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PRÓXIMAS DATAS DO CURSO DE PILOTAGEM DEFENSIVA

PRÓXIMAS DATAS PARA O CURSO DE PILOTAGEM DEFENSIVA:
PRÓXIMO CURSO LIVRE DEFENSIVO, dia 11 de OUTUBRO de 2015 ou escolha sua melhor data em http://www.amaralinstrutor.com.br/eventos/ MATRÍCULAS e INFORMAÇÕES de PREÇOS SOMENTE PELOS FONES 011 4365 2008 ou 011 9 7590 2040 e pelo E-MAIL amaralmoto@globo.com


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TAMBÉM PROGRAMAMOS CURSOS E PALESTRAS FORA DE SÃO PAULO.
Este curso tem a finalidade de conhecer os limites de segurança que sua moto pode lhe oferecer em situações de emergência.
INFORMAÇÕES:
WhatsSapp: 9 7590 2040, Fone: 11-43652008, Facebook amaral.instrutor, e-mail: amaralmoto@globo.com

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Equipamentos de Segurança: Você os Usa?

Queridos amigos, alunos e leitores,

Em tempos de frio é comum usarmos jaquetas, luvas, botas calças grossas e outros tipos de roupagens que nos protegem do frio.

Mas, o motociclista só deve se proteger do frio ou também se proteger no frio?
O que quero dizer que todos nós, apaixonados por motos, também devemos ser apaixonados pela segurança.

A roupagem do motociclista deve ser, em primeiro lugar, para se proteger no frio, no calor... Ou seja, deve ser usados como equipamentos de segurança. Devem, portanto, ser usados até mesmo em clima quente, em nosso verão equatorial, onde a temperatura ambiente chega até mesmo aos 35 graus na sombra. Leia a reportagem abaixo:

"Nos últimos dez anos, o número de mortes aumentou 1.000%. Em 14 estados, óbitos de motociclistas superaram os de pedestres.
Do G1, com informações do Jornal Hoje.
Os acidentes de moto no país somaram dez mil mortos, mais de 500 mil feridos e um gasto de R$ 8 bilhões no ano passado, de acordo com o Instituto Brasileiro de Segurança no Trânsito. Nos últimos dez anos, o número de mortes aumentou 1.000%. A cada minuto, uma pessoa morre ou fica ferida por causa de acidentes com motocicletas. (Veja o site do Jornal Hoje )Muitas das vítimas não usam equipamentos de segurança e nem fazem idéia dos estragos que um acidente pode causar. Quando um motociclista cai de sua moto, o asfalto vira uma lixa no atrito com a pele. E quanto maior for a velocidade da moto, pior para o condutor. O professor de física Beraldo Neto faz o cálculo: se o piloto estiver a 60 km/h ele poderá deslizar entre 20 e 30 metros na queda, dependendo do tipo e das condições da pista. Cair de moto a 36 km/h equivale a uma queda de segundo andar de um prédio. Se o motociclista estiver a 72 km/h e cair, será o mesmo que ele despencar do sexto andar. Já para os pilotos de corrida, que podem se acidentar a 140 km/h, a queda é igual à altura de um prédio de 26 andares. "

Algum tempo atrás, vi um motociclista acidentado, onde o mesmo não conseguia se lenvantar do asfalto, pois estava com a perna machucada e com muitas dores. Ele "fritou" no asfalto quente. Estava somente com uma camiseta básica, da qual se rasgou no atrito do chão.

Eu sei que usar jaquetas em clima quente é muito desconfortável. E sei também que usar equipamentos de segurança NÃO AFASTA O PERIGO DE SE ACIDENTAR, mas PROTEGE ou AMENIZA os efeitos, ou os traumas, de uma possível queda. ( veja os depoimentos comentados no Post " O Amaral Levou Um Tombo").

Em 1995, estava pilotando uma GSX 1100 R e caí na Marginal Pinheiros por pura imprudência de minha parte ( esta história contarei no próximo post ). Eu estava com uma jaqueta de frio, couro de antílope, da qual se rasgou inteira. Estava com calça Jeans que também virou saco de pano. Fiquei semi-nu na marginal, só de cuecas aparecendo meus culhões para a rapaziada toda tirar sarro de mim. Este tipo de roupa me protegeu, embora minha bunda tenha uma marca de queimadura de asfalto quente até hoje. Este machucado me doeu mais quando eu tive que ficar de "quatro" para que o médico fizesse os curativos. Como eu estava sem luvas, tentei segurar a queda com minhas mãos. Amigo! fiquei sem as digitais. Ai como doeu!

Aprendi na marra.

Leia esta outra reportagem abaixo:

'Sobreviventes' agradecem a proteção do capacete
Equipamento salvou a vida de motociclistas em acidentes e assaltos. Caso de Felipe Massa reforça a importância da proteção para a cabeça.
Aluízio Freire e Marcelo Mora Do G1, no Rio e em São Paulo

O comerciante José Santana Ferreira de Souza foi salvo pelo capacete
A boa recuperação do piloto brasileiro Felipe Massa após o acidente sofrido durante os treinos para o Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1 destacou a importância do capacete para absorção de impactos. O equipamento de segurança já representou a diferença entre a vida e a morte de muitos motociclistas que passaram por sustos no trânsito ou com os casos de violência nas grandes cidades.

É o caso do comerciante José Santana Ferreira de Souza, de 30 anos. Há pouco mais de um mês ele pensou, por alguns segundos, que não conseguiria escapar de um acidente de moto. Ele estava atravessando a Ponte Rio-Niterói quando tocou seu celular. Reduziu a velocidade da moto, que naquele momento era de 80 quilômetros por hora, e jogou para o acostamento, para atender a ligação. No entanto, ao reduzir a marcha, uma outra moto bateu em sua traseira.


Bati com a cabeça na pilastra e, por pouco, não caí de uma altura de quase 100 metros. O que me salvou mesmo foi o capacete"
“Senti meu corpo ser jogado para o alto. Bati com a cabeça na pilastra e, por pouco, não caí de uma altura de quase 100 metros. Fiquei alguns segundos pendurado, até que o outro motoqueiro me puxou. Mas, o que me salvou mesmo foi o capacete”, reconhece. José ainda socorreu em sua garupa o outro motoqueiro, que quebrou a perna, levando-o para o Hospital Universitário Antonio Pedro, em Niterói. “Naquele dia estava chovendo muito, a pista estava escorregadia. O motoqueiro veio cortando os carros e não conseguiu parar antes de me atingir. Acho que nasci de novo. Por isso, hoje não ando sem capacete. Sem ele, não temos proteção nenhuma”.

Capacete protegeu Elson Liper em acidente batendo no asfalto.
Apaixonado por velocidade e integrante de um grupo de motociclistas, o jornalista Elson Liper, 47 anos, autor do blog Moto News & Bípedes, com dicas de viagens e condições das estradas, lembra de um grave acidente que sobreviveu graças ao uso do capacete, em 2005, quando trabalhava como correspondente do jornal argentino Clarín, no Rio de janeiro. “Era 17 de fevereiro, dia do aniversário do meu filho. Peguei a moto e segui para casa, comemorar em família. Quando passava pela Rua Visconde de Santa Isabel, na Zona Norte, um sujeito de rua, que depois descobri ser um doente mental, jogou alguma coisa na minha direção que até hoje não sei o que era. Mas, o objeto passou na frente do meu rosto como um torpedo. Perdi o controle e voei longe. Bati pelo menos seis vezes com a cabeça no asfalto. O capacete foi minha salvação”, afirma.
Era um capacete importado, resistente, revestido de fibra e isopor. Minha cabeça estava protegida, graças a Deus"
Elson conta ainda que o capacete ficou deformado no alto, na parte que protege o crânio, nas laterais do rosto, e na parte do queixo. “Era um capacete importado, resistente, revestido de fibra e isopor. Minha cabeça estava protegida, graças a Deus”, agradece, apesar de ter fraturado a clavícula. Após sobreviver ao acidente, ele chegou a mandar uma carta ao fabricante do equipamento e ganhou um outro modelo de presente.

Muitas vezes o motociclista perde o controle porque algum objeto estranho vai de encontro aos seus olhos"
“É preciso usar toda a indumentária de proteção, como luvas, joelheiras e tornozeleiras para reduzir as lesões ortopédicas. O capacete, por sua vez, deve seguir as regras do Inmetro, e ter viseiras para proteger os olhos. Como no caso do piloto Felipe Massa, muitas vezes o motociclista perde o controle porque algum objeto estranho vai de encontro aos seus olhos. Se não tiver proteção, pode sofrer uma lesão no globo ocular”, alerta. Segundo o médico, dá para perceber um aumento de acidentes de motos. “A gente percebe isso na prática. De janeiro a maio, fizemos 553 atendimentos a vítimas de acidentes com motos. É um número absurdo. São quase quatro por dia”, destaca. Ele considera que esse aumento também se deve ao crescimento da atividade de motoboys e mototáxis, além do uso de motos de baixa cilindrada por menores que, na maioria dos casos, não utilizam os apetrechos de segurança. “Essas motos alcançam até 70 km/h. Quem cai a uma velocidade dessas também corre o risco de sofrer uma lesão grave”, afirma.

