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PRÓXIMAS DATAS DO CURSO DE PILOTAGEM DEFENSIVA

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Este curso tem a finalidade de conhecer os limites de segurança que sua moto pode lhe oferecer em situações de emergência.
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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Moto foi feita para fazer curvas


Corpo reto e moto inclinada; curvas mais fechadas
Corpo reto e moto inclinada.
Queridos alunos e amigos leitores.
Será que este título faz jus à nossa amiga moto? Você já escutou alguns dizerem que moto foi feita para cair? Tem até gente famosa e inteligente que acredita nisso. Mas isso não é verdade. Moto foi feita para andar pra frente e fazer curvas. Só que ela exige a sua participação.
Quantas vezes já aconteceu com você enquanto pilota, a seguinte situação: ao fazer uma curva sua motocicleta “sai” para o lado oposto da mesma? Aposto que isso é mais comum do que se possa imaginar. Muitos pilotos dizem que a moto “esparrama” para fora da curva. Ou seja, ao contornar uma esquina, uma rotatória ou mesmo curvas em estradas sinuosas, a moto “abre” e a sensação do piloto é que não conseguirá completar a trajetória. Você faz o maior esforço para trazer a moto para dentro da curva, mas parece que ela não obedece a suas ordens. Porque isto acontece?
São vários os fatores: ciclística da moto, força centrífuga, efeito giroscópico das rodas, contra-esterço, além dos fatores humanos: direção do olhar, medo de inclinar a moto, postura; em resumo é o seguinte: em todas estas razões, há um fator comum: o despreparo do piloto. Não quero dizer aqui que você não sabe fazer curvas, mas fazê-las corretamente sem arriscar-se é a preocupação. Você até faz as curvas normalmente e nada acontece. Mas se você for um pouco além do seu limite (ou o da moto), o preparo poderá tirá-lo da situação difícil. Caso contrário, é chão na certa.

Este artigo é o primeiro de uma série sobre como fazer curvas com sua moto. Neste primeiro vamos nos concentrar em dois fatores: POSTURA DO PILOTO e FORÇA CENTRÍFUGA.

Isaac Newton nos ensinou que “toda ação possui uma reação contrária a essa ação”. FORÇA CENTRÍFUGA significa “fuga do centro”. É mesmo, Newton tem razão. Quando o piloto entra nas curvas (ação) a moto sai para o lado oposto da curva (reação). Isto é fato! Mas tem um jeitinho de neutralizar essa lei da física. Nos carros, basta girar o volante, as rodas giram e o atrito faz com que o carro vá na direção desejada. Então tá, na moto é só virar o guidão na direção da curva e tudo bem? Não é assim tão simples.
Corpo inclinando junto com a inclinação da moto; curvas abertas em médias velocidades
Corpo inclinando junto com a inclinação da moto; 
O piloto, além de virar o guidão, é necessário inclinar a motocicleta para o lado da curva. Dependendo da velocidade, essa inclinação será maior ou menor.  E se a velocidade for alta, a inclinação será para o mesmo sentido da curva e o guidão para o lado oposto da curva. Esta atitude do piloto neutraliza a força que joga a moto para fora. Mas vamos primeiro analisar algumas posturas que o piloto deve ter ao contornar curvas em vias sinuosas.

