMOS CURSOS E PALESTRAS FORA DE SÃO PAULO.
Este curso tem a finalidade de conhecer os limites de segurança que sua moto pode lhe oferecer em situações de emergência.
INFORMAÇÕES:
WhatsSapp: 9 7590 2040, Fone: 11-43652008, Facebook amaral.instrutor, e-mail: amaralmoto@globo.com
Mostrando postagens com marcador Yamaha. Mostrar todas as postagens
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terça-feira, 28 de outubro de 2014

XT 660Z Ténéré modelo 2015 ABS. Mais Domável, Mais Segura e Menos OFF ROAD


A Yamaha acertou neste modelo no sentido de “popularizar” a XT 660 Z Ténéré. Por que “popularizou”? Ela está mais baixa, um pouco mais comprida e muito mais segura para o uso urbano e estradeiro em comparação com sua antecessora, os modelos 2013 e 2014. Portanto, amigos leitores, nossa comparação é com ela mesma, e não com outras marcas semelhantes.

Sim, a XT 660 Z está para muitos, tanto para os mais baixos como para os mais altos
Com relação a sua antecessora, a Ténéré 660 está mais baixa, 1477
contra 1450 mm na altura. Facilidade na pilotagem
que não pretendem pilotar em terra.

Nos testes anteriores "TÉNÉRÉ. DIFERENÇA ENTRE PILOTAR E DIRIGIR" , "20 MIL KM COM A XT 660Z TÉNÉRÉ"   e "TÉNÉRÉ E SEUS 30 MIL KM DE RODAGEM", postadas neste Blog, faço algumas observações sobre a  “brutalidade” nas re-acelerações e nas frenagens em entradas de curvas, isto é, o piloto está sempre aprendendo a pilotar com esta máquina, pois a sensibilidade e destreza devem estar sempre na lembrança ao pilotar esta moto. O torque continua o mesmo, poderoso e trazendo a mesma segurança nas ultrapassagens. 


MANOBRABILIDADE, AGILIDADE e PODER EM CURVAS:

                                                                                                                                                        Embora o termo Manobrabilidade e Agilidade pareça a mesma coisa, manobrabilidade é o desempenho em condução em baixa velocidade, como estacionamento, entrada e saída de 

A altura do banco mais baixa ajudou, em muito,
nas manobras de estacionamento, em baixas velocidades
garagem. Claro, melhorou muito em função de sua altura do assento mais baixo ( 896 mm de sua antecessora contra 865 mm da atual com ABS).

A Agilidade é a manobra em saídas rápidas de obstáculos, trazendo mais segurança em velocidades maiores. Entretanto, senti uma pequena dificuldade neste tipo de condução, talvez porque um pequeno aumento do entre-eixos (5 mm maior) a deixou um pouquinho mais lenta nestas manobras.  Em compensação, em retas a deixou mais  estável. Graças aos novos pneus Pirelli Scorpion Trail ( sua antecessora é o Metzeler Tourance), o poder de inclinações mais acentuadas se deu com maior segurança, mesmo em curvas mais fechadas. Estamos, falando, é lógico, em solo asfaltado, lugar que este calçado gosta bastante, embora sua ficha técnica seja um pneu misto. Mas no teste em terra verificou-se que ele é muito mais ON do que OFF. Este pneu se dá muito bem em motos com tração eletrônica,
Limite em inclinações mais segura, grip excelente,
estabilidade em entrada e saída de curvas,
graças aos novos calçados e suspensões mais duras
mesmo em pilotagem em terra. A 660 Z não possui este tipo de eletrônica, por isso ainda prefiro o Metzeler Tourance, com cravos mais espaçosos para o uso OFF.


CONFORTO:

Humm! Meus amigos “tenereiros” irão brigar comigo. Sim, claro que uma moto tipicamente trail não se preocuparia muito em conforto. Mas ela melhorou em dois aspectos:1- menos vibração graças aos pneus com menos espaços nos sulcos;2- banco anti derrapante (além de muito bonito), para que o garupa não atropele o piloto nas frenagens emergenciais.No entanto, senti falta do dispositivo de regulagem na tensão de mola frontal. Pilotando em situações urbanas ( “trails urbanos”) a dureza da suspensão dianteira incomodou um pouco. Na traseira, a suspensão estava no ajuste mais macio (de sete ajustes, estava no segundo ponto da tensão da mola). Mesmo assim, nos buracos, minha garupa e eu sofremos um pouquinho. Em compensação a estabilidade em retas e em curvas ficou ótima. Sem dúvida, a segurança na pilotagem desta Ténéré melhorou bastante. E ainda nem falamos dos freios.