Uma pesquisa feita com a prefeitura de Mogi da Cruzes, SP, da qual tive o privilégio de participar, em uma das avenidas principais desta cidade, foi observado que 97% dos motociclistas usavam o capacete Muito bom!!! Mas somente 13% usavam este equipamento de forma correta. Muito mal!!!Usem este equipamento de forma que sua bochecha fique ligeiramente apertada. Escolha o capacete que a queixeira não fique encostando em seu queixo ou boca. Compre com viseira 'grossas' e resistentes. A fita jugular deve estar presa ao seu pescoço de forma que não fique muito apertada e nem "frouxa" o suficiente que saia pelo seu queixo.

Capacete aberto? Use-o se sua pilotagem não for agressiva e com poucos riscos. Os olhos devem estar protegidos.

Capacetes escamoteáveis. São práticos e confortáveis. Mas não caia de boca no chão, pois a queixeira pode se abrir com facilidade.

Meus amigos. O bom senso é melhor do que leis. A lei obrigada somente usar óculos de proteção e capacete. O bom senso nos faz refletir que não é somente capacete ou óculos que nos protegem na queda.

Tentem se adaptar a esta "moda" da proteção. Pois moto não só praticidade, economia e prazer. Mas é também "fashion".



Um grande abraço a todos






















domingo, 26 de julho de 2009

Pilotar Em Corredores: Diferença Entre Ultrapassagem E Pilotar Em Corredores








Amigos,alunos e leitores queridos:
Antes de mais nada, gostaria que todos "clicassem" nos posts dos comentários embaixo de cada artigo publicado. Estes comentários são verdadeiros cursos de pilotagem defensiva. Por isso quero agradecer muito a todos que participam com suas experiências e agradecer a solidariedade com suas palavras motivadoras em meu último post. MUITO OBRIGADO.

Bem, que diferença tem entre pilotar em corredores e fazer uma ultrapassagem? Quais são os riscos e cuidados que precisamos ter?
Mas, para focalizarmos muito bem esta situação perigosa e, ao mesmo tempo, necessária, até mesmo para nos proteger, tente imaginar-se que você está pilotando sua moto, em um trânsito lento e pesado, porém um trânsito fluindo, com os carros, ônibus e caminhóes, indo devagar, quase parando, e, de repente, o trânsito pára repentinamente! Agora, o que sobra para você seguir no trânsito? O tenebroso e perigoso "corredor virtual".
Vamos ver qual é o significado de algumas regras de trânsito, para entendermos melhor este assunto:
Primeira Regra: ultrapassagem somente pela esguerda
Segunda Regra: não ultrapassar os limites de velocidade
Terceira Regra: respeitar os limites das faixas de rodagem
Ai, meu Deus! É melhor esquecermos de todas estas regras. Afinal das contas: NINGUÉM, em sua maioria, OBEDECE ESTAS REGRAS!!!!
Então, como se proteger, contra os acidentes, ultrapassando ou pilotando em corredores?
Assim, vamos entender somente três coisas, para nos defender do possível acidente:
1- Faixa de Rodagem: são aquelas que dividem uma pista de rodagem. Podem ser de uma a várias faixas.
2- Pista de Rodagem: são aquelas que levam de um ponto (local) a outro ponto ( outro local) de uma mesma cidade, ou de uma cidade a outra. Podem ser divididas com uma ou várias faixas de rodagem.
3- Corredores: são "faixas virtuais" das quais são inventadas, ou melhor, são formadas por veículos maiores do que as motos, quando estes veículos estão lado a lado, emparelhados e parados em uma faixa e em outra faixa. Prestem atenção que a partir de agora existe outro tipo de faixa: Aquelas separadas por carros e não por pintura no solo(sinalização horizontal, pintadas no asfalto).
Estas definições nos levam a visualizar quando estamos em corredores ou quando estamos ultrapassando.
Muitos acidentes, entre motos x carros e entre motos x motos, até mesmo entre carros x carros, são em ultrapassagens.
Vejam em seu dia a dia no trânsito: quantas motos ultrapassam os carros ( ou caminhões) na mesma faixa?
Quantos carros tentam ultrapassar, também, na mesma faixa quando "forçam" a ultrapassagem, encostando na traseira do outro a sua frente, tentando "passar por cima"?
E quantas vezes você, motociclista, não se sentiu acuado, quando um carro em sua mesma faixa de rodagem, tenta ultrapassá-lo? Ou mesmo quando outra moto tenta ultrapassá-lo no mesmo corredor!!!
De fato, não é somente motos que ultrapassam na mesma faixa ( ou próximo dos carros), mas principalmente carros o fazem , pois aproveitam que a moto é "pequena" e acham que podem ultrapassar com mais segurança.
Embora não há uma estatística oficial, a maioria dos acidentes são nestas "forçadas" de ultrapassagens, principalmente quando o carro ultrapassa, pois nós, os motociclistas, temos menos visão dos espelhos retrovisores ( ponto cego) do que nos carros. Espero que os motoristas saibam disso. E como a moto é versátil e ágil, estamos sempre nos movendo entre uma faixa e outra, ou mesmo dentro da mesma faixa. Desta forma, muitos motoristas não percebem esta agilidade e nos ultrapassam sem cuidado.

Então, como se caracteriza pilotar em corredores?

Lembrem-se: ultrapassagens se caracteriza em "sair" pela esguerda ou pela direita passando à frente de outros veículos em movimento. Ou, também, ser ultrapassado por outros veículos.
Esta atitude envolve precisão, destreza, habilidade e velocidade, pois estamos sempre em "ziguezague". E por estarmos "ziguezagueando", muitos pilotos freiam bruscamente por causa de uma "fechada" de outro veículo, por exemplo. E já sabemos: frear fazendo curvas, a probabilidade de cair é muito maior.
Corredores , assim, significa pilotar quando os veículos maiores estão parados, imóveis, lado a lado em uma faixa e em outra faixa de rodagem, sem a possibilidade de um veículo ultrapassar o outro, ou seja, sem a possibilidade de um carro, caminhão ou moto "sair" de uma faixa para a outra.
Sendo assim, a atitude do motociclista deve ser de um ótimo observador ( leia o artigo sobre previsão, neste mesmo Blog). Prestar muita atenção se em alguma faixa de rodagem, tanto a faixa a sua direita quanto a faixa a sua esguerda, abre um espaço entre os veículos, possibilitando a saída repentina de um carro ou outro tipo de veículo para se aproveitar daquele espaço, ou daquela faixa da qual está agora fluindo (Leia o artigo sobre a Atenção, neste mesmo Blog). Lembem-se, corredores virtuais são quando os veículos estão parados lado a lado. Se uma faixa de rodagem flui, agora já não se caracteriza corredor virtual, e sim se caracteriza ultrapassagem.
Um amado aluno um dia escreveu que: "...todo o motorista ( ou piloto ) defensivo deve sempre observar, e ter, uma área de fuga, uma saída de emergência, uma área de escape..."
Sim, ele está certo. Mas cuidado! A saída de emergência do motociclista é o espaço que sobra de uma faixa de rodagem. Mas esta mesma saída de emergência também é o espaço para outros veículos maiores ultrapassar.
Então, se nas ultrapassagens o piloto deve ter destreza e muita habilidade, muito mais ainda deve ter pilotando em corredores.
Por isso, vamos aconselhar o seguinte:
1- pilotar em corredores é perigoso, os riscos são grandes, pois os motoristas não estão preparados para o fator surpresa.
P.S. FATOR SURPRESA é quando o outro( o motorista) se surpreende com a sua presença repentina ao seu lado quando se pilota em corredores.
2- portanto, use sempre os faróis ( eu aconselho faróis altos, embora seja contra a lei) e lanternas acesas, para serem vistos.
3- buzina? só para alertar, e não para perturbar.
P.S. BUZINA não é freio. Buzinar não lhe dá o direito de imaginar que o motorista sairá da sua frente.
4- treine muito exercícios de "slalow" ( ziguezague) em um curso confiável, e não nas ruas, para poder sair rápido de uma fechada.
5- pilote em uma velocidade compatível a sua frenagem, ou seja, conheça bem a sua moto na capacidade de frear e a distância de parada da moto, caso haja uma "fechada" de um outro veículo.
6- lembrem-se, entre nos corredores se realmente houver necessidade.
7 - se o trânsito está fluindo, pilote atrás dos carros a uma distância que consiga ver o outro veiculo a frente deste carro, seguindo a faixa dos pneus dos carros, ou seja, observe sempre uma área de escape. Esta área pode ser sim, os corredores virtuais.
8- muita atenção ao ser ultrapassado. Se está sendo forçada, saia da frente e deixe ser ultrapassado.
9-evite movimentar-se dentro dos limites da faixa de rodagem. Siga sempre, quando possível, na mesma linha reta.
10- faça curvas abertas, quando são abertas. Faça curvas fechadas quando são fechadas. Siga, portanto, a mesma "linha" da curva. Digo isso, pois a tendência de qualquer veículo é abrir nas curvas ( força centrífuga) ou mesmo fechar demais nestas curvas ( força centrípeda). Muitos motociclistas sofrem graves acidentes, quando estão ultrapassando em curvas no mesmo sentido dos carros
11- se optar em andar em corredores, pilote no corredor da esguerda, pois os motoristas estão um pouco mais preparados, ou acostumados, em ver vários motociclistas neste lado dos corredores.
12- cuidado com pedestre atravessando por entre os carros. A maioria não atravessa na faixa de pedestre, e quando atravessa não respeitam o semáforo.
13- a principal lição para o piloto defensivo é: TENHA PACIÊNCIA. esperar o momento certo para ultrapassar, ou pilotar em corredores, é a forma mais segura em conduzir seu veiculo.
É isso aí, queridos alunos e leitores. Moto é sinônimo de prazer. Para se ter prazer em algo que façamos precisamos gostar. Por isso trate sua moto como seu melhor amigo, como sua amada mulher. "Ame sua moto como a ti mesmo."
Um grande abraço a todos

sábado, 30 de maio de 2009

O Amaral Levou Um Tombo

Queridos alunos e leitores apaixonados por motos,

Vocês já confiaram em uma pessoa a ponto de deixar suas vidas nas mãos da pessoa que confiam? Mesmo que nunca viram esta pessoa, mas sabem que podem confiar nela, pois já ouviram falar dos seus feitos e de sua fama? Por isso confiam!