Não existe uma regra rígida para que o piloto se encaixe na moto pois precisamos considerar o conceito (ou modelo) de sua motocicleta. Mas há algumas posturas que facilitam ao piloto realizar as curvas. Por exemplo: piloto inclinando com seu corpo na mesma inclinação da moto. Esta postura é a mais comum. Curvas abertas, com velocidades médias a moto realiza a trajetória com certa facilidade.
Piloto com maior inclinação do corpo do que a moto. Esta postura é exigida quando a velocidade nas curvas é alta. Sabemos que quanto maior a velocidade, maior será a necessidade de inclinação. Esta necessidade fará com que o piloto dê muita força corporal para se manter na curva. Para não se esforçar tanto, a técnica do contra esterço será muito útil (e necessária). Calma! CONTRA ESTERÇO falaremos mais tarde, em outro artigo (tenho certeza que você já pratica esta técnica sem perceber).
Corpo deslocado para dentro da curva; força para contornar a curva com segurança
Corpo empurrando a moto para dentro da curva, força no guidão.
A outra postura é piloto com o corpo reto e a moto mais inclinada do que o corpo. Muito interessante esta postura.  Imagine você entrando em uma curva aberta com a inclinação de seu corpo junto com a inclinação da moto. De repente esta curva se fecha, a moto sai para o lado oposto. Você precisa urgentemente se manter na trajetória. Frear? NÃO! Então mude de postura. Mantenha a moto inclinada e deixe seu corpo reto. Incrível, a moto lhe obedecerá e você realizará a curva em segurança.
Dança das motos e seus parceiros pilotos.
Portanto, neutralizar a força centrífuga dependerá de sua postura e da inclinação que fará com a moto. Eu creio que podemos ter a moto como uma parceira, ou parceiro, de dança. Dependendo do ritmo da música seu corpo mexe os ombros. Se a música mudar de ritmo, teu corpo mexe o quadril. Mas independente do tipo de música, seus braços estão sempre se mexendo. Dance com sua moto nas curvas. Mexa os ombros ou o quadril conforme o “ritmo” das curvas mudar. Mas se não mexer os braços no guidom de sua parceira, a dança será difícil de ser completada.
Bem, não terminou aí. No próximo artigo falaremos da ciclística de sua moto, onde você não terá mais aquele receio da inclinação de sua motocicleta e do olhar para o final da curva. Aguardem.

Texto: Carlos Amaral. 
Edição de texto: Sidney Levy (Editor Motonline, www.motonline.com.br)
Fotos: Geórgia Zuliani, alunos do curso de pilotagem defensiva do Amaral.
Artigo publicado inicialmente no Portal Motonline.

sábado, 31 de março de 2012

Técnicas de utilização defensiva do freio dianteiro

Qual deve ser a “pegada” no manete?

Utilização de dois dedos. Insuficiência na força de frenagem.
“Professor, professor… Se eu soubesse que frear era desse jeito, não me acidentaria com o caminhão…” Essas foram as palavras de um aluno, que participou de um curso de pilotagem defensiva, depois de um intenso treino de frenagem. Percebi aí o quanto as trocas de experiências são importantes. Ele é motoboy e participava de um curso obrigatório exigido pela empresa que trabalhava.
Para entender a prática de uma frenagem emergencial eficiente devemos nos lembrar que NÃO SÃO OS FREIOS QUE FAZEM PARAR A MOTO, MAS SIM A ADERÊNCIA DA BORRACHA DO PNEU AO SOLO! Freios param as rodas, isso não significa que parou a moto. Independentemente de frear com o manete dianteiro ou com o pedal traseiro (no caso das scooters frear com a mão esquerda ou com a mão direita), há transferência de pesos. Esse deslocamento de massas pressiona a roda dianteira. Por isso a facilidade de derrapagem quando utiliza o freio traseiro de modo abrupto, pois o peso do piloto, da moto, do combustível no tanque e do garupa é deslocado para frente e deixa a traseira da moto mais leve. Portanto, o freio dianteiro é o mais importante para parar a moto (veja neste site o post "É Uma Questão de Sensibilidade. Três Fases de Uma Frenagem").
Vejamos algumas técnicas.

Preparado para frear. Dois ou quatro dedos no manete?

Já precisou frear e a moto continuou a acelerar?
Veja esta situação: você está acelerando e ao mesmo tempo está com aqueles dois dedos no manete dianteiro prontos para usar a qualquer situação de perigo. De repente o perigo aparece a sua frente. E agora? Devido à urgência desse momento, seus dedos forçaram o manete. Duas situações podem ocorrer:
1-     Ao frear não houve tempo de desacelerar;
Esmagamento dos dedos na manopla 