Sensor do ABS. Evita o travamento das rodas,
evitando as derrapagens. Segurança no ON ROAD

SISTEMA ABS DE FRENAGEM:

Antes de falarmos neste sistema, precisamos retomar a definição de frenagem:1- freios não param a moto, mas sim param as rodas da moto. Por isso que, em uma frenagem bruta as rodas podem travar e provocar a derrapagem da moto, tanto traseira como dianteira;2- para frenar é preciso de força. Mas que força? Se a força for repentina poderá provocar o travamento das rodas. Então a força deve ser  p r o g r e s s i v a para não permitir o travamento e, consequentemente, a derrapagem e a possibilidade de queda.Não é SOMENTE os tipos de freios ( a disco, a tambor, a cabo etc), com seus dispositivos, com cáliper com um, dois, três ou mais cilindros, com pastilhas excelentes, etc, etc, etc. Mas um conjunto de sistemas podem fazer de uma moto ser boa de frenagem, ou não. Suspensão macia ou dura, ângulo de rake (cáster) e trail, borracha do pneu e atrito do solo fazem parte disso. Neste ponto, a XT 660 Z Ténéré está muito boa. Senti, neste teste, que o conjunto está muito bom.O sistema ABS veio ( e não vai mais embora), para não permitir derrapagens tanto traseira como dianteira. DERRAPAR nas frenagens as vezes é necessário, principalmente em manobras OFF ROAD. Mas derrapar em situações urbanas ou estradeiras pode trazer sérios acidentes, pois há aos lados, a frente e atrás do piloto uma dinâmica de trânsito que deve, sim, ministrar uma frenagem  estável. De fato, o ABS dá esta estabilidade no uso dos freios de uma forma emergencial. Mas não se esqueçam: O QUE PARA A MOTO É ATRITO e NÃO É FREIO, pois freios param somente as rodas. O vídeo abaixo mostra a eficiência desse sistema na Ténéré 660 Z, ou seja, a eficiência de não derrapar. Vejam este vídeo como uma forma didática a ser analisado a eficiência de ambos os freios.



Então, imaginem utilizando os freios dianteiro e traseiro em conjunto, dando maior força no dianteiro, pois como vimos, o que para uma moto é atrito, e o atrito maior está, e estará, sempre na roda dianteira, independente de usar a força no traseiro ou no dianteiro. Toda a massa é transferida, deslocada para frente.  Leiam, por favor, o os artigos 


http://www.amaralinstrutor.com.br/pilotagem-segura/moto-sem-abs-como-entao-devemos-frear-com-seguranca/

http://www.amaralinstrutor.com.br/pilotagem-segura/tecnicas-de-utilizacao-defensiva-do-freio-dianteiro/


Muito bom! Como o Título dessa matéria diz: “…Mais Domável, Mais Segura e MENOS OFF”.


Pirelli Scorpion Trail,
melhor performance no asfalto


PILOTAGEM FORA DO ASFALTO (OFF ROAD):

Um participante de uma de minhas palestras disse uma frase que comecei a refletir: “…quanto mas big, menos trail…”A XT 660 Z Ténéré é considerada a Big Trail mais OFF da categoria. Por favor, comparem nas Big Trails atuais, pois uma verdadeira Trail é aquela que tem cursos de suspensões elevadas, rodas (dianteira) de 21 polegadas, pneus on-off road, altura do solo alta, esguia….De fato, a atual 660 Z 2015, com ABS deixou de ter muitas de tais características:1- curso de suspensão mais baixa dianteira e traseira, de 210\95 mm para 160\76 mm;2- pneus, antes o on-off road Metzeler Tourance e agora o on-on off road Pirelli Scorpion Trail3- ABS não desliga e4- altura do solo mais baixa.
Da esquerda para direita: Metzeler Tourance e Scorpion Trail Pirelli.
Sulcos menos espaçados no Scorpion: melhor no on e pior no off

Mas isso não tirou o encanto na pilotagem fora de asfalto, pois em terra batida ela vai muito bem, suas suspensões são eficientes nos buracos e imperfeições do solo, pois não batem no fim do curso, agilidade e manobrabilidade boas no ON e também no OFF.

Ah! ABS não desliga? De fato, isso é ruim. Mas quem disse que Big Trail deve entrar em curvas na derrapagem? Quem disse que precisa pular alto em morros? E quem disse que ABS não ajuda a parar a moto em terra? Afinal, o que para a moto é atrito e não freio. Então, o piloto deve usar a sensibilidade no uso do manete e do pedal de freio para que o ABS não ative. Claro, a pilotagem será muito mais difícil, principalmente em descidas, mas existe o freio motor para ajudar. Mesmo assim a diversão será garantida. Eu disse diversão e não competição, pois “…quanto mais Big, menos
Feita para terra, mas a opção do ABS visa o asfalto
Trail”.
 

CONCLUSÃO:

Sem dúvida, a Yamaha está trazendo a XT 660 Z com ABS para um público maior. Muitos não compraram os modelos 2013 e 2014 por vários motivos, e um desses era o preço com relação as outras marcas que ofereciam muito mais por menos, altura do solo para poucos e falta de opções tecnológicas como o ABS, tendência  até mesmo em motos de baixa cilindrada.




Para os amantes da marca TÉNÉRÉ, esse nome continuará percorrendo os solos ruins e bons desse mundão, com ou sem tecnologia, pois o que vale é a pilotagem, a destreza e o equilíbrio entre a emoção e a razão.