Um exemplo dessa confiança é depositada a um motorista de ónibus. Nunca o vimos, mas confiamos em seu profissionalismo. Um motorista de táxi. Nunca o vimos, mas temos quase certeza que não haverá um acidente com ele quando estamos dentro de seu carro.

É, pois é. Eu levei o maior tombaço com uma GSX 750 F, do aluno que depositou fé em mim, deixando sua "magrelinha" em minhas mãos, em um curso individual/personalizado, há uma semana atrás. O mais grave disso tudo foi que a confiança dele em mim foi a tal ponto que este aluno estava em minha garupa quando fomos ao chão. Mais incrível ainda, que este aluno foi de uma humildade tão grande, que não reclamou, e continuou o curso comigo.

Joel Stucchi, este artigo é em sua homenagem, e também a todos que andaram em minha garupa nos cursos afora que ministrei.

Mas onde foi que errei?

Bem. No começo do curso sempre analiso alguns aspectos técnicos da moto. O primeiro aspecto é o conceito da moto, ou seja, se a moto é esportiva, naked, street, on-off road, etc. Qual é o objetivo dos projetistas da moto para o uso do piloto. O conceito da GSX-F ( Suzuki) projeta-se para uma característica sporturing. Esta característica nos faz lembrar das CBR XX, das GSX 1300 Hayabusa, das antigas e fabulosas CBR 1000 F e de muitas outras que nos remete ao conforto e ao mesmo tempo as emoções das esportivas, fazendo curvas no limite das pedaleiras e freando espetacularmente. Meu primeiro erro: NÃO considerar este conceito para a GSX-F. Ela é uma excluva moto sport-turing. Mais turing do que sport. Seu chassi denuncia isso.
O segundo aspecto técnico que observo, são os pneus. Precisamos considerar três coisinhas básicas nos pneus: 1- seu perfil se é reto ou abaloado. 2- sua largura em milímetros, com o detalhe das "bordas de ataque"e 3- seu composto de borracha ( mais difícil de analisar). Assim sendo, o meu segundo erro foi NÃO considerar estas três coisinhas básicas.

Antes de iniciar os treinos de curvas, eu deito a moto ( ela parada) até o limite de segurança de moto. Este limite de segurança verifica-se pela"borda de ataque" dos pneus, ou seja, até que ponto a moto pode inclinar nas curvas com segurança, sem considerar a influência do peso do piloto. Geralmente, esta inclinação chega até o limite físico ,ou seja, nas pedaleiras. Meu terceiro erro foi NÃO considerar o limite de segurança do pneu traseiro. Eu inclinei e não chegou as pedaleiras. O perfil do pneu da GSX-F é pouco abaloado. Sua largura, para uma 750 ( não para uma sporturing) é de apenas 150 mm. E seu composto de borracha, não sei dizer ao certo, porém, nos testes de frenagem ela escorregou ( saia de frente) a 40 km/h. Meu quarto erro foi NÃO considerar este "sinal" de "sair de frente" nas frenagens frontais.

É incrivel eu NÃO considerar tudo isso! É inacreditável eu acreditar somente em minha experiência. É ainda pior eu colocar em risco a integridade física e, porque não dizer, a vida de alguém que depositou toda a fé em mim. A do Joel.

Este tombo foi nos exercícios de curvas. Inclinei a moto até o limite físico da moto, encostando as pedaleiras no chão de tal forma que o asfalto ficou marcado pelo aço das pedaleiras. Ultrapassou o limite de segurança ,ou seja, as bordas de ataque do pneu. Acreditei no peso do garupa e do piloto. Mesmo com os corpos retos ( influência do peso) sobre a moto, e mesmo depois de várias voltas, sem escorregar, o pneu super aqueceu, não dobrou o suficiente para aumentar a aderência e, assim, splesh. Lá vai o Amaral e o Joel ao chão. Graças a Deus o Joel não sofreu machucados. Jaqueta e calça jeans salvou sua pele. Se não fossem os 'sliders' na carenagem da GSX-F, também a moto não sofreu muitos danos. Espelho, tampa do motor inferior alguns arranhões. Slider esguerdo torto e um susto de arrepiar.

A GSX-F é uma moto linda e feita para desfilar. Meu erro foi confundir que, só porque é uma 750, com designer esportivo ela pode deitar, correr, frear como se fosse uma autêntica esportiva.

Joel, por favor, aceite minhas desculpas. Não fui humilde em acreditar nos limites da máquina. Obrigado por sua confiança. Agradeço ainda mais por me ensinar a ser gentil, humilde e de ser um cavalheiro, pois, mesmo com esta "gafe" você continuou confiando em mim.

sábado, 16 de maio de 2009

Essência do Motociclista


Queridos alunos e leitores amantes do motociclismo.

Este artigo não nos fala sobre segurança. Não nos ensina a nos defender dos perigos do trânsito. Mas nos insentiva a nos apaixonar. Apaixonar-nos pela liberdade, pela auto estima. Não apaixonar-nos pelo egoísmo, mas respeitar o individualismo.

Não conheço o autor deste excelente artigo. Sei que o nome dele é Fernando Drummond.

Recebi este artigo por e-mail ( amaralmoto@ig.com.br ), postado pelo especialista em R1, Carlos Eduardo.

Leiam e reflitam:

"Estranho personagem, esse tal de motociclista...


Difícil crer que seja possível preferir o desconforto de uma motocicleta, onde se fica instavelmente instalado sobre um banquinho minúsculo, tendo que fazer peripécias para manter o equilíbrio e torcendo para que não haja areia na estrada. Como podem achar bom transportar o passageiro, dito garupa, sem nenhum conforto ou segurança, forçando o coitado a agarrar-se à pança do motociclista, sujeitando ambos a toda sorte de desconfortos, como chuva, ou mesmo aquela "ducha" de água suja jogada pelo carro que passa sobre a poça ao lado, ou de ficarem inalando aquele malcheiroso escapamento dos caminhões em uma avenida movimentada como a marginal Tietê, por exemplo, sem falar da necessidade de se utilizar capas, casacos e capacetes, mesmo naqueles dias de calor intenso. Isso tudo enquanto convivemos numa época em que os automóveis nos oferecem toda sorte de confortos e itens de segurança.
Ar-condicionado, que permite que você chegue ao trabalho sem estar fedendo e suado; "air bags", barras laterais, cintos de três pontos, etc., que conferem ao passageiro uma segurança mais do que necessária; som ambiente; possibilidade de conversar com os passageiros (OS passageiros...) sem ter que gritar e assim por diante.

Intrigante personagem, esse tal de motociclista.
Apesar de tudo o que disse acima, vejo sempre em seus rostos um estranho e particular sorriso, que não me lembro de haver esboçado quando em meu carro, mesmo gozando de todas as facilidades de que ele dispõe.
Passei, então, a prestar um pouco mais de atenção e percebi que, durante minhas viagens, motociclistas, independente de que máquinas possuíssem, cumprimentavam-se uns aos outros, apesar de aparentemente jamais terem se visto antes daquele fugaz momento, quando se cruzaram em uma dessas estradas da vida.

Esquisito...
Prestei mais atenção e descobri que eles frequentemente se uniam e reuniam, como se fossem amigos de longa data, daqueles que temos tão poucos e de quem gostamos tanto.
Senti a solidariedade que os une. Vi também que, por baixo de muitas daquelas roupas de couro pesadas, faixas na cabeça, luvas, botas, correntes e caveiras, havia pessoas de todos os tipos, incluindo médicos, juízes, advogados, militares, etc. que, naquele momento, em nada faziam lembrar os sisudos, formais e irrepreensíveis profissionais que eram no seu dia a dia. Descobri até alguns colegas, a quem jamais imaginei ver paramentados tão estranhamente.

Muito esquisito...
Ao conversar com alguns deles, ouvi dos indizíveis prazeres de se "ganhar a estrada" sobre duas rodas; sobre a sensação deliciosa de se fazer novos amigos por onde se passa; da alegria da redescoberta do prazer da aventura, independente da idade; e da possibilidade de se ser livre e alegre, rompendo barreiras que existem apenas e tão somente em nossas mentes tão acostumadas à mediocridade.
Vi, ouvi e meditei sobre o assunto. Mudei a minha vida...
Maravilhoso personagem, esse tal de motociclista.
Muitas motos eu tive, mas jamais fui um verdadeiro motociclista, erro que, em tempo, trato agora de desfazer.
Mais que uma nova moto, a moto dos meus sonhos.
Mais que apenas uma moto, o rompimento dos grilhões que a mim impunham o medo e o preconceito e que por tanto tempo me impediram de desfrutar de tantas aventuras e amizades.