2-     A força utilizada ao frear não foi suficiente, pois, dependendo do modelo de sua moto, os outros dedos que seguram o acelerador ficaram pressionados no manete. Dessa forma será obrigado a amenizar a pressão do manete de freio.
Resolva isso das seguintes formas:
1-     Feche a mão direita na manopla do acelerador. Não deixe os dois dedos no manete de freio;
2-      No momento que precisar usar o freio dianteiro, em uma frenagem emergencial, lance os quatro dedos para o manete de freio. Você perceberá que será automática a desaceleração, pois seus quatro dedos “empurram” a mão desacelerando a moto;
3-     Os quatro dedos no manete dão mais força na frenagem, ao invés dos dois dedos. Desta forma, não há a necessidade de utilizar, com brutalidade, o pedal do freio traseiro, evitando, assim, que a moto derrape;
4-     A sensibilidade dos quatro dedos ajudará também a amainar a força no manete se a moto derrapar de frente, pois você aliviará sua força e logo em seguida dará força novamente para conseguir uma frenagem mais eficiente.
Utilização dos quatro dedos: frenagem mais defensiva
Utilização dos quatro dedos: frenagem mais defensiva

Importante ressaltar que não é errado usar dois dedos para frear. O que é errado (e perigoso) é frear e ao mesmo tempo acelerar. Isso, claro, no contexto defensivo e não esportivo. Muitos usam dois dedos e não é por isso que erram nas frenagens. Porém, para uma situação que precise de força no freio dianteiro e desaceleração, sem dúvida, usar quatro dedos é a melhor forma de frenagem defensiva.

Observações

- Estas análises não estão incluídas motos com freios com sistema anti-bloqueio (ABS);
- Usar o freio dianteiro com brutalidade em curvas ou em manobras em baixa velocidade poderá causar quedas, porquê a transferência de massas não faz  curvas junto com a moto. Por inércia, o peso se desloca para frente e não para os lados. Dessa forma há o desequilíbrio da moto ou a derrapagem dianteira, dependendo da velocidade.

É bom lembrar que usar os dois freios sempre será mais eficiente do que um só para parar a moto. Por essas razões digo que  técnicas de frenagem precisam de muito treinamento e conhecimento da moto, pois usar de sensibilidade no manete ou no pedal é a diferença entre uma queda ou não.

Moto é união e amizade. Faça dela sua amiga.
Abraços a todos.

Texto: Carlos Amaral
Fotos: Geórgia Zuliani
Edição de texto: Sidney Levy ( Editor Motonline ) 

quinta-feira, 22 de março de 2012

Pilotagem Preventiva ou Defensiva?

Responda rápido: você pilota defensivamente ou preventivamente? Parece a mesma coisa? Sim, parece, mas não é. Há uma confusão entre pilotar defensivamente e preventivamente. Veja os significados das duas palavras. Prevenção: previsão, cautela, cuidado. Defesa: ato de agir quando agredido, reação, proteção.
Note bem: semáforo fechado aos pedestres, mas estão todos na rua atravessando; você defende ou ataca?
Note bem: semáforo fechado aos pedestres, mas estão todos na rua atravessando; você defende ou ataca?

Em pilotagem de moto, diz-se que ao usar a prevenção (ou previsão), não há a necessidade de se defender. Será que é verdade? Vejamos o caso de um lutador de UFC, ou de boxe. Ele prevê ou ele se defende dos golpes do opositor? De fato, ele faz as duas coisas e mais uma: prevê, defende e ataca. Na verdade, se ele for preciso nas três ações, a luta está ganha com tranquilidade.
O piloto de motocicleta se defende depois de prever um provável acidente. Porém, não ataca. O que quero dizer é que a pilotagem preventiva não anula o acidente, mas dá a ele a capacidade de perceber o que ele já sabia, ou seja, que ele poderá se acidentar. Assim, ele prevê e quando a surpresa acontece, já não é tão surpresa assim e ele pode defender-se para sair da situação arriscada.
Ser defensivo abrange um leque de atitudes que, além da previsão, vem acompanhado de atenção, decisão, conhecimento e habilidade. Dessa forma podemos definir PILOTAGEM DEFENSIVA como defender-se dos acidentes mesmo contando com os erros dos outros, dos buracos nas vias, da má sinalização, do pneu que furou, enfim, de tudo que pode causar um sério problema.
O treino é a melhor forma de aprimorar a técnica para ganhar habilidade e poder defender-se do perigo
O treino é a melhor forma de aprimorar a técnica para ganhar habilidade e poder defender-se do perigo