OBSERVAÇÕES FINAIS:

Este teste visa as impressões de pilotagem em relação a performance da segurança, para melhor adaptação do piloto à máquina. Não visa detalhar consumo, motor, ficha técnica, etc, pois
TÉNÉRÉ, nunca deixará de percorrer estradas ruins ou boas,
com ou sem tecnologia. Ela vai longe…
acredito que muitos repórteres especializados, com seus canais de comunicação podem nos ajudar nesse tema.
 

A Yamaha continua com a produção da XT 660 Z Ténéré, sem ABS e com as características das antecessoras, com preços mais baixos. Procure uma concessionária Yamaha.












Agradecimentos:
- Caio Neumann, da IDEAL REPUTATION AGENCY
- Yamaha Motor do Brasil
- HLX veste Carlos Amaral no modo ON ROAD
- Equipe Carlos Amaral & Zuliani Motorcycle Training
Fotos e filme: Geórgia Zuliani
Avaliador de Performance: Carlos Amaral
Texto: Carlos Amaral


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Try the Maximum, 530 cm² de emoção e muita segurança.

Aero-dinâmica, com cara de mal e performance
de moto esportiva
Motor em bloco de alumínio, parede do cilindro com revestimento de cerâmica, distância entre os dois cilindros paralelos de apenas 5 mm e bico injetor de combustível da superesportiva R-6 da Yamaha, tudo isso para deixar esta moto mais leve e esguia para uma pilotagem esportiva. Não, não estou falando de uma moto esportiva, mas de uma Scooter de 530 cilindradas, 46,5 cv de potência e 5.3 kgf-m de torque para puxar seus 217 kg com facilidade, a tão aguardada Try- Maximum, ou simplesmente T-Max 530 da Yamaha.
Ela não se destaca somente no desempenho de seu motor, com um projeto totalmente novo, mas também na segurança na pilotagem:
Pneus largos e grip excelentes
- rodas de 15 polegadas, calçados com pneus Bridgestone de 160/60 na traseira e 120/70 na dianteira trás nas inclinações em curvas limites físicos de dar inveja a qualquer Naked de média cilindrada, e nas saídas de curvas as re-acelerações são ótimas e precisas, e enfrentam com conforto os buracos de nossas estradas e ruas, auxiliadas com uma suspensão alta (para uma scooter, é claro) de 120 mm na dianteira e 116 da traseira;
- frenagens excepcionais, com sistema Anti Bloqueio das rodas (ABS) consegue frear quase na entrada das curvas com muita segurança e total estabilidade, uma delícia! Para quem gosta de desempenho e não gosta de motos mais esportivas, esta Scooter é a ideal; 
- motor leve e centrado um pouco a frente na moto, dando estabilidade e agilidade em desvios rápidos e inclinação em curvas. A impressão que dá é que está pilotando uma moto menor e mais leve, diferente de outras Scooter's do mesmo porte, como a Burgman 400 e 650;
Conforto e funcionabilidade 
- painel completo, com displey que avisa até mesmo a hora de trocar o óleo, pois isso é segurança, também;
- Banco esguio, ajudando a mobilidade do piloto em se deslocar nos diferentes ritmos de curvas;  
- iluminação muito boa, derivada da R-1, com suas lâmpadas frontais. 
Com todas estas características, acho que a tradução para Try the Maximum, "Experimente o Máximo" faz jus ao modelo.

Ponto forte:
Sua autonomia de 15 litros no tanque com economia maior do que sua antecessora, conforto e, principalmente dirigibilidade e manobrabilidade fáceis, tanto em baixa velocidade como em alta.

Ponto fraco:
Poucos e pequenos
porta-trecos
Embora seja um grande Scooter, são pequenos os espaços de porta trecos, também pequeno o espaço debaixo do banco, cabendo somente um capacete.

Pensando racionalmente, as Scooter's são motos apropriadas para o uso diário e urbano, pois são versáteis, econômicas, ágeis e funcionais e, embora no Brasil ainda a cultura da Scooter não está fincada no desejo dos amantes das duas rodas, elas, sem dúvida, são o futuro da mobilidade urbana. Talvez você ache que estou exagerando em falar de mobilidade urbana analisando um Scooter de aproximadamente 40 mil reais, mas tais motos estão sendo produzidas pensando, também, na mobilidade em estradas e rodovias, nas viagens e "passeios a trabalho" e num nicho de
Pilotagem fácil com frenagens e retomadas excelentes
usuários que já possuem seu carro e/ou uma moto convencional. Sim, é uma moto cara, com preço que, ao meu ver, deixará a Yamaha ainda para trás em relação aos grandes Scooter's, porém, devemos enxergá-la como um "up-grade" em tecnologia, segurança e facilidade na pilotagem para este estilo. Quer saber se eu a compraria? Humm! Vou esperar baixar o preço, assim eu penso melhor. 

Desenho esportivo de muito bom gosto

Agradecimentos a Yamaha Motor Brasil pelo convite ao teste rider. Texto e teste de Carlos Amaral e fotos de Geórgia Zuliani.

sábado, 28 de setembro de 2013

Fazer 150, finalmente, um novo produto da Yamaha.