Deus sabe o tempo que perdi e as experiências que deixei de vivenciar.
Se antes olhava-os com estranheza, mesmo sendo proprietário de uma moto (mas não um motociclista), vejo-os agora com profunda admiração e, quando não estou junto, com uma deliciosa pontinha de inveja.
O interessante, é que conheço pessoas que jamais possuíram moto, mas que estão em perfeita sintonia com o ideal motociclista.
Algumas chegam até mesmo a participar de encontros e listas de discussão, não que isto seja imprescindível ou importante. O que importa é a filosofia envolvida.
Hoje, minha esposa e eu, montados em nossos sonhos, planejamos, ainda timidamente, lances cada vez maiores, sempre dispostos a encontrar novos velhos amigos, que certamente nos acolherão de braços abertos.
Talvez, com um pouco de sorte, encontremos algum motorista que, em seu automóvel, note e ache estranho aquele personagem que, passando em uma motocicleta, com o vento no rosto, ainda que sob chuva ou frio, mostre-se alheio a tudo e feliz, exibindo um largo e incompreensível sorriso estampado no rosto.
Quem sabe ganharemos, então, mais um irmão motociclista para o nosso grupo.

Fernando Drummond"

domingo, 19 de abril de 2009

PODER, Velocidade e Motos







Queridos alunos, alunas e apoiadores leitores. Este é um post baseado em um acidente a pouco tempo em uma de nossas estradas no Brasil

Tentem adivinhar esta charada:
O que é, o que é: começa pela cabeça, depois avança para o coração e depois domina o corpo de tal forma que você perde o controle de si mesmo?
A resposta: P O D E R

No dicionário PODER se define assim: "...ter possibilidade de ... ou autorização para...Estar arriscado ou exposto a... Ter ocasião e oportunidade para..."

Nos cursos que participei sempre dizia aos meus alunos que não há lei e nem ninguém que possa nos impedir de fazer o que quisermos fazer, inclusive andar em excesso de velocidade, pois temos o livre arbítrio de escolher o que queremos. Porém, este tipo de PODER tem que ser seguido a assumir a responsabilidade dos atos escolhidos. Melhor ainda dizer: ter o PODER de escolher em usar o bom senso.
Acima eu citei a frase: excesso de velocidade o que é muito diferente de alta velocidade.

Por favor, se atentem aos diferentes tipos de velocidades para compreenderem melhor o que quero dizer:
1- velocidade máxima: é aquela que é determinada pela lei. No Brasil, a velocidade máxima permitida é de 120 Km/h

2- velocidade mínima: é aquela metade ( 50% ) da velocidade máxima do local. Ou seja, se no local é 120 km/h, 50% disso é de 60 km/h.

Isto significa que não é somente pilotar acima da lei que poderemos sofrer algum acidente. Mas pilotar abaixo da mínima também poderemos sofrer algum acidente.

Então, qual a velocidade que deveríamos escolher para pilotar? Qual é a velocidade que, com certeza, não possibilitaria a um acidente grave?
Resposta: é a velocidade que, quando você precisar parar a moto ela páre! é a velocidade que quando você precisar desviar do objeto de perigo ela desvia!

Assim, fiquem atentos ao 3o. tipo de velocidade, que não está na lei, mas é melhor do que a lei:
3- velocidade compatível: é aquela velocidade compatível aos riscos, aos perigos que uma via ( ruas, estradas etc) podem ter.

Quais os riscos de uma Via Ahanguera? Trânsito de caminhões, animais atravessando a via, crianças empinando pipas, policiais ajudando vítimas de acidentes, portanto distrações de outros motorista para ver tal acidente, portanto trânsito lento, portanto riscos de colisões traseiras, portanto riscos de desviarem para o acostamento, portanto riscos de atropelarem pessoas, o que é pior, matarem cidadões ajudando vidas.
O que é mais incrível, acidentes que poderiam ser evitados se não fosse a força que tem ou de se sentir o poder do PODER

Queridos, não sou falço em dizer-lhes que a velocidade é fascinante. Mas o bom piloto, não importa a máquina, a potência ou a cilindrada, é aquele que controla seu poder, seu livre arbítrio, e entender, em reconhecer e em respeitar os riscos que a velocidade pode trazer.

Por isso podemos distinguir a diferença entre excesso de velocidade e alta velocidade: nas estradas alemãs pilotar acima de 200 km/h é normal ( existem estradas para isso). O índice de acidentes lá é mínimo. Além do mais os cursos para se adquirir uma carteira de habilitação é extremamente difícil e competente. Isso é exemplo de alta velocidade. Alta velocidade agente vê, também, nas pistas de corridas. Onde os pilotos tem certeza que os riscos são mínimos.
Excesso de velocidade é igual ao excesso de confiança, igual ao excesso de PODER e falta de humildade de reconhecer que não conseguimos controlar nossas emoções em cima de uma moto. É mais difícil de controlar esse PODER sobre uma Super Esportiva, pois estas motos nos expõe a uma emoção quase incontrolável. São motos que nos dão segurança. A sensação de PODER é muito grande, ainda mais com roupas especiais, que aumenta esta sensação de segurança, e que sem dúvida, nos protegem ( protegem aos pilotos que as usam).

Desculpem pelo desabafo. Mas tenho certeza que poderemos evitar muitos acidentes se controlarmos nossas emoções, nosso PODER. As motos esportivas estão aí, com suas tecnologias avançadíssimas, com controles de tração, suspensões maravilhosas que dão inveja as "Ferraris" da vida, com embreagens deslizantes, pneus fantásticos, largos e cheios de aderência. Mas que não conseguiram evitar um trágico acidente. Pior do que perder 50, 60 ou 70 mil ou mais reais, foi perder um pai, um socorrista, um policial que cuida de nossa segurança. De perder uma vida.

www.rockriders.com.brReinaldo Lobo, obrigado por mais essa ajuda.


segunda-feira, 30 de março de 2009

Um Breve Relato Das Custons







Queridos alunos, alunas e amigos leitores.

Antes de mais nada, peço-lhes desculpas pela falta de consideração por, ainda, não ministrar os cursos práticos defensivos. Principalmente por aqueles que se inscrevem no curso Akira Motos e por aqueles indicados pelos alunos que já fizeram o curso. Estou com esperança que teremos, em breve, o apoio da Prefeitura de São Bernardo do Campo, SP, Brasil, em consentir um espaço seguro para todos os interessados.

Bem, Ronaldo Marques é um aluno que ainda não fez o curso defensivo prático. Porém, ele escreveu para meu e-mail ( aliás, fez a inscrição on line para o curso Akira de Pilotagem ) sobre dúvidas de pilotagem.

Aqui está o relato com suas dúvidas, e a resposta sobre isso. Esta é uma cópia dos dizeres meus e dele em meu e-mail. Acho que vale a pena ler, pois estamos falando de motos estilo Custons, onde pilotar estas magrelinhas é uma arte:
"...
Já dirijo motos à alguns anos ( Custom ) mas com muita insegurança ainda por isso gostaria de poder participar de um curso profissional para avaliar e melhorar as técnicas de pilotagem segura.

Se você souber ou puder indicar ( ou você mesmo executar ) este tipo de curso ( mesmo que seja pago) na região do Butantã fico muito agradecido... atualmente estou com um Shadow 600 mas estou em vias de mudar para Boulevard 800 ou Bandit 1250."

"Eu me lembro de quando a Honda lançou esta moto, pois era um sucesso a configuração de seu motor: 2 cilindros em "V" com três válvulas em cada cilindro e duas velas de ignição por cilindro. Seu torque era muito bom e até hoje é uma moto muito procurada por apaixonados por Custons.
O que eu vou falar sobre esta moto é baseada nos cursos de pilotagem, junto com os alunos. Coincidentemente, houve um curso que estavam juntas a Shadow 600, 750, a Boulevard 800 e a 1500 e uma HD 883 R.
São motos "difíceis de pilotar,pois foram feitas para andar direcionalmente, ou seja, curvas abertas e retas. As configurações de chassi, ângulo de caster e trail, largura de pneus frontais e etc causam esta dificuldade. Veja bem, quando eu falo em dificuldade na pilotagem, não significa que não sejam prazerosas e, conhecendo bem estas máquinas e seu comportamento, tornam-se fáceis. Mas prepare-se. Quando conhecer bem, vai até raspar pedaleiras no chão ao fazer curvas.
No Blog, o artigo "
Rebolar em Cima da Moto? Que Papo Estranho é Esse?" tento esclarecer a maneira mais fácil de se fazer curvas: inclinar mais a moto e deixar o corpo reto. Na Shadow 600 pode fazer isso com facilidade. Na Boulevard 800 também, embora exija mais força do piloto. Na Boulevard, graças a suspensão upside dow frontal, pode até mesmo exagerar nas curvas mais rápidas, inclinando o corpo junto a inclinação da moto.
Em outro artigo do Blog:"
Frear....Ai Que Medo!!!" falo da importância de se frear com mais força o manete dianteiro, pois a concentração do peso sobrecai a roda diantera. Na Shadow 600 não siga este conselho. Na verdade, na maioria das Custons não deve seguir este conselho. O perfil de pneu mais fino dianteiro, somado ao ângulo de caster maior e peso de massas mais concentrado na traseira, faz com que tenha uma tendência de "escapar" mais a frente, nas frenagens emergenciais. Mesmo com Custons mais potentes e de maiores cilindradas e perfis de pneus dianteiros mais largos, existe esta tendência. Por isso, prefiro aconselhar em dar força no manete dianteiro e no pedal traseiro com igual intensidade, para uma melhor performance nas frenagens. Na Boulevard 800 é muito diferente. Sua suspensão dianteira é fantástica. Parece que está pilotando uma Naked customizada. Ela possui um "DNA" esportivo que aceita curvas mais fechadas e fáceis de fazer e impressionantes frenagens. Pode seguir o conselho de frear,de modo eficiente, como se falou no artigo do Blog citado acima.
Gosto da Suzuki M 800. Não vi nenhum aluno que falasse "mal" desta custon. Vale a pena comprá-la, se ainda prefere este estilo.
Agora, a Bandit...
Um grande abraço."