Pergunte-se: ter atenção evita o acidente? Se a atenção não estiver acompanhada da previsão, sem dúvida o acidente poderá ser iminente. Porém, se não vir acompanhada também de habilidade, o acidente será inevitável. Veja um exemplo. O piloto CONHECE a via em que transita e dá ATENÇÃO a uma criança que está segurando nas mãos da mãe e ambas estão na calçada. Esta atitude faz com que ele possa PREVER que provavelmente esta criança largará das mãos da mãe e atravessará a rua bem à sua frente. O piloto então tem tempo para DECIDIR o que fazer e usará de sua HABILIDADE para se DEFENDER do atropelamento, freando ou desviando da criança.
Ter atenção não significa ter previsão, mas a previsão vem acompanhada da atenção. Porém, sem decisão e habilidade será mais difícil evitar o acidente. Portanto, pilotagem defensiva é um conjunto de todas estas atitudes: conhecimento, atenção, previsão, decisão e habilidade.
Já tomou um susto enquanto pilota? Sem dúvida você não estava usando de previsão, caso contrário não tomaria o susto. Como se saiu do acidente? Usando de defesa, de sua habilidade obtida com a técnica ou de seu instinto. Mas isso não é importante agora. O importante é que se defendeu mesmo não se prevenindo. Então, responda agora:

Afinal, se defender do quê? Até a próxima e um forte abraço a todos.

Edição de testo: Sidney Levy (Editor Motonline)
Fotos: Sidney Levy e Geórgia Zuliani
Texto: Carlos Amaral. 

quinta-feira, 8 de março de 2012

Homenagem As Mulheres Motociclistas. Minhas Queridas Alunas.

Sei que todos os dias são de vocês, mulheres. Mas sua coragem e determinação merece esta homenagem. Um beijão no coração de vocês, minhas queridas alunas. Em especial a minha esposa, minha querida bambina, Geórgia Zuliani, pois sem a ajuda dela nos cursos e na formatação desse Blog, também, é claro, em minha vida,  eu não seria nada.
Mariangela (minha irmã)

Carolina

Marina

Malízia

 
Cilmara

Anita


Joelma

Mercy

Andrea

Ana

Valéria

Simone

Silvia


Mulheres do Clube da Lead

Lana

Blanca

Miriam

Débora

Rita de Cássia

Débora


Adriana
Patrícia





Jussara
 Perdoem-me se esquici de alguém.
Um forte abraço a todas.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

IMPRESSÕES: Pilotei A "Bigzinha" Da Yamaha, XTZ 250 Ténéré.

Queridos alunos e amigos leitores. Uma moto de baixa cilindrada que se sente, ao montar nesta pequena  “big trail”, que parece que está pilotando uma média trail. Gostei muito! Mas...
 

MOTOR e ECONOMIA:
Com 21 cavalos e torque máximo de 2,10 kgf-m a 6.500 RPM, com peso em ordem de marcha de 151 kg. esta bigzinha fica um pouquinho “xoxa”. Mas, o mais estranho, é que este motor, com duas válvulas no único cilindro,  a abertura dessas válvulas é feita por um comando simples (SOHC). Este tipo de comando é muito bom para rotações em baixa. Porém não demonstrou sua eficácia na XTZ.
Em compensação, a moto que experimentei ( fiquei com ela do zero aos 3000 km) fez 29 km/L. Com tanque de 16 litros, com uma média de 90 km/h, teve uma autonomia de 464 km. Excelente! Para um uso urbano, é a moto ideal, para pilotos altos.

 


CURVAS e AGILIDADE:  Agilidade é o teu nome. Com entre - eixos um pouco maior do que uma Titan, esta moto possui uma rapidez em desvios de obstáculos excepcional. O pneu dianteiro ajuda também. Mas... ( sempre tem um mas...) se precisar de uma inclinação maior em curvas, por sua grande altura, este excelente 


 Pirelli Scorpion, com a medida de 80 mm de largura é assustador ( levei o maior tombo ao inclinar além do limite de segurança) Acho eu que 90 mm é o ideal para esta moto. Em compensação a velocidade final, mesmo com a menor potencia da categoria das 250 cm³, paira entre 130 a 136 km/h.
 







