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PRÓXIMAS DATAS DO CURSO DE PILOTAGEM DEFENSIVA

PRÓXIMAS DATAS PARA O CURSO DE PILOTAGEM DEFENSIVA:
PRÓXIMO CURSO LIVRE DEFENSIVO, dia 11 de OUTUBRO de 2015 ou escolha sua melhor data em http://www.amaralinstrutor.com.br/eventos/ MATRÍCULAS e INFORMAÇÕES de PREÇOS SOMENTE PELOS FONES 011 4365 2008 ou 011 9 7590 2040 e pelo E-MAIL amaralmoto@globo.com


Aos domingos, em local previamente estabelecido. Atualmente ministrado WalMart SUPERCENTER, Santo André, SP. Av dos Estados 8500. Bairro Santa Teresinha.
TAMBÉM PROGRAMAMOS CURSOS E PALESTRAS FORA DE SÃO PAULO.
Este curso tem a finalidade de conhecer os limites de segurança que sua moto pode lhe oferecer em situações de emergência.
INFORMAÇÕES:
WhatsSapp: 9 7590 2040, Fone: 11-43652008, Facebook amaral.instrutor, e-mail: amaralmoto@globo.com
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domingo, 11 de novembro de 2012

Super Ténéré 1200. Moto Que Não Quebra

Muito obrigado, Luis Roberto, por fazer parte desse artigo.
Queridos alunos e leitores, tive o privilégio de pilotar uma moto que tenho a impressão que nunca vai quebrar. Meu aluno  Luis Roberto de Magalhães me emprestou sua moto para que eu pudesse passar minhas impressões sobre esta fantástica máquina ( já que a fábrica empresta somente para os pilotos repórteres). Sempre tive a curiosidade para saber se esta moto faria jus ao nome TÉNÉRÉ, ou seja, "atravessar desertos" sem traumas e confiante. Embora com rodas de 19 polegadas frontal, esta Super Ténéré 1200 não ficou para trás em relação a antiga 750 com rodas de 21 polegadas, da qual foi feita para transpor obstáculos sem choro. Percebe-se, assim, que mesmo com rodas menores, esta 1200 passa com muita facilidade buracos, valetas e ondulações em nosso trail urbano e estradeiro, com a vantagem de ser muito mais maleável, mantendo uma agilidade de desvios rápidos de perigos que surgem repentinamente em nossa trajetória. A Yamaha acertou em cheio em trazer esta máquina, principalmente com o preço "mais acessível" com relação as suas concorrentes ( BMW R 1200 GS e a Tiger Explorer Triumph).

MOTOR 2 EM LINHA? Amigos, acelerando a Super Ténéré 1200 dá a impressão de ser um motor V-2, pois sua força surge nas primeiras acelerações e seu ronco parece um "coração apaixonado descompassado de amor". Isto porque a Yamaha configurou seu virabrequim para 270 graus ( a maioria é de 360 graus), ou seja, este motor de 2 cilindros em linha proporciona uma pilotagem com muita segurança nas re-acelerações em saídas de curvas, com o torque em baixas rotações domável. Juro que nem precisa ter o controle de tração com este tipo de motor. Você sente a emoção de um V-2 e quase a docilidade de um 4 em linha.

Peso não influencia negativamente em manobras curtas. Prazer nas curvas.
ESTABILIDADE: De fato, este tipo de motor, onde as massas são centradas e o peso menor, faz dessa moto um "brinquedinho" de fazer curvas. Quando eu sentei sobre a moto do Luis achava que seu peso atrapalharia nos movimentos em curvas fechadas e desvios rápidos de obstáculos. Que nada! Esta moto fazia as curvas por entre os cones parecendo uma motocicleta utilitária. Acho que vou comprá-la para entregar pizzas, pois sua agilidade é incomum. Assim, esta moto não foi feita somente para pilotá-la em estradas, com retas e curvas em alta velocidade. Mas também pilotá-la em nosso dia-a-dia, com aquele trânsito travado, onde aceleramos entre 30 e 60 km/h. Muito boa!