Ronaldo, e muitos que pilotam suas incríveis e confortáveis Custons, espero tê-lo e tê-los ajudado neste pequeno relato sobre as custons.

Aqueles que pilotam este estilo, mandem suas experiências e comentários.Podem ter certeza, estaram ajudando muito na pilotagem segura.

Um grande abraço a todos

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Habilidade Comportamental X Habilidade Técnica. Qual a Mais Importante?


Queridos alunos, alunas e leitores amigos,

Este artigo é o último de uma série que mostra a importância de uma pilotagem, digamos, comportamental, pois estamos falando de atitudes humanas, que independem de técnicas aprendidas em moto-escolas ou cursos práticos de pilotagem.

Estas atitudes são chamadas de Atitudes da Pilotagem Defensiva, a saber: , Conhecimento, Atenção, Previsão, Decisão e, hoje, Habilidade. Ainda falaremos de outras duas atitudes, um pouco polêmicas, mas importantes. Aguardem.

Mas antes de falar da Habilidade, se me permitem, quero mostrar um exemplo de atitude que se enraizou na mente de um participante de nosso Blog ( por sinal, ainda não fez o curso prático comigo), quando ainda era criança, ao observar as atitudes dos outros, aprendendo assim, a confiar mais em seus "instintos":

" Quando tinha 2 anos de idade, meu avô foi atropelado e veio a falecer em decorrência desse acidente. Ele sempre dizia que os motoristas não eram doidos de lhe atropelar, então não dava muita atenção quando atravessava as ruas, numa dessas, o fatídico acontecimento. Mas ele estava enganado, um engano que lhe custou a vida.
Desde que eu era criança eu tenho isso em mente, e só depois que eu li esse texto foi que eu vim a perceber que eu, por instinto, já fazia isso com frequência. O que eu percebo no dia-a-dia é que no trânsito estamos completamente sós, por nossa conta e temos que cuidar de nós e dos outros, como motoristas e pilotos conscientes que somos.

Amaral, estás de parabéns pelo blog. Espero, assim como eu tô aprendendo muito, um dia poder retribuir com alguma experiência vivida por mim ou aprendida de alguém, e sempre procurando aprender mais e mais, por que a decisão correta pode ser a diferença entre a vida e a morte, da gente e de outras pessoas.

Grande abraço.

Anderson Castro

17 de Janeiro de 2009 19:06
"

Obrigado, Anderson. Seu exemplo nos mostra o quão importante é seguir suas decisões, e não acreditar nas decisões que achamos que outros vão tomar, pois os outros podem tomar decisões erradas, que para eles estão certas, que pode custar a nossa vida.

E neste exemplo podemos definir, afinal, o que é Habilidade Comportamental e Habilidade Técnica. Habilidade pode ser um dom, ou aprendemos com o tempo, treinando e estudando. Airton Senna tinha um dom, que foi aperfeiçoado com o tempo. Valentino Rossi parece que nasceu com duas rodas ao invés de pernas, mas se aperfeiçoou em suas técnicas treinando e treinando. Meus alunos chegavam no curso prático achando que nunca iriam fazer uma curva deitado, sem usar a embreagem e quase encostando as pedaleiras no chão. No final do curso, viram que isso era possível. Conheceram seus limites e os limites de suas magrelinhas. Isso é Habilidade: conhecer e colocar este conhecimento em prática.

Há alguns anos um aluno, com seus 60 anos de idade, estava em sala de aula ouvindo minhas explicações sobre técnicas de frenagem, cálculos de distância de seguimento de um veículo da frente em segundos, curvas, etc... De repente, ele se levanta da carteira e fala: "... Amaral ( solta um palavrão daqueles), eu pensava que sabia dirigir, mas você está me ensinando coisas que eu nunca pensei que existisse..."
O mais interessante de tudo isso, é que aquele aluno nunca havia se envolvido em nenhum acidente grave. Oras, que tipo de habilidade ele tinha? Habilidade técnica? NÃO!!! Mas sim Habilidade Comportamental.

Olhem bem: que adiantaria se este aluno fosse o Az do volante, um Senna da vida, um Mike Dohann com o DNA de Valentino Rossi se ele não tivesse o comportamento, ou o caráter, ou a personalidade de aceitar seus limites e de respeitar seu próximo no trânsito? Que adiantaria se seu comportamento fosse de atitudes como: Conhecimento sem praticá-lo, de Atenção sem prioridades, de Previsão mas duvidando que nada de ruim pode acontecer com ele, só com os outros, de Decisões erradas e, o pior de tudo, de achar que tem Habilidade técnica o suficiente e, assim, desviar de todos os perigos e de tudo, pois "eu sou o melhor motorista ou piloto de todos."

Em uma outra turma, com alunos profissionais que dirigiam carretas com produtos perigosos, quando estava falando do efeito do álcool na direção na mente do motorista, ele interrompeu a aula dizendo-me: "... Amaral, eu nunca vou deixar de me divertir com minha família, deixando de lado minha cerverjinha, só por causa do que você está explicando..."

De fato, meus queridos alunos, minha profissão é aplicar a Pilotagem Defensiva aprimorando as Habilidades Técnicas. Mas eu digo uma coisa: " Quem morre afogado é aquele que sabe nadar". Portando, deixo a frase que vai registrado no final do certificado de conclusão de meus cursos particulares: " Nenhuma técnica ou nenhum conhecimento que adquirimos neste curso é válido se não aplicarmos o uso do bom senso".

Lembrem-se sempre daquela frase que eu digo no final do curso ( frase esta que não é minha ): "Moto não foi feita para cair, mas foi feita para pessoas equilibradas."
Minha homenagem a este artigo são para meus alunos de Direção Defensiva do Centro de Treinamento de Trânsito, CT-TRAN, de São Caetano do Sul. Em especial as turmas de reciclagem e renovação.

Um grande abraço a todos.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Oração Do Motociclista

Prezados alunos e amigos apaixonados por motos,

Foi um ano maravilhoso, pois aprendi mais do que ensinei. Aprendi a ser humilde por ver a sinceridade de vocês de dizerem a mim: "Amaral, não sei nada!!" Pois é, sou eu quem não sabia nada. Cada aula dada esperava uma enorme dificuldade de relacionamentos entre alunos e entre mim. Mas que nada!!! Aprendi a como fazer amigos. Que ano!!! Quanta amizade eu consegui. Choro quando sei que algum aluno meu sofreu um acidente, pois mais que um aluno, são meus filhos. Ora!!! Pra não dizer que sou tão velho assim, é melhor dizer que vocês são meus amigos, irmãos. Mas tenham certeza, meus sentimentos é que todos vocês são meus filhos. Lembro de todos os finais de curso, que, quando chegava em casa, dizia a minha esposa:" que privilégio eu tenho, consegui mais um bocado de amigos. Consegui mais filhos!"

Queridos e queridas: desejo a vocês muitos Km de vida cheio de felicidades em cima de sua magrelinha em 2009. Para àqueles que ainda não conheci pessoalmente, saibam que minha ansiedade de conhecê-los e de compartilhar experiências sobre pilotagem segura é muito grande. Pois quero ter mais amigos, quero ter mais filhos.

Dessa forma vou compartilhar com vocês uma Oração do Motociclista. Esta oração faço sempre antes de sair com minha moto. É uma oraçao que não depende de religião, mas de fé:

" Deus, Todo-Poderoso, de misericórdia e amor, em nome de Teu Filho Jesus lhe peço:
Dai-me,por favor,tua proteção ao pilotar esta moto
Dê-me atenção aos outros, para que eu possa ver o perigo e me livrar dele
Dê-me reflexo, para eu possa desviar dos erros dos outros e evitar o acidente
Dê-me auto domínio emocional para tolerar a falta de relacionamentos que existe entre pessoas dentro do trânsito
Dê-me prudência pois sei que ter habilidade não basta para evitar o acidente
Dê-me juizo,pois sei o poder que sinto quando a euforia e o sentimento de liberdade me domina quando estou pilotando meu sonho de duas rodas faz-me esquecer que sou fraco
Enfim, meu Deus, faça-me lembrar que sou pequeno. Faça-me lembrar que sou igual aos outros, com os mesmos erros e as mesmas ansiedades de todos. Portanto, me proteja de não ser orgulhoso, e dá-me humildade para reconhecer as minhas fraquesas."