FRENAGEM:  Acabou aquilo que os pilotos de testes sempre falaram da linha 250 da Yamaha: que os freios dianteiros eram muito borrachudos.  Nesta Ténéré não verifiquei isso. Freios excelentes, tanto o traseiro a disco como o dianteiro. Mas cuidado! Por ter um entre - eixos curto e um ângulo da cáster relativamente pequeno, é muito fácil esta motoca subir a traseiro e o piloto cair de boca no chão, ao frear o dianteiro sem sensibilidade.
PROTEÇÃO AERO DINAMICA: Amigos, que legal! Senti-me pilotando uma grande trail, com o tanque grande entre as pernas e a bolha dianteira me protegendo do vento. Muitos que paravam ao meu lado no semáforo acharam que esta moto era um 600 cm³. Gostei! Para uma 250 cilindradas é uma excelente proteção.
RESUMO: Vale a pena comprar esta moto, pois seu preço está bom (dentre a concorrência, é claro, pois acho as motos no Brasil caras demais). É uma moto versátil, econômica e divertida. Conforto razoável (melhor para o garupa que fica no 2º andar da moto). Suspensão muito boa para enfrentar as trilhas urbanas.  Aliás parabéns a Yamaha por esta suspensão e por nos deixar muito felizes por ressuscitarem a alma das TÉNÉRÉ. 
Abraços a todos.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Afinal, O Que É Imprudência? Uma Análise Sobre O Certo E O Errado Na Pilotagem.

  Acessem, por favor, o link no You Tube, relacionado abaixo, antes de lerem esta mensagem.
 http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=4djtdz4zJGU
 
Leitores, amigos e queridos alunos. O mais importante para ser um bom piloto é ter HABILIDADE COMPORTAMENTAL. (vejam o post: Habilidade Comportamental X Habilidade Técnica. Qual a Mais Importante?)
   Pilotar defensivamente é pilotar observando os erros dos outros e a possibilidade de você mesmo errar. A maior responsabilidade de evitar os acidentes é nossa, mesmo que você esteja certo dentro das leis. OBSERVE OS ERROS DOS OUTROS, ASSIM A POSSIBILIDADE DE EVITAR OS ACIDENTES É MAIOR. MAIOR AINDA É SABER QUE SE OS OUTROS ERRAM NÓS TAMBÉM PODEMOS ERRAR. VAMOS APRENDER COM ISSO E RESPEITAR NOSSOS LIMITES. A frase: "só acontece com os outros..." não pode mais ser considerada! Melhor é a frase:" SE ACONTECE COM OS OUTROS, PORQUE NÃO PODE, TAMBÉM, ACONTECER COMIGO?" Pensem nisso, desta forma estaremos prevendo muitas situações que aliviarão os riscos.
Há muito tempo, venho escrevendo neste Blog sobre atitudes inerentes ao ser humano. Vejam algumas:
1- CONHECIMENTO: Quanto maior conhecimento nos assuntos de trânsito, pilotagem, dirigibilidade, maior é a responsabilidade de evitar os acidentes. O problema, e a maior dificuldade, é colocar em prática aquilo que conhecemos, ou seja, aquilo que sabemos que precisamos agir.
2- ATENÇÃO: Sim, todos temos atenção. Mas atenção ao que? Ao carro a sua frente? Ao semáforo? As esquinas, com seus cruzamentos violentos? As sinalizações? Ou nossa atenção está em situações não tão importantes assim?! Como por exemplo, atender o celular enquanto dirige. Olhar para um acidente de curioso. "Mexer" com a mulher bonita na calçada.
3- PREVISÃO: "Pré-Visão". Antecipar ao perigo iminente. "Ver", imaginar o que pode acontecer. Dentro de uma estatística dos acidentes em atropelamentos, muitos haviam dito que viu (atenção) o pedestre tentando atravessar a rua, mas não imaginaram (previam) que o pedestre estava vendo o motociclista. Respondam: Atrás de uma pipa caindo sempre vem...? Ou, atrás de uma bola sempre vem...? Ou, depois da tempestade sempre vem...?
É comum ser atento, mas é difícil ter previsão.
Bem, então, afinal, o que é imprudência?
Duas respostas: 
1ª- É fazer as coisas erradas consciente que está errado. Fazer de propósito, sem se importar com os outros e com você mesmo!
2ª- É fazer as coisas erradas ou certas, sem cuidado!
Atravessar um cruzamento, mesmo que este cruzamento seja sua preferencial, sem olhar, sem considerar que outro esteja sem atenção, é imprudência.
Ultrapassar um semáforo vermelho, de madrugada, olhando, devagar, sendo cuidadoso, tendo a máxima atenção para todos os lados da via, dando prioridade a um pedestre, pode ser um ato prudente. 
Ser cuidadoso, para todas as suas atitudes, é ser prudente. Ser paciente, tolerante, empático (não fazer aos outros aquilo que não gostaria que fizesse com você) é ser prudente.
Amigos, queridos leitores. Viver, amar, conhecer novos amigos, compartilhar experiências é muito bom! Por isso, vivam e curtem sua moto com prudência.
Abraços a todos.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Afinal, Qual É O Limite? Até Quanto Você Pode Inclinar Sua Moto Nas Curvas?