TECNOLOGIA NEUTRALIZANDO NOSSOS ERROS: ABS Linear, evitando o travamento das rodas em frenagens bruscas. Este ABS "scaneia" o tipo de piso (molhado, seco, com ondulações ou mesmo em pisos sem asfalto). Este sistema não padroniza um só tipo de frenagem. Ele compatibiliza as mudanças de piso em tempo real! Dessa forma,  ABS funciona conforme a configuração de pisos. Sistema Unificado de Freios.    Já ouviram falar naquela tese de frear 70 % de força no manete dianteiro e 30% de força no pedal traseiro. Esqueça! Esse sistema faz por você com mais inteligência. Se precisar frear somente o da frente, o freio traseiro é acionado também. Mas calma! Isso qualquer moto com sistema unificado o faz. Mas a Super Ténéré dá a sensibilidade nas frenagens que nós, humanos, as vezes,  esquecemos. Se os sensores perceberem que precisa de mais força de frenagem traseira (mesmo sem pisar no pedal de freio) a moto fará isso por você, controlando as forças, mesmo se o piloto não consiga fazer isso manualmente. Exemplo: se a traseira da moto estiver com mais peso (garupa ou bagagens) os freios unificados agem com mais força na traseira. Se estiver mais leve, agirá com menos força. Ual! Podemos pilotar essa moto de olhos fechados! Bem, ainda a tecnologia não chegou a esse ponto. 
Controle de Tração. Essa função dá ao piloto a segurança nas re-acelerações em saídas de curvas, principalmente em piso molhado, ou em terra. Significa que a moto não derrapará (sair de traseira). Mas quer mais emoção? Então é só escolher o nível de controle. Pode até mesmo desligá-lo, para fazer um verdadeiro drift com a Super Ténéré.

QUAL COMPRAR?  BMW R 1200 GS, TRIUMPH TIGER EXPLORER 1200 ou SUPER TÉNÉRÉ 1200? Pode ser a três? Bem, amigos, com essas três motos no mercado é realmente difícil escolher. A Super é a mais barata, mesmo com tanta tecnologia existente. Mas não é o preço que conta e sim seu sonho realizado. Minha certeza é que todas essas motos têm, em sua base, a segurança para o condutor e isso não tem preço. Se eu pudesse compraria as três. Alguém quer vender?


Um forte abraço a todos.

Texto: Carlos Amaral
Fotos e edição: Geórgia Zuliani e Google
Aluno cooperador:  Luis Roberto de Magalhães

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Como o motor de sua moto ajuda você a se manter nas curvas

Cilindrada, potência e torque. Qual dessas características da moto será melhor aproveitada pelo piloto para se manter na trajetória de uma curva?

Falta de controle nas re-acelerações = desequilíbrio nas curvas.
Bem, sabemos que cilindrada é a quantidade de ar e combustível dentro de um recipiente chamado cilindro (medida em cm³); torque é a força produzida da queima da mistura do ar e do combustível dentro do cilindro (medida em kgf-m); e potência é, também, uma força produzida pela queima da mistura ar/combustível dentro do cilindro (medida em cv ou hp).
Embora o Torque seja a força que aparece antes, a Potência é a responsável de dar a velocidade na moto através do giro no acelerador. Por isso que alguns condutores de motocicletas “se perdem” nas curvas quando ao re-acelerar a moto sai da inclinação necessária para se manter na trajetória e “se espalha”, saindo para fora da curva. Com motos muito potentes e leves podem até mesmo subir a frente deixando o pneu frontal sem contato com o solo, ou  derrapam por causa  da forte potência despejada repentinamente na roda traseira.
Re-acelerações fortes nas saídas de curvas a moto tende a sair da trajetória.
Às vezes o contrário acontece, quando não se dá força suficiente no acelerador a moto tomba na inclinação, principalmente em manobras curtas e em baixa velocidade o motor poderá “apagar”. Ou mesmo em médias velocidades, o condutor aciona a embreagem antes de entrar na curva e continua acionada durante a trajetória neutralizando a força do motor levada para a roda traseira.
Veja só: torque = força e potência = força. Forças que dão o equilíbrio e auxiliam no re-equilíbrio da moto. Assim, além de olhar para o objetivo (final da curva), de contra-esterçar, de acreditar nos limites de inclinação do modelo de sua moto, já comentados nos artigos anteriores, o piloto terá que controlar a mão no acelerador e re-acelerar com mansidão. Ou seja, controlar a potência produzida pelo motor e pela força dada pelo condutor ao girar a manopla do acelerador.
Então, como podemos equilibrar (ou re-equilibrar) a moto através do controle dessas forças produzidas no motor?
Aproveite das configurações dos motores:

Motores "V"-2. Torque e potência surgem muito rápido.
Motos de médias e grandes cilindradas, onde a potência surge muito rápido, com configurações de motores com um só cilindro, biciclíndrica em “V” ou em “L” e tricílíndrica em linha, em baixas e médias velocidades,  mantenha a aceleração dentro da curva e re-acelere com  progressividade para sair da curva. Estou dizendo isso, pois sei que você já reduziu a velocidade e as marchas antes de entrar nas curvas.
Se necessário, aperte o manete da embreagem não com tanta força, mas com “meia” força para assim não despejar muita potência e desequilibrar a moto, principalmente se esses motores possuírem comando de válvulas duplo (DOHC) e desmodrômico. Estes motores “gostam” de rotações mais altas e quando estão em regimes de baixa velocidade, em 1ª ou 2ª marchas eles “pedem” maior aceleração. Desta forma, a progressividade nas re-acelerações é muito importante para se manter o equilíbrio e a regularidade das acelerações, evitando aqueles pequenos “coices” que jogam o piloto para trás desequilibrando a moto ou até mesmo empinando.
Com motores de dois, quatro ou seis cilindros em linha e boxer (cilindros opostos), nas retomadas de acelerações a potência é despejada na roda traseira com suavidade. Dessa forma, a necessidade de usar a embreagem para controlar as re-acelerações é praticamente nula. Somente gire a manopla do acelerador com mansidão e progressividade que a moto se mantém e sai das curvas com docilidade.
Motores menos potentes, de baixa cilindrada, em configurações mono e biciclíndrica em linha, com comando de válvulas simples (SOHC ou OHC) são “mais domáveis” nas retomadas de acelerações. Em baixas  velocidades, como em  manobras curtas, deve-se tomar cuidado para que o motor não falhe. Assim, um leve toque na embreagem pode se usar para o motor não apagar. Porém, nas re-acelerações a embreagem poderá ser esquecida. Nestas características, algumas fábricas produzem motores com “balancins roletados” nos comandos de abertuta e fechamento de válvulas. Assim, as re-acelerações são mais  suaves e dóceis.
Motores que não possuem marchas, como modelos de scooters, deve-se conhecer o “tempo” das re-acelerações. Em certas situações as retomadas de velocidade são retardadas. Na hora de dar aceleração, o motor demora para despejar a potência e a moto perde equilíbrio. Dá aquele susto, quando em inclinação o piloto põe o pé no chão.

Controle Eletrônico de Tração – A tecnologia eletrônica apareceu para acertar quando o piloto erra. O Controle Eletrônico de Tração evita a derrapagem do pneu traseiro quando o piloto dá muita força no acelerador  enquanto inclinado nas curvas. Porém, ela não evita que a moto seja jogada para fora da curva (força centrífuga). Portanto a eletrônica não faz milagres. A aplicação de todas as técnicas explicadas nos artigos anteriores, mais o que foi dito aqui, sem dúvida estaremos crescendo no conhecimento e nos transformando de simples condutores para grandes pilotos.
Controle Eletrônico de Tração não faz milagres. O mais importante é aplicar todas as técnicas aprendidas sobre curvas.
Portanto, assim como nas frenagens, nas re-acelerações – seja a moto com muita ou pouca potência – é uma questão de sensibilidade. Essa sensibilidade é imprescindível no momento de fazer, de se manter e de sair das curvas.

 Abraços a todos.

Texto: Carlos Amaral. Fotos: fonte Web e Geórgia Zuliani. Agradecimento ao editor e ao consultor técnico e piloto de testes Sidney Levy e Carlos Bitencour ( Bitenca) do portal Motonline.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Pilotagem Preventiva ou Defensiva?

Responda rápido: você pilota defensivamente ou preventivamente? Parece a mesma coisa? Sim, parece, mas não é. Há uma confusão entre pilotar defensivamente e preventivamente. Veja os significados das duas palavras. Prevenção: previsão, cautela, cuidado. Defesa: ato de agir quando agredido, reação, proteção.
Note bem: semáforo fechado aos pedestres, mas estão todos na rua atravessando; você defende ou ataca?
Note bem: semáforo fechado aos pedestres, mas estão todos na rua atravessando; você defende ou ataca?

Em pilotagem de moto, diz-se que ao usar a prevenção (ou previsão), não há a necessidade de se defender. Será que é verdade? Vejamos o caso de um lutador de UFC, ou de boxe. Ele prevê ou ele se defende dos golpes do opositor? De fato, ele faz as duas coisas e mais uma: prevê, defende e ataca. Na verdade, se ele for preciso nas três ações, a luta está ganha com tranquilidade.
O piloto de motocicleta se defende depois de prever um provável acidente. Porém, não ataca. O que quero dizer é que a pilotagem preventiva não anula o acidente, mas dá a ele a capacidade de perceber o que ele já sabia, ou seja, que ele poderá se acidentar. Assim, ele prevê e quando a surpresa acontece, já não é tão surpresa assim e ele pode defender-se para sair da situação arriscada.
Ser defensivo abrange um leque de atitudes que, além da previsão, vem acompanhado de atenção, decisão, conhecimento e habilidade. Dessa forma podemos definir PILOTAGEM DEFENSIVA como defender-se dos acidentes mesmo contando com os erros dos outros, dos buracos nas vias, da má sinalização, do pneu que furou, enfim, de tudo que pode causar um sério problema.
O treino é a melhor forma de aprimorar a técnica para ganhar habilidade e poder defender-se do perigo
O treino é a melhor forma de aprimorar a técnica para ganhar habilidade e poder defender-se do perigo