A todos que conheci e que ainda conhecerei pessoalmente: Feliz Natal e muitoas felicidades em 2009.

Muito obrigado por tudo.

P.S Ano que vem vamos continuar o curso de pilotagem com o TÍtulo: Habilidade Comportamental x Habilidade Técnica Qual a mais Eficaz?

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Decidir Certo Ou Errado? O Que Fazer?

Saudades de nossos cursos práticos, queridos alunos e amigos leitores.

Hoje vamos falar de uma atitude curiosa, para continuar nosso curso teórico de pilotagem defensiva: DECISÃO.

Até agora já falamos do CONHECIMENTO, ATENÇÃO e PREVISÃO, nos artigos anteriores a este. Tivemos privilégios de contar com exemplos de alunos sobre alguns assuntos e continuo esperando sua experiência para publicar em nosso Blog.

DECISÃO. Decidir como e em que fazer para evitar um acidente? Afinal, que decisão tomar em um momento de eminente perigo? Frear, desviar, rezar, usar o ABS da moto ( Antes de Bater Salte). Qual será a decisão certa a tomar?

Nos cursos práticos sempre tentava distinguir duas coisas: usar o instinto de sobrevivência ou usar a razão em momentos de decisão difícil?

Lembrem-se: há tres tipos de decisões:
1 decisão certa
2 decisão errada
3 indecisão

O problema disso tudo é que saberemos que tomamos a decisão certa ou errada depois que decidimos. Mas uma coisa é muito certa: a indesisão é a mais cruel, pois os outros que estão no trânsito com você ficam também indecisos em evitar o pior.

Um outro tipo de decisão é aquela que tomamos pelos outros. Olha só este exemplo e vejam se não aconteceu com você também:

" ...estava na Av.Paulista, em um domingo frio. Os semáfaros estavam verdes para mim. Porém, aproximando-me nos cruzamentos da Paulista com a Brig. Luiz Antônio percebi que um ônibus estava em uma velocidade não compatível que pudesse parar no semáforo. Oha só a minha
decisão: não vou parar, o semáforo está aberto para mim. Este irresponsável ( a saber o motorista do busão) é que tem de parar, pois é ele que está errado. Eu estou certo, pois estou na preferencial ... Advinha se o ônibus parou! Simplesmente eu decidi pelo motorista do Bus. A minha decisão era para que ele parasse, não eu"

Olha este outro exemplo:

"...parei no sinal vermelho junto com outros carros ao meu lado, na primeira fila. De repente o carro do meu lado direito avançou o sinal. Na inércia eu fui junto, acreditando que o sinal se abrira para mim e para os outros. Que nada!!! O sinal ainda estava fechado. Pela atitude do outro eu imitei a mesma atitude. Avancei o sinal vermelho, pensando que estava aberto. Decidi pelo motorista do lado e não decidi por mim."

Estes dois exemplos mostram decisões erradas, pois ao invés de decidir por si mesmo esperamos que os outros decidam por nós ou decidimos pelos outros: ah! ele não é louco de cruzar a minha frente... Ele está me vendo.... Eu buzinei e ultrapassei, mesmo assim ele me fechou, como que ele não me ouviu? Ele...Ele...Ele.. Como saberemos se ele viu, ouviu e se ele estava atento a você? Nessas horas é melhor decidir em esperar o momento certo de agir. Ter certeza da situação e agir. Decida por si e não espere os outros decidirem por você.

Queridos leitores, para que possamos decidir certo é imprecidível que juntemos as atitudes da ATENÇÃO e da PREVISÃO. Atentos estaremos olhando o semáforo e não o motorista que avançou o sinal ( leia o arigo Qual é a Sua Prioridade? Onde Focaliza a Sua Atenção?) . Prevendo estaremos com a mão leve no acelerador ao cruzar uma avenida, mesmo sendo a nossa preferencial, pois saberíamos que alguém poderia errar e cruzar a nossa frente no sinal fechado para ele ( leia o artigo Destino, Azar, "Chegou a hora". Deus quis...).

É isso mesmo. Decida firme. Para isso é necessário que tenha muita intimidade com a sua "magrelinha". Que tenha um autodomínio de suas atitudes, reconhecendo seus limites e, principalmente, suas fraquezas. Assim, sua decisão não será de ultrapassar o desconhecido.

Dessa forma poderemos distinguir o instinto com a razão. Usar o instinto é decidir sem pensar. Usar a razão é decidir certo, pois estaremos em pleno conhecimento das circunstâncias, dando prioridade a segurança.

Perceberam que até agora, neste curso teórico, que as atitudes do Piloto Defensivo como Conhecimento, Atenção, Previsão e Decisão dependem um do outro para darem certo?

No próximo artigo falaremos da atitude da Habilidade. Como se explica que os acidentes acontecem mais com os experientes do que com os novatos? Aguardem.

Na revista Moto Max, número 31, do mes de Novembro de 2008, há um artigo muito bom sobre dicas de pilotagem. Leiam: "10 Atitudes Simples que podem Salvar Sua Vida"

Um grande abraço para todos.


quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Destino, Azar, "Chegou a hora". Deus quis...


Queridos alunos e leitores. Vamos continuar o nosso curso teórico de Pilotagem Defensiva. Vamos falar da PREVISÃO.


Lembrem-se sempre da pergunta: Pilotar se defendendo do que? Nunca deixem de buscar a resposta a esta pergunta, pois sempre achará várias respostas.

Eu acho esta atitude da Previsão uma das ações humanas mais importantes e polêmicas. Vejam esta história real: " "...alguns anos atrás, eu estava ministrando um curso de adaptação a moto junto a vários pilotos, para conhecerem um pouco mais da Twister. Estávamos na Marginal Tietê, quando um motoqueiro, ao ultrapassar muito rente um caminhão, foi atropelado morrendo na hora. Guardando o corpo e aguardando a perícia chegar, um outro motoqueiro parou ao meu lado. Vendo o corpo já coberto, este motoqueiro, que chegou rasgando o asfalto, comentou comigo: "...tá vendo? Este é o nosso destino..." Sem mesmo dando tempo de eu fazer algum comentário, ele saiu com sua Titanzinha da mesma forma que chegou, rasgando o asfalto." " Se este for o destino de todo motoqueiro é melhor não ultrapassar um caminhão tão rente assim! Ele, pelo menos, poderia ter me perguntado como foi o acidente, para, ao menos, aprender com o erro dos outros, e, quem sabe, usar a Previsão antes de ultrapassar um caminhão.

PRÉ-VISÃO. Ver os acontecimentos antes que ocorram. Sentir qual a probabilidade dos riscos e se antecipar a eles. É fácil??? Não!!! Pois para o ser humano nunca entra em nossa cabeça algo que possa dar errado conosco mesmo. Só com os outros.

Aquela velha frase:..." isso nunca vai acontecer comigo...só com os outros..." é intrínseca em nós mesmos. Antes de sair de casa pedimos pra Deus, para os anjos, para os Santos e para o destino que nada de ruim possa acontecer conosco. Quando, então, acontece, a culpa foi de...? menos a nossa, pois pedimos a proteção divina mas não aconteceu. Chegamos até mesmo a dizer que não estava com sorte hoje. Foi a falta de sorte o motivo do acidente!

Este exemplo acima. Se o motociclista ultrapassasse o caminhão mais longe dele, ou mesmo esperasse a hora mais segura, ele seria atropelado? Qual seria o destino dele? Sem dúvida, seria o de chegar em casa vivo.

Queridos, vejam este outro exemplo verdadeiro:..." Via Anhanguera, perto da saida de Limeira SP. Um ônibus com 40 passageiros aproximava-se a uma intensa fumaça na estrada. O motorista não tinha certeza de onde vinha a fumaça, pois confundia com queimadas ou coisa parecida. Resolveu prosseguir. Dentro da fumaça perdeu a direção do ônibus e colidiu-se com um caminhão que transportava Diesel, que já estava acidentado no canteiro central da Anhanguera. As 40 pessoas morreram!!!. Um outro ônibus, que vinha atrás,viu que o da frente passou a fumaça, e resolveu fazer o mesmo. "Pois se ele passou, também eu posso passar", não é mesmo? Mais 16 pessoas morreram!!!"

Será que a história acima prova que foi o destino, o azar, ou mesmo foi que Deus quis ou chegou a hora daqueles que morreram sem mesmo poderem de se defender?

Como este acidente poderia ser evitado? Poderia ser evitado se o motorista do primeiro ônibus parasse antes da fumaça e não ultrapassasse a mesma, não é mesmo? Se usasse a atitude da PREVISÃO, os riscos seriam seriamente analisados, respeitados e não responsabilizaria o destino, Deus ou as estrelas pelo acidente. A responsabilidade de um só ceifou a vida de muitos. Era melhor dizer que a responsabilidade de um só salvaria a vida de muitos.

Quero dizer-lhes que é só nossa responsabilidade de prever os acidentes, pois está em nós o conhecimento dos riscos e cabe a nós analisarmos este riscos "PRÉ-VENDO" os possíveis acontecimentos. Por isso esqueçam a velha frase:"... só acontece com os outros..." Agora, lembrem-se sempre de outra frase:...se acontece com os outros, porque que não pode acontecer comigo também...?" Será que Deus, o destino, os anjos, as estrelas, etc. etc.etc... só está do meu lado e não do lado dos outros?