Amigos, queridos alunos, amantes da vida.
Fazer curvas é o feito mais prazeroso na motocicleta. Prazeroso e temível! Só de imaginar teu corpo deitando junto com a moto, chegando até o chão?!?!
Bem, vou tentar ser o mais didático e simples possível. Quero que vocês analisem as fotos, que tentei separar por cada estilo de moto.
Precisamos CONHECER os dois limites de inclinação da moto:

1- Limite Físico: é o limite onde as partes fixas da moto existem, como pedaleiras, mata cachorro, descanso lateral e central, escapamento, bolsas laterais, etc.


 2- Limite de Segurança: é o limite da borda, lateral, ombro do pneu (sabe aqueles "cabelinhos" que ficam bem nas laterais do pneu? ), borda de ataque.


Conhecendo esses limites, lembrem-se que existem 3 posicionamentos onde o piloto poderá se comportar nas curvas:
1- Corpo inclinado junto com a moto; 2- Corpo mais inclinado do que a moto e; 3- Corpo reto e moto mais  inclinada do que o corpo . Mas, qual é a posição do corpo mais segura? Isso tudo vai depender da velocidade, pneu,  atrito do solo... . Deixa esta análise para outro post. O importante saber agora é qual o limite de inclinação. É bom lembrar que pneu se deforma nas curvas. Isso é bom! Que, também, o peso do piloto influencia nesta deformação e suspensão. Isso também é bom! Então. vamos as fotos:
Moto cedida pelo meu amigo Eduardo Komatsu.
Velocidade entre 25 e 30 km/h. Lead 110

 Scooter: Geralmente, por serem mais baixas, algumas pegam escapamento (protetores) e descanso lateral. Na Lead pega o descanso lateral ( esse descanso é vendido separadamente. As Leads não vem com esse descanso original).

Moto cedida pela Porto Seguro Seguros. Citycom 300i




Citycom, scooter de 300 cm³, com saída de escapamento "comida" no asfalto




Moto cedida pela corajosa Carolina (Carol),
Velocidade entre 25 a 40 km/h. Vulcan 900











Custon: Meu Deus! As custons são especiais. Têm muito limite de pneu (Limite de Segurança). Por serem baixas e "compridas" as pedaleiras raspam no chão. Dá um sustão danado, mas pode manter a trajetória da curva que, mesmo raspando as pedaleiras, a magrela vai. Os limites físicos são menores do que os limites de segurança. As pedaleiras chegam primeiro, mas ainda tem pneu adoidado!




Velocidade entre 30 a 35 km/h. Aqui, com pneus mais macios do que os
originais de fábrica. Bandit 1200 Cedida por aluno Porto Seguro Seguros.