Por que eu digo "um novo produto?" Bem, uma de minhas críticas a Yamaha era que, desde o lançamento da YBR 125, esta marca japonesa fazia lançamentos sempre  adaptando modelos anteriores aos novos (salvo a Fazer 250). E o lançamento da YBR foi um up-grade da marca, pois não se via uma moto de pequena cilindrada, com motores 4 tempos e com comando de válvulas por corrente, dando suavidade de motor e muita economia de combustível.

Desta forma, a nova Fazer 150 é um modelo totalmente novo, desde rodas que calçam pneus de 100 mm de largura (traseiro) a um sistema de alimentação com injeção eletrônica de ultima geração (blue flex).

A mais potente da categoria?


Re-acelerações em saídas de curvas, dando a impressão
de um torque maior do previsto em sua ficha técnica
Declarados 12,2 cv e 1,28 kgm-f de torque, o técnico do pós-venda da Yamaha, Sr. Ramos, disse-me que esta medida foi testada diretamente no virabrequim, porém, ao pilotá-la senti um torque excepcional nas re-acelerações em saídas de curvas, a 40 km/h, em 4ª marcha, nem precisei baixar marchas para obter a velocidade necessária para sair da curva. Essa característica é muito importante para a segurança do piloto, principalmente nas ultrapassagens. 

E por falar em segurança...

Também senti nas frenagens, com freio a disco frontal nas duas versões ED e SED. Porém sei que alguns pilotos de testes poderão criticar os freios desta moto por serem "borrachudos", mas são "progressivos", ajudando o piloto a frear com emergência sem a ocorrência de travamento repentino da roda (principalmente a dianteira), isso auxiliado com seu novo calçado Metzeler, muito macio e com um ótimo "grip" nas frenagens. Curvas? Basta acreditar em seus limites de inclinação, que por sinal são muito boas, graças a largura de seu pneu traseiro, o maior da categoria (100/80). Pena que ainda as pedaleiras são
Painel completo e ergonômico
fixas, pois se raspá-las no solo poderá causar um pequeno tombinho nas inclinações mais acentuadas. 

Lanternas duplas, estilo e visibilidade
Iluminação, com lanternas duplas causando boa visibilidade para outros condutores no trânsito, muito bonitas, e painel de fácil leitura, com boa ergonomia, ajudam o piloto a prestar mais atenção em sua condução do que na própria moto.

Designer:

Com cinco cores: laranja, preta, branca, azul e vermelha, com poucas mudanças no grafismo entre os modelos ED e SED, esta moto, olhando a certa distância, se confunde com a Fazer 250. Claro que de perto percebe-se que é uma moto menor, porém com um estilo bonito e chamativo, principalmente com seu amortecedor com as molas na cor vermelha (modelo SED). 

Conclusão:

Acho que a Yamaha, desta vez, ganhará uma nova visão do público, que não somente precisa de uma moto econômica e bonita, mas que gostam de viver com prazer e estilo.
De fato, o novo slogan " Revs Your Heart" ( com uma tradução livre:"Acelere Seu Coração") fará jus a esta nova etapa da Yamaha, mostrando que esta marca não serve somente para pessoas que gostam de moto, mas também para quem precisa da moto em seu dia-a-dia.

Texto e teste: Carlos Amaral
Fotos: Geórgia Zuliani






quinta-feira, 13 de junho de 2013

20.000 Km com a XT 660 Z Ténéré.

Olá, amigos leitores e queridos alunos, desde o post Ténéré 660. Diferença Entre Pilotar E Dirigir venho observando a “personalidade” desse trator, ops, dessa moto. Assim tenho algumas boas e más notícias referente aos 20.000 km pilotando essa magrela. Porém, vamos citar alguns dados de uso dessa moto:
1- Moto conduzida pelo mesmo piloto;
2- moto conduzida todos os dias, com uma rodagem diária entre 120 a 160 km de pilotagem urbana;
3- duas vezes por mês viagens em pista asfaltada, com rodagem de 500 km a média.
4- ano e modelo 2012/2013;
5- moto exposta ao clima (chuva, sol e sereno noturno), pois a garagem onde é estacionada não é coberta;
6- revisada com a mesma concessionária desde 0 km;
7- ora abastecida com gasolina aditivada, ora comum;
8- usada diariamente e nos cursos de pilotagem com exercícios de frenagens e curvas fechadas.