A partir de hoje, saia nas ruas e procurem ver um acidente qualquer. Comece a analisá-los. Imaginem-se se não poderia ser você que estava naquele acidente, ou melhor, imaginem-se como você poderia evitar este acidente. Perguntem-se: como ocorreu este acidente. Estava em alta velocidade? Fez a curva muito aberta? Não viu o sinal vermelho? Com esta análise, você conseguirá ver situações que poderiam muito bem serem evitadas, pela ação puramente humana.

Previsão é Conhecer as situações de riscos, tomar, assim, a devida Atenção e evitar o acidente. Analisem, então, estas frases:

- "atrás de uma bola sempre vem...? Na frente de um ônibus parado sempre passa...? Em um cruzamento com semáforo sempre alguém ultrapassa...?

Conseguiram responder? Se sim, estão praticando a Previsão.

Mas, vejam esta outra história, publicada pelo nosso irmãozinho Reynald Lobo:

"Veja isso, estava eu com uma biz, o meu irmão com uma twister saindo do condominio, na saida ele pegou a minha frente e após 150 metros, no CORREDOR atravessa um cidadão, que não quis atravessar na faixa a 50mts adiante, e sem ter como desviar, meu irmão bateu em cheio no cara (no estómago quase mata o cara), se desequilibrou-se e bateu na lateral traze ira de um carro que estava no corredor!!!

Que treta, resultado um joelho machucado ingessado e vários ematomas no corpo, eu estava atraz dele e por pouco engavetei na trazeira da moto dele...
Se tivesse sido a Biz teria morrido cara!

Aprendemos com o erro dos outros: Seja cauteloso...
Adiante-se a reação...
Imagine o perigo...
Tenha paciência...
Alguém lhe espera em casa!

E um ditado diz que "Não corra mais que o seu anjo da guarda possa voar"...
Esse foi o meu acedente

Reynald Lobo "

Valeu Reynald. Existe uma estatística na qual 43% dos acidentes ocorrem entre os 5 a 10 minutos depois que saimos de casa. Nunca imaginaríamos que ocorreria um acidente logo perto de nossa casa, pois conhecemos bem o caminho, o trânsito, enfim, o cotidiano daquele ambiente. Nossas atitudes estão relaxadas, preocupados com o chegar ao trabalho, a escola... Assim, nossa Atenção não é focada para os riscos do trânsito, pois estamos acostumados com o cotidiano e preocupados com outras coisas ( leiam o artigo neste Blog Qual é a Sua Prioridade? Onde Focaliza a Sua Atenção?) . Nunca iríamos imaginar que um pedestre, sem atenção, pudesse atravessar fora da faixa, no meio do corredor!!! Poderíamos imaginar? Sim ou não? Imaginar é usar de Previsão. Nas vias onde não pode de jeito nenhum transitar pedestres, como na Marginal doTietê, é onde se registra o maior número de mortes de pedestres atropelados. Dá pra acreditar? Acredite sim! Nunca a frase "nunca subestime a capacidade de os outros errarem.." foi tão bem aplicada.

Exercite a Previsão. Antes de sair de casa concentrem-se no que pode se esperar nas vias. Quantos motoristas lhe fecharão,quantos pedestres atravessarão fora da faixa, quantos animais passarão a sua frente. Prestem Atenção nas atitudes dos outros, seus comportamentos e jeitos. Pode ter certeza, muitos acidentes poderão ser evitados se, como o Reynald Lobo, acima citado, disse: " adiante-se a reação.." ( Leiam o artigo da revista Duas Rodas n. 395 )

Para terminar, olha esta história fictícia: " Um cidadão, crente em seu destino de que nunca iria morrer cedo, estava mergulhado até o pescoço por causa de uma enchente ocorrida após uma chuva muito forte. Sentido o perigo, resolveu subir até o telhado da casa, fugindo, assim, da enchente. Mas, a chuva corria solta e mais forte ainda. A enchente chegou até o telhado. Os bombeiros chegaram com um barquinho para resgatá-lo, mas ele não quis ser resgatado, pois o destino não era que ele se afogasse. Um helicóptero foi acionado para ajudar o pobre cidadão, mas não quis ser ajudado, pois Deus não iria lhe tirar a vida tão jovem. Afinal, era um cidadão bom, honesto e sempre, às noites, rezava pedindo proteção e iluminação de seus caminhos. Bem, acabou sendo afogado. No céu encontrou-se com Deus. Revoltado disse para o Todo-Poderoso: meu Deus, sempre fui um bom homem, sempre fui um cidadão que pagava meus impostos em dia, sempre dei gorjetas ao mais pobre, eu até mesmo assistia as aulas do chato Amaral!!!. Por que me tirou a vida assim? Deus lhe respondeu: mandei-lhe um barquinho e até mesmo um luxuoso helicóptero para lhe salvar?! Você é que não quis ser salvo!!!" Moral da história: Todos nós temos livre arbítrio, livre escolha, graças a Deus. Só cabe a nós escolhermos os caminhos melhores, sem riscos a vida, pois Deus nos deu oportunidades maravilhosas para se viver feliz. Mais felicidade do que está pilotando nossa moto e viajando neste mundão afora? Moto é muito bom e Deus nos deu este privilégio de ter uma. Mais do que este privilégio é termos atitudes responsáveis para escolher o que Deus, o destino, os anjos, as estrelas etc. querem, a saber: V I V E R.

Ufa!!! Acabou. A semana que vem falaremos da Decisão. Qual delas tomar? Vamos analisar as decisões certas e erradas.

Um grande abraço a todos.

domingo, 5 de outubro de 2008

Pilotar em "Corredores". Que escolha Difìcil!!!

Galera, esta situação passada pelo meu querido aluno ( agora mestre) merece muita atenção. Isto acontece muito em vias públicas. Prestem atenção a este relato do Julio, depois vamos comentar com mais detalhes:


"Meu amigo Amaral,
há tempos tenho pensado em fazer-te uma pergunta sobre pilotagem.
Você me conhece bem e sabe o quão cuidadoso sou em cima da minha moto, alias, no final daquele nosso curso você sempre dizia:- que a moto não foi feita pra cair e deve ser utilizada por pessoas de equilíbrio.
Deixando a filosofia “pratica” de lado, vou direto ao assunto.
No transito, em vias publicas normais” o motociclista deve andar no “corredor” ou pode se manter atrás dos veículos?
Essa pergunta tem um significado, tenho percebido que varias vezes, varias nem tanto, algumas vezes sinto que vou ser engavetado pelo veiculo que vem atrás de mim, pois nem sempre na hora de reduzir forte, consigo sair para o corredor para me proteger.
Hoje, neste sábado 04 de outubro, estava calmamente andando pela rua da Academia, e estava trafegando na faixa da esquerda, como um veiculo normal, e inesperadamente um jovem que estava estacionado do lado esquerdo junto ao meio fio saiu com seu carro sem sinalizar.
Moral da historia;
Peguei o cara na lateral direita, graças a Deus não cai, mas fui levado meio que de carona, ate a faixa da direita. sorte que não vinha ninguém ao nosso lado, pois no horário de almoço e sábado aquela rua é maldita de transito. Acho ate que se tivesse transito, ele teria tomado mais cuidado.
Paramos e ele desceu todo bravo, mas quando eu abri meu capacete e ele viu que eu não era muleque, abaixou a voz, azar dele, ai eu cresci ainda mais...hahahahah!!!!!!! e ele foi pediu desculpa e foi embora sem a estrutura toda do retrovisor direito e com o carro arranhado.

Espero que tenha entendido minha questão, se eu estivesse no meio das duas faixas de transito, provavelmente isso não teria acontecido, ele poderia ate me pegar na traseira ou eu conseguiria desviar dele.

Não precisa colocar toda essa historia no blog, ate porque quase ninguém teria saco para ler inteiro.
Abraços cara, você é especial e não sabe o quanto carinho e respeito tenho por ti.

Julio Cesar"

Meu grande amigo,

Em um curso passado, um aluno chamado Marcelo ( grande Marcelo!!! ) da SATE Treinamentos, disse uma frase que precisamos ter como consideração sempre que saimos de moto. Ele disse: "...o motorista não está preparado para enxergar o motociclista. O motorista se prepara somente para enxergar o outro motorista e não a moto..." O Marcelo tem razão. A semana que vem vou falar sobre a atitude de Previsão e você se lembrará muito dessa frase e de outra frase " nunca substime a capacidade do outro errar".

Bem, vamos lá. Andar no corredor ou atrás do carro, na mesma faixa? Que pergunta danada de responder, heim? Quando você falou sobre se sentir que vai ser engavetado com o veículo que vem de trás, pode ter certeza que isso pode acontecer. Sua moto (Falcon) freia muito bem, mais rápido do que o carro de trás. Se não sair da frente dele, vai engavetar em sua moto.

A faixa de rolamento de uma via é larga para uma moto, e pode ser estreita para um carro. A rua de sua academia é mão única, com uma ou duas faixas de rolamento. Minha opinião é pensar sempre na frase do Marcelo e, portando, andar ao centro da faixa ou ao centro da rua, mesmo que esteja atrá de outro veículo maior, pois a visão do motorista estacionado é sempre para o carro. Se estiver ao lado da faixa, esguerda ou direita, pode acontecer o que aconteceu com você. Em situações assim, deve-se pensar muito em pilotar sua magrelinha em velocidade compatível, que permita a saída rápida ou mesmo uma frenagem emergencial segura.