Pergunte-se: ter atenção evita o acidente? Se a atenção não estiver acompanhada da previsão, sem dúvida o acidente poderá ser iminente. Porém, se não vir acompanhada também de habilidade, o acidente será inevitável. Veja um exemplo. O piloto CONHECE a via em que transita e dá ATENÇÃO a uma criança que está segurando nas mãos da mãe e ambas estão na calçada. Esta atitude faz com que ele possa PREVER que provavelmente esta criança largará das mãos da mãe e atravessará a rua bem à sua frente. O piloto então tem tempo para DECIDIR o que fazer e usará de sua HABILIDADE para se DEFENDER do atropelamento, freando ou desviando da criança.
Ter atenção não significa ter previsão, mas a previsão vem acompanhada da atenção. Porém, sem decisão e habilidade será mais difícil evitar o acidente. Portanto, pilotagem defensiva é um conjunto de todas estas atitudes: conhecimento, atenção, previsão, decisão e habilidade.
Já tomou um susto enquanto pilota? Sem dúvida você não estava usando de previsão, caso contrário não tomaria o susto. Como se saiu do acidente? Usando de defesa, de sua habilidade obtida com a técnica ou de seu instinto. Mas isso não é importante agora. O importante é que se defendeu mesmo não se prevenindo. Então, responda agora:

Afinal, se defender do quê? Até a próxima e um forte abraço a todos.

Edição de testo: Sidney Levy (Editor Motonline)
Fotos: Sidney Levy e Geórgia Zuliani
Texto: Carlos Amaral. 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Por Que Fazer Um Curso de Pilotagem?

Queridos alunos, amigos leitores e amantes da vida. Ultimamente estou tendo uma oportunidade de conhecer muitas pessoas interessadas pelo curso de pilotagem defensiva. De fato, sou privilegiado de ter novos amigos através desse tipo de trabalho. Desta forma, consigo ver, de perto, as reais necessidades de cada aluno.
Já passaram pelos meus cursos alunos que nunca pilotaram que pilotam há pouco tempo e alunos muito experientes. E a pergunta que eu faço: POR QUE FAZER UM CURSO DE PILOTAGEM DEFENSIVA?
Bem, em um dos cursos que realizei, para o grupo Moto Dupla e Mid Night Riders e palestras realizadas para a Cia. de seguros Porto Seguro, assim, também, cursos práticos para esta empresa, percebi que são pessoas que não precisavam de um curso, visto ver a experiência desses alunos. Assim, ao final de cada curso perguntava a cada um dos participantes por que escolheram fazer um curso desses, onde gastam dinheiro, gasolina, se cansam, se arriscam fisicamente e materialmente...
Bem, suas respostas são muitas, e reflito a cada uma delas:
    1-    “... não conhecia minha moto e os limites que ela pode dar...”
  2- “... embora eu pilote minha moto há muitos anos, nunca imaginaria que poderia realizar curvas no limite com segurança...”
  3-    “... não sabia o que era frear uma moto com precisão e segurança para não cair...”
  4-   “... não confiava na inclinação em curvas... não reconhecia isso...”
  5-  “... esta moto eu tenho há pouco tempo quero conhecê-la melhor...”
  6- “... quando eu tirei minha carta (CNH), não aprendi nada... desconfiava de mim mesmo...”
     7-    “... queria ver na prática aquilo que sei na teoria...”
E assim muitas outras respostas me surpreendem e me deixam lisonjeados pela humildade das respostas de cada aluno que passou por mim.

Sei que as entidades educacionais de ensino do transito (auto-motos escolas) ensinam o suficiente para passar nas provas teórica e prática e, assim, tirar a tão sonhada Carteira Nacional de Habilitação (leiam o post CNH - Carteira Nacional de Habilitação. O Que Ela Significa Para Você? )  Porém, cabe a nós reconhecermos nossas necessidades e escolher um curso apropriado para aperfeiçoar sua  pilotagem, pois nossa vida é de nossa responsabilidade  ( a vida de outros também)

Desse modo eu concluo o seguinte: não importa nossa experiência, sempre há algo para aprender. E como aprendo a cada curso que participo!!!

Abraços a todos.