Atualmente, nesta kilometragem rodada, a Ténéré 660 não mudou seu jeitão de só querer "pilotos de pegada", onde o controle emocional do condutor deve estar bem equilibrado e com muita atenção nas re-acelerações. Ou seja, é uma moto que não tem meio termo: ame-a ou a odeie. Até então foi trocado, além do óleo Yamalube, uma pastilha de freio traseiro Brembo por 380,00 reais, original. Preço alto? Mas vale a pena, pode crer. O problema irritante desta moto é a qualidade dos piscas, pois já troquei os quatro piscas
e agora mais dois, mas o que está sendo mais chato não é a qualidade desses dispositivos de segurança, mas a falta dos mesmos na fábrica, embora eu esteja sempre muito bem atendido quando solicito ajuda pela ouvidoria e pela concessionária que freqüento. Outro problema que surgiu está com o regulador de voltagem. Não sei bem se é isso mesmo, mas meu mecânico fez vários testes no sistema elétrico e constatou várias hipóteses. Uma dessas hipóteses estava na possibilidade do chicote estar danificado, outra um defeito no regulador de voltagem (se for isso seria a primeira moto desse modelo a dar problema, pelo menos o que me disseram). A característica desse problema é semelhante a um gasto repentino da eletricidade na bateria. Primeiro acende a luz amarela (no painel) indicando defeito na injeção eletrônica e, alguns segundos depois, a moto "apaga", assim painel e buzina não funcionam, mas as luzes (farol baixo e lanterna) funcionam. Como fazer funcionar depois dessa pane? Aguarde alguns minutos, ligue a ignição e empurre a moto para "pegar no tranco", acelere forte por instantes, a luz amarela apaga e então a moto funciona como se nada tivesse acontecido. Ainda meu mecânico está analisando, pois esse defeito só aconteceu entre os dias em que estou postando esse artigo.
Um fator positivo está relacionado com o preço das revisões. Para uma moto de 30 mil reais, considerada big trail, o preço ficou na média de 150,00 reais para cada revisão, claro que não se conta a pastilha trocada nos 15 mil km e o óleo do motor trocado a cada 5 mil km, mas, acho eu, que para uma moto considerada “elitizada”, é a mais barata na manutenção em relação as suas concorrentes. O gasto de seus calçados achei muito bom com os Metzeler Tourance e considero que ainda irão durar até uns 22 mil km. Porém, quero experimentar o Anakee 2, da Michelin, para ver se melhora a performance nas frenagens emergenciais. Ainda considero essa moto a melhor em situações em estradas de terra. Excelente e emocionante a pilotagem off road dando uma boa sensação de segurança.
Bem, embora com esse probleminha elétrico, ainda sou fã dessa moto e a piloto constantemente em estradas, urbano e nos cursos que ministro e ainda sinto a sensação é de moto que não quebra, mesmo com piscas e, agora, com o sistema elétrico dando problemas.  Será que eu sou o único de ter “sorte” de estar com uma moto
com esses defeitos? Vamos continuar analisando.

Obrigado a concessionária Família Yamaha, de São Paulo, com sua equipe de mecânico chefiada pelo Wilson.
Abraços a todos.

Texto Carlos Amaral
Edição e fotos: Geórgia Zuliani.

sábado, 5 de janeiro de 2013

TÉNÉRÉ 660. Diferença Entre Pilotar E Dirigir



Queridos alunos, amigos leitores. Tentarei mostrar os limites de segurança de mais uma excelente moto produzida pela Yamaha. Bom lembrar que não tenho vínculo comercial e muito menos apoio das fábricas, pois as mesmas só emprestam as motos de testes para repórteres especializados e renomados. Meu apoio vem através da confiança de amigos e alunos que me emprestam as motos.
A XT 660Z Ténéré é uma moto impar, sem concorrência no mercado brasileiro. Isso mesmo! Sem concorrência, pois é a mais alta, a mais robusta, a com maior autonomia de combustível, a menos potente e a de menor torque da categoria além de ser a mais cara em termos custo/benefício. A moto que pode chegar mais perto da Ténéré é a BMW G 650 GS Sertão. Mas perde em robustez e autonomia para XT 660 Z. Portanto, para concorrer a uma moto considerada “Big Trail” é necessário uma boa autonomia, roda dianteira de 19 ou 21 polegadas, pneus mistos para o uso on e off road e rodas raiadas.

Diferença entre pilotar e dirigir
Por ser uma monocilíndrica, sem controle eletrônico de tração, o torque inicial dessa moto é forte e, se o piloto não controlar a tração na manopla do acelerador, esta moto sai empinando ou derrapando nas retomadas (re-acelerações) em saídas de curvas. O controle eletrônico de tração veio para que o piloto conduza sua moto com mais segurança. A Ténéré não é assim. O condutor tem que fazer o controle. Minha mão direita dói por forçar as desacelerações, pois a moto pede para acelerar. A cada retomada de aceleração eu sentia que a moto derraparia nas saídas das curvas, como em um drift. Assim,  achei sensacional eu mesmo controlar a tração sem um dispositivo eletrônico para me ajudar. Esse controle humano (não eletrônico) dá a certeza que, depois de pilotar essa moto, qualquer outra será fácil de conduzir. Por isso, quem espera uma linearidade e suavidade de motorização, esqueça. A Ténéré 660 é bruta, antipática e áspera. É necessário domá-la. É um cavalo selvagem que espera um cavaleiro compreensivo, um diamante bruto a ser lapidado, uma mulher que nunca foi amada verdadeiramente que espera um homem dócil, mas ao mesmo tempo “pegador”. Essa é a XT 660Z Ténéré.
 Nas frenagens dianteira o cuidado deve ser muito maior, porque a Ténéré 660 não possui freios ABS (no Brasil). A “pegada” no manete dianteiro deve ser com muita sensibilidade e progressividade. Os dois discos dianteiro, com o sistema de freios da Brembo, considerei excelentes, mas o pneu Metzeler Tourance não teve a performance que eu esperava para um pneu tão caro. Nas frenagens dianteira a moto escapa com facilidade em piso asfaltado e seco. De fato, o ABS no freio dianteiro faz falta, principalmente se o piloto não controlar as emoções de parar essa moto. Muito “sangue frio” nesta hora! Porém deve considerar que a suspensão dianteira, mesmo sendo convencional, demonstrou ser muito boa quanto frenagens com a moto reta. Mesmo travando o pneu dianteiro, a moto teve uma estabilidade controlável (assustadora, mas controlável) – leiam http://amaralinstrutor.blogspot.com.br/2012/03/tecnicas-de-utilizacao-defensiva-do.html