Agora, tem uma outra situação que deve ser relevante. Imagine a Av Bandeirantes, ou mesmo a 23 de Maio, onde existem várias faixas de rolamento. Minha opinião é pilotar no corredor da esguerda, em velocidade compatível ao trânsito daquele momento. Este corredor é formado naturalmente pelos motociclistas. Motoristas já estão mais preparados em ver, enxergar,olhar a moto passando. Portanto, mais seguro é andar nesse corredores. Mas calma aí!!! Observe se sua volocidade está mais ou menos igual ao do carro. Lembre-se que você estará ultrapassando pela direita em relação ao motorista da sua esguerda, onde a visão é mais comprometida. Veja se terá, pelo menos, um área de escape, para "fugir" de possíveis fechadas. Observe as atitudes dos motoristas a sua direita: será que estão vendo pelo retrovisor? O braço do motorista está para fora do carro? Pois se estiver, este motorista não estará prestando atenção e o próprio braço está tampando a visão do espelho. Muito cuidado!!!. Lembre-se que a visâo do espelho da sua moto é precária. Há mais ponto cego no espelho da moto do que do carro. Motociclistas, sem noção, que vem "empurrando" pelo corredor deve-se deixá-los ultrapassar, pois você sabe muito bem como frenar com mais eficiência do que os outros. Se precisar frenar com emergência, o motociclista de trás, passará por cima de você.

Este curso teórico que estamos publicando já falou um pouco sobre Conhecimento e sobre a Atenção. A história vivida na publicação anterior a esta mostra a importância de se ter conhecimento das vias. Sua história mostra a importância se ter a Atenção e a Previsão ( que ainda vamos falar). A segurança sobre a moto está aí, na experiência de vocês.

Julio, muito obrigado por este comentário. Esteja sempre em minha vida assim como está hoje. Espero tê-lo satisfeito. Um grande abraço a você e a todos os leitores.

Até a semana que vem, onde falaremos sobre a Previsão. Como prever e evitar os acidentes sem precisar de cartomante, bolas de cristal e afins.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Humildade: Atitude Difícil Mas Importante Para o Nosso Aprendizado

Irmãos. Este é um relato verdadeiro que faz parte de nosso aprendizado diário. Nosso irmãozinho Ronaldo deixou seu relato de um acidente que aconteceu com ele.
Para adquirirmos um Conhecimento sobre nós mesmos,precisamos reconhecer nossos erros e sermos humildes para isso. É muito difícil reconhecer nossos próprios erros, por isso quero muito agradecer seu relato, Ronaldo, pois aprenderemos com você. Valeu!!!

"Bom dia Amaral,
vc. deve lembrar de mim em um curso de pilotagem defensiva, aquele coroa com uma Amazonas 250cc vermelha, moto até então desconhecida que no decorrer do curso foi se reafirmando como uma moto bastante maleável fácil de pilotar apesar de ser uma custom.
Li o seu artigo onde cita um aluno que no seu depoimento fala da necessidade de planejar o seu trajeto, pura verdade! Fui vítima de uma queda com a minha Amazonas (graças a Deus não me machuquei e os danos da moto foram pequenos) por desconhecer o trajeto e ser surpreendido ao sair em curva cortando um ônibus que estava a minha direita (paga o mico!!!!) e dei de cara com as armadilhas que o DSV gosta de colocar na cidade (aquelas lajes de concreto para delimitar um trajeto).
Por sorte não estava em velocidade e como estava em curva a reação instintiva foi frenar com dianteiro, traseiro e até assoprei pra frente como fazem os aviões para frenar.
Como a moto estava em curva, com a frenagem brusca ela derrapou e saiu das lajes (Bom anjo da guarda!) fui ao chão e só sofri uma ralada.
Com este depoimento quero salientar que o amigo motociclista tem toda razão se for a um lugar onde desconhece o trajeto e o sistema viário, redobre a atenção, vá com o "pé atrás", velocidade reduzida e não faça peripécias entrando em curva cortando a frente de veículos como eu fiz se não tiver visibilidade do que está fazendo não faça!.
Amaral quero parabenizá-lo pelo trabalho que vc. faz, seus cursos são ótimos e feitos com um clima muito agradável, seu blog também está ótimo, deveria ser o manual de todo motociclista.

Grande Abraço"

Ronaldo Rodrigues de Mello
Siemens Enterprise Communications
Network Operation Center

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Qual é a Sua Prioridade? Onde Focaliza a Sua Atenção?

Vamos continuar nosso curso teórico de pilotagem defensiva?

Queridos irmãos e irmãs motociclistas. No artigo anterior falamos sobre a importância de se ter Conhecimento para uma pilotagem mais segura. Deixamos de falar do conhecimento das vias, do trânsito, etc... Mas uma coisa é certa: ter conhecimento e não praticá-lo não surgirá efeito nenhum em nossa forma de pilotar. Conhecer as leis e não praticá-las não nos dá o direito de reclamar das multas depois.

Atenção, é a próxima atitude da pilotagem defensiva. Mas, afinal, dar atenção a que, ou a quem, devemos ter?

Na verdade, ninguém deixa de ter a atenção. Ninguém é desatento. Todos os seres vivos dão atenção a alguma coisa. O animal fica atento para pegar a presa, mas também não desatenta para não ser a presa. Este animal dá a devida atenção a duas coisas: comer e não ser comido.

Eu tive uma secretária, em meus tempos da juventude, que admirava muito. Ela atendia ao telefone, escrevia o recado no computador, deixava a vontade o cliente a sua frente e ainda lixava as unhas. Tudo ao mesmo tempo!!! De fato, as mulheres conseguem dar atenção a várias coisas ao mesmo tempo, melhores do que os homens. Não sei, mas acho que são treinadas para isso. Incrível!

Caramba! O que esta história tem a ver com pilotagem defensiva? Tem muito.

Quase 90% dos acidentes é por culpa do piloto ou motorista. A bem saber: 39% excesso de velocidade, 28% desobediência às sinalizações e 19% ultrapassagens perigosas (dados de 2005, polícia rodoviária). Quanto maior é a velocidade, menores serão as opções de dar a atenção a várias situações de trânsito. Desobedecer (não desconhecer) as sinalizações é não dar a devida atenção aos perigos das vias. Ultrapassagens perigosas (não proibidas) é aquela situação que o piloto diz: "ah, eu ACHO que dá..." e não deu a atenção ao quem vem de frente eu de lado, como um cruzamento, onde é maior a incidência de acidentes entre os motociclistas.

Sim, parece que conseguimos dar a atenção a poucas situações de perigo nas vias. Não conseguimos ser como a secretária acima citada. Mas podemos fazer algo melhor do que ela: priorizar as situações de atenção no trânsito. Como?

Eu aprendi com um aluno o seguinte: “... antes de sair de casa faça uma lista mental de todas as situações de transito no caminho que você faz" Ele continua me ensinando: "... se houver escolas no seu caminho, coloque em sua lista a devida atenção aos escolares, afinal não é só perto da escola que existem estudantes, mas em seu caminho muitas crianças atravessam as ruas para irem até a escola. Coloque, então, esta situação em primeiro lugar em sua lista de prioridades da atenção. Se existem buracos e falta de sinalização, coloque em sua lista de prioridades a atenção a estes perigos. Se passam muitas mulheres lindas nas calçadas, coloque em último lugar em sua lista de atenções, pois você poderá passar por cima de um carro que pára de repente em sua frente, porque você não deu a devida atenção ao trânsito ao seu redor...”

De fato, este aluno tem razão. Esta história é prova de que todos nós damos atenção a tudo, menos ao que é mais importante no momento.

Afinal, o que é mais importante, em nossa lista de prioridades, para darmos à devida atenção e nos livrarmos dos acidentes?

Vejam como é difícil esta tarefa: imaginem pilotando seu sonho de consumo, uma KTM 990 Adventure, por exemplo. Temos que priorizar a atenção aos carros da frente, do lado e de traz, às sinalizações como farol, sinais de trânsito em geral. Também a pedestres que atravessam fora da faixa. Há também a atenção aos assaltantes. Só nisso eu contei mais de sete itens de priorizar a atenção, ao mesmo tempo!!! Será que ainda dá tempo de olhar out doors, vitrinas de lojas, falar ao celular, passar baton, cumprimentar amigos, olhar mulher bonita, ou feia nas calçadas ou por cima das janelas dos carros (seu malandrinho!!!), etc. enquanto pilota? Claro que não! Por isso priorize o que é mais importante a dar a devida atenção. Tem que forçar nossa tendência de prestar atenção a outras coisas menos importante.

É isso mesmo! Nunca estamos desatentos. O que acontece é que a nossa atenção não é priorizada.


Bom, amigos, esta postagem dedico as mulheres. Principalmete a minha. Ela dá atenção a meus filhos, ao meu sogro, a minhas roupas, confere meus artigos, faz a janta, me belisca enquanto piloto sem atenção devida.


O próximo artigo será a Previsão. Vamos falar do destino, da sorte e da razão. Aguardem.


Abraços a todos.