Moto cedida pelo grande piloto Rodrigo de Moura.
Velocidade entre 35 e 40 km/h. ER-6





Nakeds: Aqui temos que tomar muito cuidado! Muitas nakeds possuem limites físicos muito altos. As suspensões são mais duras, portanto, o peso do piloto não irá influenciar para baixar a moto e sentir, assim, as pedaleiras como limites. Alguns modelos vem com pneus com pouca flexibilidade. E, nos enganamos ao pensar que as nakeds são motos como as esportivas. Elas até se parecem com as esportivas (com limites absurdos de inclinação), mas não são!







Anita, comigo na garupa, com sua Factor 125. 
Streets e CUBs, de pequenas cilindradas: inclinam muito! Mas, por terem pedaleiras não retráteis (fixas) limitam bastante sua inclinação. Muitas quedas, entre os 



Diego, com sua Yés 125 cm³, entre 25 a 35 km/h




profissionais de moto, estão relacionadas em curvas muito inclinadas e "rebate" a pedaleira no chão "estilingando" o piloto. Porém, muitas pequenas streets já estão vindo com pedaleiras retráteis (obrigado, leitor "Anônimo", pelo comentário. De fato, são 80% do mercado. Desculpe-me o esquecimento, Valeu!).








Thiago Zuliani entre 25 a 30 km/h. Tornado 250 cm³
Renato Gerbi, entre 25 e 35 km/h. BMW 650 F










Trails e Big Trails: Taí um estilo curioso. Muitos acham que por serem altas, os limites físicos (pedaleiras) não encostam no chão. Pelo contrário: com pneus mais voltados para asfalto e com suspensões mais "moles", o peso do piloto influencia muito. Temos que, neste caso, conhecer muito bem o pneu que está sendo usado, para que as bordas do mesmo não ultrapasse a borracha e, aí, chão!!! 









Alguns pneus com maior tendência ao uso on- off, e motos mais altas (Ténéré 250, por expl.),  embora com um pneu excelente original de fábrica,
Velocidade entre 25 a 35 km/h. V-Strom 1000.
Cedida por aluno Auto Shopping Global




não permite "abusar" em tentar encostar as pedaleiras, porque o Limite de Segurança do 
pneu é insuficiente para tal inclinação. Pelo menos, eu não me atrevi a tentar.



Moto cedida pelo corajoso Robson NicolauVelocidade de 60 km/h










 Esportivas ou Sport Turing: Assim como as nakeds, muito cuidado! Pedaleiras altas e suspensões duras, nos enganam ao atingir as pedaleiras no chão. Porém, os compostos de borracha dos pneus são, geralmente, mais macios. Este fato compensa inclinações mais radicais. 
Cláudio Kaiser, com sua Hayabusa. Velocidade só o Kaiser sabe!
Muitos modelos são calçados com pneus muito duros. Analisem bem esses pneus e modelos e respeitem as inclinações, 
principalmente em entradas  e saídas de
curvas em maiores velocidades.




CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES:
1- Por favor, eu não estou incentivando que você saia por aí fazendo curvas e encostando as pedaleiras no chão. O que eu quero é que você saiba que a moto possui muitos limites de segurança que, se precisar, ela lhe poderá dar, em situações de emergência;
2- Os pneus, nestas fotos acima, foram devidamente aquecidos, antes de entrarem nas curvas. Aquecimento lateral;
3- Pista seca.
4- Acelerações e retomadas de acelerações sem "socos" nas saídas de curvas, com sensibilidade ao "re-acelerar"(para evitar ser jogado com muita rapidez o torque{alguns dizem potência} na roda traseira, evitando derrapagens e quedas.
5- Frenagens dianteiras sempre antes da curva. 
6- Lembrem-se: a força que empurra a moto para o chão é maior enquanto inclinada, por isso acelerar mansamente, progressivamente, dentro da curva, neutralizando a força da gravidade.

Bem, claro que devemos sempre conhecer a máquina que pilotaremos. A prudência e o respeito devem vir em primeiro lugar, do que as técnicas. TER TÉCNICA E NÃO TER COMPORTAMENTO, não irá evitar o acidente.

Estarei a disposição em meus e-mails, para responder as dúvidas da moto que você possui.
Um forte abraço a todos.