Nas frenagens traseira, “pise com jeitinho” no pedal de freio. Não precisa de muita força. Só de pensar em frear, a moto já está saindo de trás, “chicoteando” para a esquerda e para a direita. Essa “facilidade” de sair de traseira nas frenagens é normal para uma moto com ciclística trail, freio potente e pneus para o uso misto.  Por isso é muito importante usar o terceiro freio: o motor. Aproveite esse “super” monocilíndrico, pois a desaceleração é fortíssima. Evite o uso da embreagem nas frenagens traseira, dessa forma terá mais controle nas derrapagens causadas por frenagens bruscas. Quero que saibam que não sou favorável ao uso de ABS traseiro. O controle das frenagens traseira deve ser feito pelo piloto, pois uma derrapagem, às vezes, é necessária para se sair de um possível acidente. O ABS traseiro não permite derrapagens. Justifico isso porque esse sistema de frenagens somente evita que a roda não trave e a moto escorregue (muito bom para os freios dianteiro). Portanto, para o freio traseiro o ABS evitará a derrapagem (isso é muito bom), mas, também, não vai parar.

Nas curvas o Metzeler demonstrou ser muito eficaz, principalmente no que tange a flexibilidade do composto de sua borracha. Mas devemos considerar os gomos largos com sulcos espaçados por entre os gomos na borda de ataque do pneu. Ao mesmo tempo em que essa configuração de pneu ajuda nas retas no  asfalto, nas entradas de curvas em média e alta velocidades percebe-se oscilações, dando a impressão que a moto vai escapar e escorregar. Mas é uma característica e não um defeito do pneu. O que realmente poderá fazer com que a moto escorregue nas entradas de curvas são suspensões descalibradas, onde ondulações no asfalto poderão fazer com que os pneus fiquem sem contato com o solo, ou mesmo tendo suspensões muito macias deslocando o “corpo” da moto para fora das curvas. Porém, com os inúmeros ajustes na tensão de mola dianteira e os nove níveis de pressão de carga traseiro, essa moto se torna a melhor companheira para contornar as curvas em trilhas urbanas. Mas cuidado! Nos meus cursos muitos alunos conseguem encostar as pedaleiras no chão na “cabeça” das curvas com outras motos trail e big trails. NÃO FAÇAM ISSO COM A TÉNÉRÉ 660! Ela é muito alta em relação ao solo – leiam  http://amaralinstrutor.blogspot.com.br/2011/12/afinal-qual-e-o-limite-ate-quanto-voce.html.- Pneu traseiro mais fino da categoria não permite inclinações radicais. Em manobras de baixa velocidade é necessário muito “punta-taco” com o uso de meia força na embreagem, acelerações lineares e uso do freio traseiro. O uso do freio dianteiro nessa situação causará desequilíbrio da moto e o piloto mais baixo ou com pernas fraquinhas não agüentará o peso da moto e cairá naqueles tombos com a moto praticamente parada.
Ah! Trilhas rurais! Tive a impressão que esta moto foi feita para o Rally Dakar e adaptada para o dia-a-dia do feliz proprietário. Foi lá, nas trilhas de terra batida, com inúmeros buracos e valas que e Ténéré 660 se fez feliz. Com a calibragem da suspensão dianteira um pouco mais dura do que o original de fábrica e com a suspensão traseira no nível três, esse trator, ops, desculpe-me, essa moto dominou com estabilidade e nas re-acelerações em subidas mais íngremes a magrela nem pediu arrego. Aí, neste ambiente, eu gostei do Metzeler Tourance, juntamente com suspensões perfeitas e altura do solo ótima, podendo até mesmo entrar em valas mais profundas e transpor obstáculos com muita segurança. A cada buraco e valetas tive a impressão que a moto não quebraria, pois com pouca carenagem a moto se demonstrou firme. Pensei que o chassi (tipo diamante) demonstrasse ineficiência neste estilo de pilotagem “meio off road”, mas estava enganado, porque não senti torções e nem muita rigidez. No que a Ténéré demonstrou no fora de estrada tenho a certeza que pode ser pilotada no dia-a-dia e nunca deixará na mão o piloto que a conduz. É uma moto que não quebra!


Conclusão:
Ame ou odeie essa moto. Não tem meio termo. Truculenta por ser monocilíndrico com vibrações sentidas vindas do motor, porém compensa na manutenção fácil e na economia de combustível. Mesmo em 5ª marcha o piloto tem a disposição re-acelerações em baixíssimas rotações. Fiz a média de 97 km/h e consumiu um pouco mais de 20 km/l ( estas análises foram feitas de 0 a 1300 km rodados).
Seguro mais caro da categoria 600 a 800 cilindradas.  Mas compensa por ter uma rede de concessionárias em nº bom em relação às outras marcas e o melhor atendimento no pós venda. Digo isso, pois com apenas 500 km rodados, na primeira semana com a moto os três piscas quebraram e a concessionária (Família Yamaha –SP) trocou no mesmo dia.
Designer com gosto duvidoso (eu gosto), pois em minha pesquisa percebi que muitos não gostam do desenho da Ténéré. Alguns amigos a chamam de “Transformers”. Mas compensa com a relativa proteção aerodinâmica, embora, para um piloto com mais de 1m. e 75 cm é necessário um defletor de pára-brisa para evitar turbulências sentidas no capacete causadas por ventos frontais.
Menos torcuda e menor potência da categoria 650 cm³. Mas na tocada no acelerador não se percebe isso. Afinal, pra que grande potência se é no torque que está a verdadeira segurança, principalmente nas re-acelerações para ultrapassagens e na velocidade de cruzeiro de 135 km/h “.Tá bom pra caramba” assim, com excelentes retomadas e fantástica acelerações iniciais. Vamos considerar que Trails ou Big Trails não são motos para velocidade.
Bem, entre os pós e os contras, essa moto é muito gostosa de pilotar. Ela permite ao piloto um comportamento mais atencioso e cuidadoso na condução. É um desafio para qualquer um que a conduz. De fato, é uma moto que se pilota e não simplesmente dirige.
Um forte abraço a todos.

Texto: Carlos Amaral
Fotos: Geórgia Zuliane
Avaliadores de Performance: Thiago Zuliane e Carlos Amaral
Agradecimentos: Concessionária Família Yamaha de SP. 


domingo, 11 de novembro de 2012

Super Ténéré 1200. Moto Que Não Quebra

Muito obrigado, Luis Roberto, por fazer parte desse artigo.
Queridos alunos e leitores, tive o privilégio de pilotar uma moto que tenho a impressão que nunca vai quebrar. Meu aluno  Luis Roberto de Magalhães me emprestou sua moto para que eu pudesse passar minhas impressões sobre esta fantástica máquina ( já que a fábrica empresta somente para os pilotos repórteres). Sempre tive a curiosidade para saber se esta moto faria jus ao nome TÉNÉRÉ, ou seja, "atravessar desertos" sem traumas e confiante. Embora com rodas de 19 polegadas frontal, esta Super Ténéré 1200 não ficou para trás em relação a antiga 750 com rodas de 21 polegadas, da qual foi feita para transpor obstáculos sem choro. Percebe-se, assim, que mesmo com rodas menores, esta 1200 passa com muita facilidade buracos, valetas e ondulações em nosso trail urbano e estradeiro, com a vantagem de ser muito mais maleável, mantendo uma agilidade de desvios rápidos de perigos que surgem repentinamente em nossa trajetória. A Yamaha acertou em cheio em trazer esta máquina, principalmente com o preço "mais acessível" com relação as suas concorrentes ( BMW R 1200 GS e a Tiger Explorer Triumph).

MOTOR 2 EM LINHA? Amigos, acelerando a Super Ténéré 1200 dá a impressão de ser um motor V-2, pois sua força surge nas primeiras acelerações e seu ronco parece um "coração apaixonado descompassado de amor". Isto porque a Yamaha configurou seu virabrequim para 270 graus ( a maioria é de 360 graus), ou seja, este motor de 2 cilindros em linha proporciona uma pilotagem com muita segurança nas re-acelerações em saídas de curvas, com o torque em baixas rotações domável. Juro que nem precisa ter o controle de tração com este tipo de motor. Você sente a emoção de um V-2 e quase a docilidade de um 4 em linha.

Peso não influencia negativamente em manobras curtas. Prazer nas curvas.
ESTABILIDADE: De fato, este tipo de motor, onde as massas são centradas e o peso menor, faz dessa moto um "brinquedinho" de fazer curvas. Quando eu sentei sobre a moto do Luis achava que seu peso atrapalharia nos movimentos em curvas fechadas e desvios rápidos de obstáculos. Que nada! Esta moto fazia as curvas por entre os cones parecendo uma motocicleta utilitária. Acho que vou comprá-la para entregar pizzas, pois sua agilidade é incomum. Assim, esta moto não foi feita somente para pilotá-la em estradas, com retas e curvas em alta velocidade. Mas também pilotá-la em nosso dia-a-dia, com aquele trânsito travado, onde aceleramos entre 30 e 60 km/h. Muito boa!

TECNOLOGIA NEUTRALIZANDO NOSSOS ERROS: ABS Linear, evitando o travamento das rodas em frenagens bruscas. Este ABS "scaneia" o tipo de piso (molhado, seco, com ondulações ou mesmo em pisos sem asfalto). Este sistema não padroniza um só tipo de frenagem. Ele compatibiliza as mudanças de piso em tempo real! Dessa forma,  ABS funciona conforme a configuração de pisos. Sistema Unificado de Freios.    Já ouviram falar naquela tese de frear 70 % de força no manete dianteiro e 30% de força no pedal traseiro. Esqueça! Esse sistema faz por você com mais inteligência. Se precisar frear somente o da frente, o freio traseiro é acionado também. Mas calma! Isso qualquer moto com sistema unificado o faz. Mas a Super Ténéré dá a sensibilidade nas frenagens que nós, humanos, as vezes,  esquecemos. Se os sensores perceberem que precisa de mais força de frenagem traseira (mesmo sem pisar no pedal de freio) a moto fará isso por você, controlando as forças, mesmo se o piloto não consiga fazer isso manualmente. Exemplo: se a traseira da moto estiver com mais peso (garupa ou bagagens) os freios unificados agem com mais força na traseira. Se estiver mais leve, agirá com menos força. Ual! Podemos pilotar essa moto de olhos fechados! Bem, ainda a tecnologia não chegou a esse ponto. 
Controle de Tração. Essa função dá ao piloto a segurança nas re-acelerações em saídas de curvas, principalmente em piso molhado, ou em terra. Significa que a moto não derrapará (sair de traseira). Mas quer mais emoção? Então é só escolher o nível de controle. Pode até mesmo desligá-lo, para fazer um verdadeiro drift com a Super Ténéré.

QUAL COMPRAR?  BMW R 1200 GS, TRIUMPH TIGER EXPLORER 1200 ou SUPER TÉNÉRÉ 1200? Pode ser a três? Bem, amigos, com essas três motos no mercado é realmente difícil escolher. A Super é a mais barata, mesmo com tanta tecnologia existente. Mas não é o preço que conta e sim seu sonho realizado. Minha certeza é que todas essas motos têm, em sua base, a segurança para o condutor e isso não tem preço. Se eu pudesse compraria as três. Alguém quer vender?


Um forte abraço a todos.

Texto: Carlos Amaral
Fotos e edição: Geórgia Zuliani e Google
Aluno cooperador:  Luis Roberto de Magalhães

sábado, 11 de fevereiro de 2012

IMPRESSÕES: Pilotei A "Bigzinha" Da Yamaha, XTZ 250 Ténéré.

Queridos alunos e amigos leitores. Uma moto de baixa cilindrada que se sente, ao montar nesta pequena  “big trail”, que parece que está pilotando uma média trail. Gostei muito! Mas...
 

MOTOR e ECONOMIA:
Com 21 cavalos e torque máximo de 2,10 kgf-m a 6.500 RPM, com peso em ordem de marcha de 151 kg. esta bigzinha fica um pouquinho “xoxa”. Mas, o mais estranho, é que este motor, com duas válvulas no único cilindro,  a abertura dessas válvulas é feita por um comando simples (SOHC). Este tipo de comando é muito bom para rotações em baixa. Porém não demonstrou sua eficácia na XTZ.
Em compensação, a moto que experimentei ( fiquei com ela do zero aos 3000 km) fez 29 km/L. Com tanque de 16 litros, com uma média de 90 km/h, teve uma autonomia de 464 km. Excelente! Para um uso urbano, é a moto ideal, para pilotos altos.

 


CURVAS e AGILIDADE:  Agilidade é o teu nome. Com entre - eixos um pouco maior do que uma Titan, esta moto possui uma rapidez em desvios de obstáculos excepcional. O pneu dianteiro ajuda também. Mas... ( sempre tem um mas...) se precisar de uma inclinação maior em curvas, por sua grande altura, este excelente 


 Pirelli Scorpion, com a medida de 80 mm de largura é assustador ( levei o maior tombo ao inclinar além do limite de segurança) Acho eu que 90 mm é o ideal para esta moto. Em compensação a velocidade final, mesmo com a menor potencia da categoria das 250 cm³, paira entre 130 a 136 km/h.
 







FRENAGEM:  Acabou aquilo que os pilotos de testes sempre falaram da linha 250 da Yamaha: que os freios dianteiros eram muito borrachudos.  Nesta Ténéré não verifiquei isso. Freios excelentes, tanto o traseiro a disco como o dianteiro. Mas cuidado! Por ter um entre - eixos curto e um ângulo da cáster relativamente pequeno, é muito fácil esta motoca subir a traseiro e o piloto cair de boca no chão, ao frear o dianteiro sem sensibilidade.
PROTEÇÃO AERO DINAMICA: Amigos, que legal! Senti-me pilotando uma grande trail, com o tanque grande entre as pernas e a bolha dianteira me protegendo do vento. Muitos que paravam ao meu lado no semáforo acharam que esta moto era um 600 cm³. Gostei! Para uma 250 cilindradas é uma excelente proteção.
RESUMO: Vale a pena comprar esta moto, pois seu preço está bom (dentre a concorrência, é claro, pois acho as motos no Brasil caras demais). É uma moto versátil, econômica e divertida. Conforto razoável (melhor para o garupa que fica no 2º andar da moto). Suspensão muito boa para enfrentar as trilhas urbanas.  Aliás parabéns a Yamaha por esta suspensão e por nos deixar muito felizes por ressuscitarem a alma das TÉNÉRÉ. 
Abraços a todos.